sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Quem Criou a Normalidade?

O problema é que sinto muito, e desde já, me perdoe pelo declínio.
Precisamente falando, não posso dar certeza de nada além do óbvio.
Quero ser menos humano e ser mais como as pessoas são.
Que seja pra viver intensamente ou nem precisa mais então;




Sem mentiras ou sentimentos falsos e mascarados,
Se for para viver que então se sinta menos,
Em alguns momentos desejaria estar em posição fetal,
Se afogando em pranto repetitivo de forma banal.


O mundo massacra e causa medo. Não sei quais são seus planos reais.
As pessoas se fazem tão amáveis e infelizmente tão desleais.
A cada distúrbio diferente que na grande massa, se traduz em sociedade.
Quero deixar de ser e sentir, por alguns momentos. Nem que seja por caridade.


Só o tempo de pegar um fôlego, antes que um novo massacre se inicie na covardia,
Uma nova bomba jogada aos pés ou uma nova rasteira, mas nunca um tiro de misericórdia.
Deixar de sentir o pluralismo da insanidade.
Quem definiu o que é certo e errado, quem criou a normalidade?

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Só e Desespero



A solidão desespera; quantos já enlouqueceram isolados em um quarto úmido?
A solidão já matou diversas vezes na mente do intrépido moribundo.
Vivendo na alegria passageira de reles conhecidos. Estranho, sozinho e isolado.
Quantos gritos são necessários para ser ouvido? Quantos são necessários até ser esquecido?


"Precisa ter fé", é o que falam... Mas quanto ainda falta pra pagar essa penitência?
Minhas opções são enlouquecer ou abrir falência. Sobreviver na resiliência,
Perde-se na multidão de desconhecidos; onde esta a certeza de outrora?


Imponente monólito oco por dentro. Só há a carcaça do lado de fora.
Sem abraços ou afagos. Não consegue sincronia da sua loucura com a loucura alheia,
Perdido no meio de um sonho de desejo. Quanta dor perdura em sua existência?

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Tão Paradoxal Quanto a Realidade

Não quero que desfaçam de minhas ilusões; Sou um inveterado hipócrita que vive das concepções errôneas que minhas sinapses podem perceber. A miscigenação de um povo extinto, entre outro escravizado e o próprio colonizador me forneceu o DNA dúbio. O estrago foi feito a centenas de anos.



Tão paradoxal quanto é a realidade, é minha personalidade, que vive em antítese frequente. Criado para ser uma criatura racional e quantificar, raciocinar e imaginar... acaba se perdendo no absurdo que é a vida.


Na ilógica matéria que a precede. Na superficialidade criada há tantos séculos, entregue de pai a filho. Não quero que desfaçam de minhas ilusões; Sou alimentado pela televisão. Os livros escritos pelos mesmos erros de sempre.


Escritores errados em vidas erradas. Sou criado pela mentira, em rios que não se navegam e em ares que não se deve respirar. Sou feito para sonhar, pois quando fecho os olhos, me desfaço dos pesos em meus ombros, das responsabilidades e custos de se viver. Para viver é preciso ter. Senão, está fora do meio civil; Para morrer é preciso ter. Senão, estará morto em uma vala comum. Parece ser um ambiente hostil para viver e sobreviver se torna a meta única.


Entre os bem nascidos e malditos, a milhões de diferença. Quando vejo como evoluiu a espécie humana, me admiro a quantidade de pessoas no mundo e a raridade de se encontrar seres humanos! Tanto é que pensam em colocá-los em jaulas, param procriar e manter salva a espécie. Será bom para visitá-los ao domingo com família.


Não quero que desfaçam de minhas ilusões; Fui criado em crer que especiais. Se trabalhar muito será rico. Se tentar a sorte na lotofácil, poderá ganhar. Que querer é poder. Se muito desejar, você consegue. Falam-me tantas coisas nas revistas e televisão.


Odiaria que tudo isso fosse mentira. Odiaria saber que a vida não tem sentido lógico; Que não existe um ser superior bondoso ouvindo minhas preces. Não quero que desfaçam de minhas ilusões!

Quantas Vezes Desistiu de Seguir?







Quantas vezes desistiu de seguir? Quantas vezes renegou as dores?
Perdido de amores, sim, perdido horrores.
Procura-se urgentemente, porque andou sempre meio-perdido,
Estamos todos sem norte, e quem se perdeu, sempre foi meio fodido.


Não tem prumo, rumo ou nível, só a vive a deriva, sem persistir,
Quando você se sente perdido a ponto de desistir... Quem te puxa de volta, quase sem sentir, a essa realidade insana?
Um ser que procura ajudar, lógico! Uma figura deveras humana,


Quem te engana a ponto de sempre acreditar?
"Se não for hoje, vai ser amanhã, todo esforço faz compensar!"
Ah, esse é, involuntariamente, o senhor da maldade,
Todo dia, seu cotidiano repleto de uma triste ansiedade.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Enquanto Eu Rio


Quanto de mim deságua quando transbordo,
Enchente em forma de sentimento em desacordo,
Minha alma liquefaz e se dilui em meio à vida jaz liquida,


Oceano de problemas em meio a um deserto de humanidade não preservada,
Quanto mar para me tragar. Meu fluir estanca. Represa, não há para onde ser escoada.
Talvez por saber como seja difícil a dor destinar, dê tanto valor ao riso. Um mar de riso,


No qual procuro me nadar e por ventura me afogar. Rio, um riso frouxo quase obtuso.
Drenar-me, a vida é disso, nadar contra a correnteza e contra o vento.
Na busca por terra, porto seguro ou qualquer abraço que nos salve por completo.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O Monstro e Mr. Hyde



Às vezes a antena capta tudo que não devia,
Sinais cruzados, dores e sentimentos escondidos da empatia,
Parece que se absorve tudo involuntariamente,
Mas existem tempos que parece ser frio como iceberg, um tanto doente,

Meio morto por dentro, meio sorriso forçado por fora,
Quando não é muito sentimento por dentro, sem saber viver o agora,
Coração vive apanhando da vida, constantes derrotas,

E em uma dualidade estranha, tem dias que viram horas mortas,
Petrifica o órgão que pulsava no peito sem jeito,
Emoção ou ocitocina deixam de agir com certo aproveito,
E nessa história entre médico e Mr. Hyde, de mutação intermitente,
Quando se sabe como viver, sendo essa dualidade inconveniente.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Calma, Bomba Pulsátil!

No estudo e no encanto das aulas de anatomia e fisiologia,
Vemos o coração e como é explicado seu funcionamento e sincronia,
Seio coronário, músculos papilares, pequena e grande circulação,
Mas seu valor conotativo é o que mais impressiona após toda explicação:
Porque o coração parece gostar mais de apanhar do que bater?
Sua função real é ser uma bomba pulsátil ou sofrer?

Parece que ele quer sair para passear e dar um tempo fora do mediastino.
Encontrar outras razões, acreditar em novas mentiras ou ter um novo destino.

Ah, coração, se acalme! Há sentimento concorrendo com sangue nas artérias,
É preciso ter mais de um coração para aguentar tantas dores e tantas misérias,
Não razão que o encéfalo te explique.
Não há humor que a tiroide consiga mudar,
O inconstante batimento no peito precisa de mais ar (e amor) na vida, para se acalmar.

Qual o Seu Nome, Angústia?



Bom dia, qual o seu nome, Angústia?...O que você faz da vida?",
Me perguntaram. O que responder, além de que "sobrevivo", por vezes nem isso!
E se assustaram. Tão cru e real, é a lâmina na carne trucidando sonhos e mostrando a realidade,


Cada qual sofre do seu jeito, morre por qualquer feito em sua cidade,


Às vezes, tropeçando em futilidades e em busca de razão,
Noutras vezes, esmagados, pulverizados ou transformados em ração,


Há muito para se assustar. O medo concorre com o sangue pelas veias e artérias,


A tristeza é líquida e inebriante para muitas que não vivem suas histórias,
Quem dera desejar final feliz para todas as boas almas desajustadas,
Mas a felicidade é abstrata e estranha para todas que não estão acostumadas.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Preciso Falar do Amor



Preciso falar do amor. O amor que emana do meu peito,
Preciso declarar meu amor por você e para todos que já tive afeto,
Tenho que dizer sobre esse sentimento lindo que tenta me salvar diariamente,


Perdemo-nos entre vontade e ações erradas incessantemente,
E é preciso ter fé, em algo tão belo quanto esse amor.
É necessário viver e acreditar no melhor apesar de tanta dor.


Por vezes, sinto em meu peito bater tamanha emoção,
Percebo a beleza singular e a alegria que está em meu coração,
Esse músculo que tanto apanha, como não esquece de bater?
Dias após dia, sempre constante em sobreviver,


Meu nome que já foi medo, meu futuro que já foi incerto,
Hoje continua impreciso, porém um pouco mais concreto,
Até sinto o amor existir por alguns momentos,
Será que ele me redimirá da minha existência de lamentos?

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Não Quero Utopia

 


Quero a liberdade, dessas que vendem no comercial de absorvente íntimo.
O amor que nem dá novela das 8, com final feliz, que deveria ser o mínimo.
Quero as dificuldades da vida que nem roteiro de cinema, com vitória e superação no final.

Dos amigos eu quero a amizade pura parecida com o que tem na rede social.
Aqueles lanche do McDonald’s igual ao do cartaz que está na entrada.
Da sociedade eu espero que sejam da forma que se descrevem ou tentam ser de fachada.

Eu quero o sentimento mais puro que eu puder sentir e agradecer pedindo mais,
O tempo bem devagar nas horas livres e correndo nas demais,
O mínimo de tristeza só para se ter noção do quanto se é feliz assim,
Na realidade não quero o impossível ou a utopia, talvez uma realidade bem menos chinfrim.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Tempestades Sem Fim



Tempestade após tempestade. Não há dia sem tormenta.
não é o inverno que congela o sangue, é o calor infernal que atormenta.
Vive tentando entender o mundo em que está inserido e sua função,
Todo tempo de calmaria entende como se estivesse no olho de um furacão.
Hipocrisia gritou pelas janelas. E a angústia tomou voz e perguntou: onde estavam nos tempos de escassez?

Somos os filhos e netos das injustiças perpetuadas, haverá eqüidade dessa vez?
Beijar apenas por beijar. Falar em amor como se fala "bom dia". Consegue sentir?
Nas contradições que as bocas falam diferentes das ações. Por quê mentir?

Nesse oceano de gente acaba-se achando poucos seres humanos,
Chega a desejar a loucura para se enquadrar nessa estranha sociedade,
É melhor ser surdo ao grito sufocado? Cego a todas injustiças e seus danos?
Ou ser mudo para não gritar e manifestar? Parece ser essa a bizarra normalidade.

Escrevendo para tentar amenizar, essa angústia que costuma remoer a alma,
E assim, tenta domar esse mar revolto para ter alguns instantes de calma.
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