sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Precisamos aprender: novos conceitos & velhas ideologias!


Ontem o índio velho, caçava e plantava para seu sustento. Vivia dessa forma, entre o ócio e a caça.
Quando vieram os “homens-bons”, foram chamados de vagabundos, e adequados a um novo tipo de trabalho. Aquele que dá lucro há alguém que explora a sua força.
Os tempos mudaram, mas a concepção do que é o trabalho e para que ele existe, continua a mesma...irretocável.

Não tem o “porque” de  mudar esse pensamento. Mesmo que o “homens-bons” de hoje criem e destruam aquilo que se julga sagrado a seu bel prazer: “ O sagrado trabalho”.
Viemos sem saber, vamos embora sem avisar, e nesse meio-tempo ouvimos o despertador tocar toda manhã para mais um dia de labutação. Sem se pensar no porque e como, só é assim e pronto.

A história é escrita pelos vencedores; no lugar do papel é a pele, e a tinta é escrita com sangue, de todos aqueles que foram extintos no decorrer da história. Os louvores de vitórias são cantados com os pés em cima de cadáveres. Os perdedores. The losers!
 

E toda a forma que nos faz pensar do que jeito que o mundo é.
Todas as formas que somos condicionados a viver, é perpetuado de pai para filho; e com um adicional na sub-espécie: O proletário. Aquele incumbido de dar a prole e criar a ciranda  de renda que farás os ricos mais ricos...quanto ao excedente, que more nas encostas de morro.
Continuamos a remar na correnteza de forma contrária. Somos diferenciados, pela etnia, pelo lugar onde nascemos em diversos níveis. Do bairro a aldeia global.

O controle que nos é dado, vem de cima para baixo. Adestrados como cães. Como se por acaso, não raciocinássemos.
Desde a antiguidade, os problemas da humanidade são os mesmos. Os problemas com a produção e a força de trabalho. O ócio produtivo em detrimento da mão-de-obra escrava.
Os tempos passaram, e todos os velhos conceitos e ideologias são reciclados e remanejados, sempre mudando de nome, mas persistindo da mesma forma.

Agora estamos vivendo junto com tecnologias que podem dividir o átomo em quarks, tecnologia capaz de unir nações em vídeo e voz em frações de segundos, tecnologia capaz de criar alimentação transgênica e fabricação de medicamento adequado que seja transmitido por células que otimizarão os efeitos....com os  mesmos conceitos que passaram da Grécia até os dias de hoje.

A evolução aparente em frente a forma limita de se ver o mundo. A mesma forma de sempre. Os mesmos moldes de sempre. O mundo que muda e continua o mesmo.
Precisamos ver os paradoxos que devem existir. Precisamos aprender a como utilizar o que é necessário e destruir o que não será útil. Precisamos saber que nem tudo o que falam que é bom, realmente é bom, e nem tudo que pintam como o “mal”, é realmente mal.

Precisamos aprender que necessitamos perceber melhor a tênue barreira que a realidade levanta toda manhã a nossa volta. Aprender que tudo que nos limita vem de nós, “importado” de velhos conceitos feitos para tal ato tão vil.
Precisamos aprender a entender o paradoxo de nossas vidas, de forma correta, pois ao que parece estamos vivendo no paradoxo, mas de forma contrária! Utilizamos uma miscelânea de ideologias, mas a parte que é criada dessa fusão de ideias, a melhor parte, é justamente descartada.   

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