quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Escuridão Que Nos Ilumina



Antes havia só a escuridão, a luz negra que rompia a imensidão. Pois então veio a inspiração, contorceu todo o sonho e veio como luz percorrendo a ignorância como nunca houvera feito antes.
(As risadas que eram dadas aos amigos e famílias, não eram as suas risadas, eram para eles, eram para o público, eram risadas alheias).
Quando tudo era escuridão, o vazio se tornava mestre de tudo. De repente, veio o pensamento e desconstruiu tudo que pré-existia e criou-se o que era imaginado, jogando o vazio para debaixo do tapete.

Da terra ao firmamento, agora, podemos ver o que se torna realidade. Conceitos são abrangidos, mundos são criados, as formas se nominam. Com pequenas palavras criamos universos e no papel branco a nossa frente, desenvolvemos vidas e espaço com caneta e pensamentos.
(Em alguns momentos a escuridão se torna em volta. Destrói o universo que geralmente se vê criando aos olhos vivos)

Em algum momento perto do que é presente, a idéia se perdeu e a razão se omitiu. A forma não se define mais, e a imaginação tem novas barreiras. Tornamo-nos escravos de nós mesmos, reféns de nossas idéias, arautos dos limites auto-impostos. Somos parte da escuridão que nos assombra, que nos impressiona e que por fim nos ilumina, em sua inspiração vazia.


Açoite do Relógio


De onde vem à inspiração para levantar e engolir o açoite do relógio? Os olhos desconfiados, a forma de sentir e viver somando todos os velhos conceitos e trocar todo seu tempo pelos prazeres que parecem durar a eternidade de alguns minutos. De onde vem toda a forma de enganação que admitimos acreditar como sendo incontestável e necessário para o dia seguinte? 

O compasso é rápido, e a impressão de ser realmente necessário correr mais rápido que o vento e ser servil como mais um cão da matilha está implícita.
Correr para não perder tempo, comer perto para não se atrasar com o percurso, olhar preocupado com o tempo perdido que não foi contabilizado.

O tempo escoe mais rápido do que se muda de opinião. A necessidade de se trocar a vida pelos vícios vendidos é o que motiva as ideologias modernas, de todos aqueles tementes do poderoso ser onisciente e que não são assombrados com a falta de percepção da real necessidade da respiração e aspiração.
Ser para ter, entre o tempo gravado no cartão perfurado, do olhar vigilante da chefia que aceita ordens de um bom fidalgo em seu iate.

Ter para sentir, algo que parece um pouco com esperança, algo que parece um tanto com alegria, algo que deve ser confundido com satisfação. O sorriso na cara é só para enganar a tristeza, porque a verdadeira graça ainda não foi encontrada.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A herança da casa-grande.

Não costumo colocar artigos no meu blog, mas como esse editorial do Mino Carta traduz em muito o que penso, posto integralmente!


"Não quero que os ricos chorem, dizia o líder do PSD sueco, Olof Palme, quero é que os pobres riam. Palme, social-democrata autêntico, foi primeiro-ministro e crente denodado da igualdade social. Sublinho autêntico para que não seja confundido com nossos social-democratas de fancaria.
Palme, assassinado por um demente, é um herói de outro tempo, quando a religião do deus mercado ainda não vingara, dois impérios dividiam a terra e as esquerdas da Europa Ocidental contribuíam de forma determinante para o progresso dos seus povos. Não existiam oligarquias financeiras para mandar mais que os governos nacionais e anátemas eram lançados contra o chamado “capitalismo selvagem”.
Atenção! Embora pareça, esta cena não é dos dias de hoje
Atenção! Embora pareça, esta cena não é dos dias de hoje
É do conhecimento até do mundo mineral que a crise dos dias de hoje foi deflagrada pela aplicação dos mandamentos neoliberais, que ela não poupa o Brasil e que os remédios aviados até agora pelos governos do ex-Primeiro Mundo mostram-se incapazes de combater a origem do mal. Quando não cuidam, abertamente, de proteger quem provocou o desastre, e mesmo de fortalecer-lhe o poder.
Vivemos o tempo dos super-ricos e dos superpobres. A diferença entre uns e outros tornou-se voragem infinda, abismo sem fundo. O Brasil também conta com seus super-ricos, arrolados nas listas anualmente propostas ao espanto global. Esta privilegiadíssima tigrada dispõe de fortunas calculáveis em bilhões e não é fácil entender como se deu esta frenética, desenfreada multiplicação de dinheiro, enquanto bilhões de seres humanos morrem de fome.
Sem pretender parafrasear Olof Palme, eu diria que os super-ricos me incomodam muito menos do que os aspirantes a super-ricos. Medram no Brasil, em diversos patamares da escada social, burgueses e burguesotes de diversos calibres. Classes A e B1, digamos, sem excluir de pronto os anseios recônditos de inúmeros remediados. Pergunto: que ricões, ricos, riquinhos e sonhadores de riqueza são estes?
Algo é certo: não se trata dos burgueses que fizeram a Revolução Industrial e a Revolução Francesa. Do meu modesto ponto de vista, anoto que classe média tem um significado no Brasil e outro em diversos cantos do globo. Claro, existem parâmetros econômicos para medições precisas, embora pareça dilatada demais a separação entre limites mínimo e máximo fixados no Brasil para figurar na categoria.
Coube à burguesia acabar com as monarquias por direito divino e selar de certa forma, e de vez, o fim da antiguidade medieval. A classe média europeia é uma larga maioria que incorporou e alargou os horizontes burgueses, em termos de cultura no sentido mais amplo. Nada disso se aplica ao Brasil, onde a casa-grande e a senzala, ou se quiserem, os sobrados e os mocambos, continuam de pé, ao sabor de uma aparente contemporaneidade que não lhes abranda os efeitos.
A ostentação do luxo é típica de uma herança resistente na ausência de saber e verdadeiro refinamento, dramaticamente compensados por atitudes toscas e mesmo vulgares. Há exceções, mas não passam disto. Não é por acaso que o Brasil conta com um exército de mais de 7 milhões de empregados domésticos. Recorde mundial estabelecido quando há décadas este gênero de serviçal é cada vez mais raro nos países democraticamente evoluídos. E nem se fale de manobristas, passeadores de cachorros, babás. E assim por diante.
E que dizer da segurança privada, dos soturnos senhores de terno escuro e gravata, escalados para a proteção de patrões em trajes esporte fino, eventualmente de bermudas? Há, mundo afora, senhores graúdos que não dispensam guarda-costas, capangas, jagunços. Não é simples distinguir, porém, quem manda de quem obedece, e este não se perfila à porta de prédios e mansões, de lojas de comércio retumbante ou de restaurantes hoje habilitados a figurar entre os mais caros do planeta.
Sim, o país do futuro é estranhamente obsoleto e continua a pagar caro por três séculos e meio de escravidão."


http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-heranca-da-casa-grande/#.UPmYMMiK2nI.blogger

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Adorável e Horripilante.



Um País maravilhoso e horripilante ao mesmo tempo. Pessoas amáveis e inescrupulosas. “Jeitinho” e solidariedade. Quem ganha essa batalha injusta? O abismo social e suas diferenças estão enraizados no ideológico dos que moram no país, a ponto de mesmo sofrendo dos males que acontecem, é capaz de defender esses males (não pra si, mas outrem, e algumas vezes até para si mesmo, como sinal de recompensa divina ou martírio qualquer)! 

O sentimento que flui pelos axônios e pelos neurônios é de indiferença que surta com resquícios de amor ao próximo. Para quem acredita ou não no fim do mundo, apenas abra os olhos e perceba que a humanidade morreu faz séculos como conceito, e aqueles que se tornaram sobreviventes com esse conceito em mente, estão sofrendo moribundos! 

O maniqueísmo vive no imaginário popular que acredita em anjos e demônios, em pessoas completamente ruins ou quase santas. A dualidade de emoções entra em conflito com o ego. O ego cisma com a realidade encontrando desvios para o que é; os sonhos e idealizações surreais se tornam a janela para fora de si, para fora de tudo que se sabe e se vive. O paradoxo ideológico está por ai, contaminado pelas redes de Tv e jornais sensacionalistas. Pobre de direita e rico de esquerda se digladiam em redes sociais, em uma revolução comoda sentado no sofá, pois a mudança é conceitual e tudo mudará como passe de mágica.

Em algum ponto o ser não mais se satisfaz, apesar de tudo que absorve, de tudo que obtém nada mais o satisfaz, pois a necessidade de algo novo se torna constante. Os bens materiais nunca bastam, pois sempre há mais a conquistar. Sempre existe um algo a mais que o impulsiona, auxiliado pela fé de que algo existencialmente faça sentido de acordo com o funcionamento semi-racional dos seus pensamentos.  A essência segue viva e inconstante no meio de todos, convivendo com uma ideologia contraditória que só tem sentido no âmago de suas pretensões.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Raio Idiotizador!


O raio idiotizador foi teorizado a séculos, mas fora nos dois últimos é que pode ser construído. Cientistas loucos puderam por em práticas seus planos mirabolantes. Vilões inescrupulosos utilizaram essa arma para atacar o pobre povo. O raio idiotizador ataca em amplo espectro, como se fosse por sinal de microondas. Ele parece ser invisível, mas os efeitos são notórios e devastadores. Só podemos sentir quando esse atinge seu alvo.

O raio idiotizador não discrimina por etnia ou status social e seus efeitos são sentidos por uma vasta camada da sociedade, a ponto que, parece impossível vislumbrar uma forma de imobilizar esse raio. Os vilões, criaturas malévolas e diabólicas, utilizam satélites e torres com antenas poderosas para disseminar esse mal.

 Um dia esse "O raio idiotizador" foi idealizado com outros propósitos, mas como vivemos em uma realidade que os heróis já nascem mortos, dependemos somente dos vilões que lutam ora entre si, ora se aliam... em uma dança que ensaiam até o cansaço!
O sinal por vezes enfraquece e o raio idiotizador, titubeia, mas logo volta com força total, pegando os mais fracos e frágeis do bando.

A esperança é que uma nova geração nasça mais forte e resistente aos efeitos do raio e que possam crescer sem terem o cérebro refém da maldade dos vilões cruéis e controladores. Os raios atacam por diversas vias, atacam os olhos, os ouvidos, até se infiltrar no cérebro e tornar a massa encefálica um pouco mais inútil que de costume. É um bombardeio contínuo que raramente se tem um alívio. Estamos reféns eternos de poucas inovações que sejam suficientes para enfrentar o "raio idiotizador".

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Predomina a Indiferença!



Predomina a diferença. A diferença entre riqueza e pobreza deve persistir. Pobre do mundo que nasce da vagina errada. Perpetua suas chances pelas telessenas da vida, por ora, tente a mega-sena acumulada, pois um em cada 10 milhões acertara os números da sorte.

Predomina a diferença. Étnica, mas antes fosse apenas social, seria mais simples de julgar. Não se pode assumir os erros, apenas fingir que tudo que ocorreu faz parte do passado e hoje temos condições iguais (basta querer!).

Predomina a indiferença. Basta ter que se torna poder. Abaixam a cabeça para aqueles que possuem e lhe dão toda razão, quem sabe no futuro se torne um deles, e tenha um pouco dessa razão também?

Deixe a TV ligada e adentrar toda a sua cultura para dentro dos seus olhos e ouvidos. Deixe o jornal dizer tudo que é verdade, deixe de pensar por si só, pois esse fundamento por si só não tem razão de ser...e a simples palavra "razão", é apenas mais uma palavra no meio do dicionário.

O mais certo é acatar a ordem, esquecer o que quer e ser aquilo que seja mais viável de forma definitiva. País rico com milhões de pobres. Avança em tecnologia de sistemas enquanto se torna penúltimo no ranking global de educação. O importante é manter as diferenças certas e ser até certo ponto mais do que indiferente. A inteligencia morreu e nem sequer entregaram flores a viúva...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Os Níveis Tróficos da Sociedade Antropofagica

 

Muitos já falaram o que vou apenas reafirmar. Essa desigualdade existe a milênios e perdura sob controles emocionais e intelectuais que interagem modificando os níveis tróficos sociais.
A cadeia alimentar antropofágica humana se mantém em três níveis principais:

(1-) Aqueles que se fodem quase nada; São cerca de 1% da população global ou menos, nascem com o cu virado para a lua; são mais decompositores do que predadores. É a elite da elite, e fazem com que o universo gire em torno de sua órbita. A mídia e a organização política (esquerda, direita, centro e meia-lua pra baixo) servem-a, tendo inclusive membros participantes dessa "polis". Tudo é construído para que seja feita vossa vontade. Comerciais em revistas e em TV, são direcionando os seus lucros, que são maximizados por leis que farão seus sorrisos se esticarem. São naturalmente sangues-azuis, seletivos na ascensão de novos membros e perpetuamente conservadores.

(2-) Aqueles que se fodem marromenos. A classe média é média. Intelectualidade mediana, status Quo mediano e pretensões megalomaníacas. Os sonhos são sustentados de que um dia será a "Elite da elite", e esnobarão todos os outros membros da classe média. Existe uma transição no momento, aumentando esse número e modificando sua qualidade. Costumes, ideologias e crenças, os mantém controlados em seus sonhos de aspirar a riqueza. São medianos até no sonhar. Apesar de possuírem conhecimento e técnica, travas ideológicas os mantém em seu nível trófico...rosnando baixo!

(3-) Aqueles que se fodem demais. A última classe é a mais numerosa, e é na verdade o rebanho para ser: abatido, controlado, persuadido! São controlados e detêm nome de raça (pedigree quem tem é a classe média), são conhecidos como proletariado, do sufixo "prole", daquele tipo de animal que só se reproduz para sustentar os luxos da rainha do coletivo. São limitados desde o crescimento, são números em estatística, ora são vilões, ora são mocinhos. Vivem na margem da sociedade, mesmo eles sendo a maioria da mesma. São pasto dos decompositores, e o motivo de repulsa da classe média.

O marromenos certo seria uma equidade de controle entre classe média e classe elitista, com uma ascensão do "gado" para a classe seguinte. Diferenças sempre vão existir e é nessa base que se cria a sociedade com seus preconceitos e estereótipos. Deve-se quebrar a pirâmide e começar a trabalhar com trapézios sociais. Enquanto a "se foder", é uma qualidade inerente a espécie semi-sapiente humana.

Nasceu?! Então prepare para se foder em sua existência. O que vai regular o nível de fodelância na vida será o tipo de berço que te aguarda quando for abortado nesse mundo. Uns nascem em berços feitos de madeira nobre, outros em manjedoura e outros em carrinho de bebê reciclado do lixão.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Desapontamento mora ao lado...



A tristeza bate a porta de mãos dadas com a desilusão. Crer que talvez exista um Deus que acolha tanta mágoa e raiva para exorcizar esse corpo.
O chão se perde diante dos fatos, o mundo rodopia de forma surreal. 

O rosto daquele que amamos mente sem dó, impávido, não demonstra misericórdia aos sentimentos que colhemos desde a infância.
Resta ao corpo absorver o ódio e acumular com um jaz sentimento latente. Resta a mente tentar descansar envolto a mentira, e tentar se negar de tudo que sabe.

 Precisamos de mais entidades misericordiosas para orar. Mais força para poder descarregar em vão. Mais sentimento para desapontar. Muito mais tristeza que faz o coração quase parar.
Desilusão mora em sua casa, veste suas roupas, e vive ao seu lado desde os tempos mais infantis. 

A realidade nunca deu trégua. A afirmação é que dia a dia, perdemos toda aquela inocência que tentamos proteger, e só resta aquela mistura de raiva e tristeza...

E agora, quem irá nos proteger?



Não se engane,  existe uma grande possibilidade do Deus para que você reza, não ter consciência da sua consciência ( se ele pelo menos existir ). Não virá o herói vencer o vilão no final do filme. Não terá casamento no final da novela. O mocinho morreu com um tiro na barriga enquanto esperava o ônibus. Não adianta chorar que seu pranto não apaga traumas. 

Só existe um caminho, e não é esse que estamos seguindo. A liberdade é ilusória, apenas para não criar desespero coletivo, pois enche-se a vida com qualquer tipo de informação e desejo e dá-se a impressão de que isso fará a pessoa feliz e será suficiente. Não será e não fará! O "não" será a palavra onipresente, junto com os sentimentos de desilusão e o fracasso pessoal camuflado, a derrota conseguida como vitória pessoal.

Não há fuga certa, o maior escapista de todos os tempos sofreu com os mesmos grilhões. Os peões estão espalhados a volta e mesmo aqueles que se acham reis e rainhas, não se percebem que também são peças com jogadas marcadas e quando o jogo ficar entediante, serão guardados juntos aos peões com o tabuleiro empoeirado.

A consciência é perene, fraca e praticamente involuntária. Nascemos perfeitamente imperfeitos, vivemos sem saber porque (ou achamos que sabemos por alguns períodos) e morremos sem querer, mesmo sem saber o que significa realmente estar vivo!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Qual o tamanho dos sonhos?



Qual o tamanho dos sonhos e até quando se inspirar por eles? Quando aceitamos os desígnios e lamentamos os sonhos não concretizados? Quando deixamos de aspirar e transformamos os "sonhos" em apenas descanso noturno sobre a entediante vida?

Aspirar algo, imaginando que será o ideal, remando contra a maré e sendo queimado por águas-vivas. Em algum momento, nos damos com satisfeito, e paramos! Sentamos poltrona na pedra, como se fossemos reis. Um reinado de comodismo e superstição.

Quando a imaginação se acomoda com a realidade, e tudo que se pode fazer é aceitar, resignar e ser o que dizem que deve ser bom para você. As sensações são imediatistas, onde a busca incessante por respostas, esbarra na falta de motivação, e o mundo que gostaria de ter se torna parte do que sempre tentamos não ser.

Até quando tentar? Quanto de sangue derramar em uma luta que não sabe que terminará? Em que momento nos encontramos no desfecho do destino, que veremos que sonhos são apenas para aliviar o subconsciente e dar apenas um alivio a uma vida incessante e antirracionalismo? Temos a conta e a força que se esvai ano a ano...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Guerra secreta (não muito!)


A guerra é secreta, deflagrada pelos corredores úmidos de presídios, eternas "faculdades", onde os alunos que formaram o "partido" rompem acordos ultra-secretos com os "botas".
Bruxos se tornam ninjas, a guerra chega aos civis, mas a contrapartida é desordenada, enquanto o partido parece mostrar uma coesão caótica que faz inveja em qualquer organização militar. A guerra é fria e o sangue é quente. Todos são suspeitos em potencial. Aqueles que se fardam para defender e policiar, se encontram a mercê de um inimigo aleatório e por vezes, indeterminado, quase invisível. 
 
Não existe acerto de contas, são apenas missões e recompensas. Tiro ao Álvaro.
O governo que outrora se rendeu a convenção do terror, se mostra incrivelmente inábil em agir e contra-atacar. Os "cabeças" estão confusos, enquanto os chefes do partido organizam a investida de forma surreal.
O medo é a maior arma dos chefes do partido, e alastram o medo pelo ar, que se sente o cheiro como se fosse uma latrina imunda. A solução humanamente viável é inviável. A eliminação dos problemas esbarra na convenção e ética de um estado que não mostra (ou não sabe) como reagir e trabalhar com tal ética.