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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Ideologias falidas



Um dia o copo transborda, o grito sai da garganta e as revoluções do papel talvez aconteçam. O que nos acomete é a cumplicidade, não de ser mais um na cena do crime, não por esconder o crime; simplesmente por deixar acontecer. Calados, atônitos e inertes a toda a falcatrua, barbaridade e obscenidade a espécie que juramos ser próximo a nós em diversas ideologias e religiões.

Ainda se superam em suas cretinices. Denotam toda uma eloquência e exuberância debatendo filosofias utópicas na realidade que não dorme. Não é o capitalismo ou o socialismo que vá resolver algo. Já se passaram séculos, e ditadores simpatizantes para ambas as ideologias mataram milhões. 

O que sobrou? Além da guerra ideologia, o que manda é a venda de armas que atravessam continentes. Sobre a margem de qualquer política, o que se sustenta é o pó sendo comprado na biqueira. Apesar de todo o conceito humanitário ou egoísta, ainda persiste sociedades auto-centradas e falidas, pois estão preocupados demais consigo mesmo. 

O que conta agora é a navalha na carne! É o pus da ferida, é o sangue que escorre. É o choro da criança que não tem UTI na maternidade. É a corrupção em qualquer ambiente e envolta de diversos setores da sociedade.
O que conta é a riqueza de possuir. O Status Quo. Longe da babaquice das mesmices fantasiosas, o que o sistema se torna vai além de qualquer ideologia, é um organismo vivo como um vírus, que tenta se adaptar ao meio que o repele.

domingo, 28 de agosto de 2011

Com fusão.

O que deveria ser “mercado livre”, já não se baseia mais nessa máxima. Onde tínhamos bancos competindo entre si por “menores taxas”, fiscalizados pelo fenabran, hoje é apenas uma expectadora de movimentos de absorção e alianças entre bancos. Em um futuro próximo é possível dizer que teremos só dois bancos de porte global, e os dois com certeza devem fazer um acordo de “cavalheiros” para um bem-comum, dito oligopólio.

Onde tínhamos supermercados, que deveriam em tese, fazer uma concorrência saudável, para diminuir os preços e de alguma forma, ser útil aos consumidores, hoje se tornam empresas únicas, já que apenas um ou dois supermercados tendem a existir comprando ou incorporando outros atacadistas e varejistas.

Em breve, teremos dois supermercados globais, que ainda mudam de nome em especificada região, para alterar o preço de acordo com o público, mas que pela razão social, vemos que fazem parte do mesmo conglomerado.

Como se tornará um mercado livre, se o mesmo se subverte na forma que bem lhe convém? A ganância desenfreada já não possui muitas máscaras. Tudo em nome do luxo e da glória. Do “ter” ao invés do “ser”... Mas isso são coisas pequenas. Empresas que “compram” as licitações de reformas e construções públicas, e pagam com certa parcela para o favorecido político.

Empresas de TV a cabo fazem acordos para cobrir determinada área para que um não “roube” o cliente do outro. Para toda forma de concorrência que deveria ser saudável, inventam parâmetros para subvertê-lo. Empresas de ramos diversos incorporam teóricos concorrentes, e como fica a livre competição?

O descrédito é enorme, independente de plano econômico A ou B, ou ideologia política A ou B, enquanto a mão do homem não encontrar adversidade ou algum tipo de controladoria, o alto escalão vai se apoderar cada vez mais aos pequenos passos da dominação total do meio financeiro.

Desde as vendas de varejo a taxas bancárias, tudo será voltado a 4 ou 5 empresas globais, que já não possuem sede em países, e sim, uma estrutura orgânica global, com suas próprias regras e forte presença política.



sábado, 24 de julho de 2010

Complexismo.


Nem um e nem outro, sem polarização....Nada de Comunismo ou Capitalismo,
Sem Corporativismo, Nazismo, Fascismo ou qualquer Totalitarismo.
Tampouco um mundo baseado em Feminismo ou Chauvinismo.
Políticas voltadas ao Populismo, que empobrecem a verdadeira razão existencial em que se baseou o Parlamentarismo.

E essa vontade viva, que perpetuam .... esbarra-se em um sentimentalismo que muitas vezes se confunde com Regionalismo, Nacionalismo ou até protecionismo, mas que no fundo é puro Racismo camuflado, com todo os pré-conceitos pré-existentes que moram nesse falso Moralismo.

Somos um organismo que sofre constantemente Traumatismo, que vê a vida se sustentando em total Surrealismo.
E esse Pessimismo que se assola não é nada, pior é viver em volta desse Sensacionalismo.

E a transformação sofrida? O Humanismo se transformando em Egocentrismo.
Quando o Humanitarismo perde para o puro Egoísmo...
De camarote, criamos o Ilusionismo, de que vivemos em Igualitarismo.

Encontraremos um Abismo, junto a todo esse Niilismo.
Quando toda fé, se tornou Fanatismo.
Teremos assim o Islamismo, Judaísmo, Protestantismo, Cristianismo, Evangelismo,   
E Todos os fundamentalismos voltados para a grande verdade que se baseiam no Simbolismo.

Até a ação contestatória do Darwinismo e seu Racionalismo encontra , às vezes, sua face voltada para  o Radicalismo.
Precisa ser feito um grande Exorcismo e até mesmo para afastar as teses do Ateísmo.
Para que tudo deixe de ser apenas mais uma face do Misticismo.

Nunca houve Abolicionismo real dos conceitos em meio a tanto Barbarismo.
Só o que nos sobra  são vícios: o Alcoolismo, o Conformismo e o Sedentarismo.
Esse sopro sem vontade, essa face que se espelha do abismo e se transforma em Comodismo.
Sem mais, "Complexismos" ou qualquer tipo de “-ismos”,  e suas faces com ares de Absolutismo!