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terça-feira, 6 de março de 2012

A favelização tecnológica nossa de cada dia.


A origem do termo em português brasileiro favela surge no episódio histórico conhecido por Guerra de Canudos. A cidadela de Canudos foi construída junto a alguns morros, entre eles o Morro da Favela, assim batizado em virtude da planta Cnidoscolus quercifolius (popularmente chamada de favela) que encobria a região. Alguns dos soldados que foram para a guerra, ao regressarem ao Rio de Janeiro em 1897, deixaram de receber o soldo, instalando-se em construções provisórias erigidas sobre o Morro da Providência. O local passou então a ser designado popularmente Morro da Favela, em referência à "favela" original. O nome favela ficou conhecido e na década de 1920, as habitações improvisadas, sem infraestrutura, que ocupavam os morros passaram a ser chamadas de favelas

As favelas nasceram a mais de 130 anos no Brasil, com o fim da escravatura, os negros que deixavam de morar nas fazendas e senzalas, primeiramente tentaram viver em cortiços, mas com reformas nas vias publicas foram sendo expulsos desses lugares e montaram moradias em encostas de morros e nas periferias de grandes cidades. Sem o mesmo direito que os brancos, sobreviviam com migalhas em meio ao subtratamento que recebia como pessoa humana, por causa da tonalidade de sua cútis.

As favelas progrediram e se expandiram, principalmente a partir da década de 50 com o êxodo rural de trabalhadores que viam atrás de trabalho braçal que eram ofertados na expansão territorial das capitais, grande número dessa população eram migrantes da região nordeste do Brasil que historicamente encontravam abusos políticos e sofriam com frequentes secas.

A favela cresceu, o preconceito que antes era contra os "pretos", se virou também contra os "cabeça-chatas". Favelado se tornou sinônimo de uma subcategoria da sociedade. Uma aberração (que se tornou necessária) no rastro da sociedade.
Com o tempo, o favelado começou a perceber sua importância além do descaso sócio-politico, no qual sempre foi utilizado como bode expiatório para gerar votos.

O termo “favela” dito pelos próprios moradores dizia respeito a humildade, povo sem frescuras, trabalhador. A favela virou “comunidade”, ainda sim para certos segmentos da sociedade, favelado era aquela pessoa má vestida, "barraqueira", bagunceiro, e no pior dos olhos , bandido!

Há a favelização do pior termo possível, que acontece e deixam acontecer. Alimentam a ignorância e o alienamento. Restringem o máximo possível a educação e a luta de classes continua uma luta invisível no Brasil, uma luta desumana onde não sai ninguém ileso.

Mas aqueles que ali residem também auxiliam na aceitação da alienação. A falta de esperança pelo futuro se torna evidente no imediatismo, falta de planejamento familiar, culto ao “fora da lei”...é ali que o poder paralelo fica cada vez mais forte e se torna opção forte entre mentes incautas e titubeantes.

Se encontra pela internet, em redes sociais, o resultado dessa inoperância na educação. Nessa culpa reciproca de quem não cobra com quem não procura!


A favelização do pior modo possível, sendo pejorativo com uma comunidade inteira pela fama de alguns. Pequenos erros de português são só vestígios. Onde cresce o desespero é onde vive o descaso. 

A falta de perspectiva em evolução joga abaixo toda uma geração que deveria estar evoluindo com o advento da tecnologia e os acessos (mesmo que escassos) que as novas tecnologias veem proporcionando. 

A favelização da cultura, poderia ser bom, se pegassem suas melhores características...mas só demonstram o que há de pior a se mostrar.



Fonte básica para iniciar uma pesquisa:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Favela

sábado, 26 de novembro de 2011

Nosso Conforto.



Carro, casa, conforto. Queremos sempre mais. Esquecemos o minimo. O ar que respiramos só é lembrado quando esse falha ao inflar os pulmões. A água que sacia a nossa sede, só é sentida sua falta quando a torneira não jorra. (Ou quando se corre uma maratona)

Os valores mudam com a demanda, lógica irrefutável criado pelo homem em épocas recentes. Como ainda existe muito a que brindar com esse copo de água, e ainda tem sombra sobre sua casa, (que estes monstros verdes proporcionam) não tem porque se alarmar. O ar que não se vê, não foi tombado como "patrimônio da humanidade".

O ouro vale mais que água potável. Construir barragens e destruir áreas verdes é interessante para manter nossa geladeira ligada (em caso de apagão!), nossos valores mudam de acordo com as necessidades, e nossas necessidades mudam constantemente em nome da arrogância e do desdém.
O egocentrismo se tornou o eixo não só do mundo, mas do sistema solar. Copérnico ficaria triste depois de quase 600 anos.

A chuva ácida que corroí a pintura estilosa do carro incomoda, não tanto quanto o equilíbrio natural que esta sendo violentado. Se não respeitam nem mesmo o próximo, porque respeitariam o ambiente em comum? (com exceção, no caso de que algo possa a vir a afetar diretamente)

O exemplo e a forma de aprendizado dizem que devemos trabalhar até o fim da vida, para o nosso sustento. Quem tiver posses deve trabalhar para aumentar seu patrimônio, e caso consiga sucesso nessa empreitada, terá tido sucesso na vida e foi recompensado pelo ser divino por suas ações.

A maior parte vive sem saber bem "para que" e "porque", e dessa parte muitos nem mesmo se importam em querer saber. Que seja, mas que pelo menos não destruam uma natureza que existiu antes de todos e irá perdurar após nossa "passagem".