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sábado, 7 de dezembro de 2013

Centro do Universo.


Ele queria se sentir vivo, com aquela intensidade que bate no peito, que chega a elevar a adrenalina. Ele gostaria de de sentir aquela alegria por estar respirando e todo o sentimento e beleza que ele vislumbra. Mas ele vê que o mundo é mais do que pensara. O mundo não é tão coletivo e belo. Tem tanto louco se dizendo são. Loucura coletiva tão particular em cada um.

Escrever para não enlouquecer, deixar fluir pensamentos que se digladiam e para exorcizar todo o maniqueísmo que estamos sendo bombardeados dia após dia, onde realmente não existem mocinhos e o mal é deveras humano.

Ele queria se limitar nas fronteiras do seus pensamentos para não se indagar no sobre o porque dos limites. Ele desejaria não ter que remoer sempre no mesmo ciclo intermitente, onde as pequenas vitórias parecem vazias. Tudo repetido da mesma forma, com novas roupas, novas desculpas e os mesmos erro. Intermitente, indefinidamente, só assim sentirá se esvair o pensamento sobre vida e morte, o pensamento existencialista que tanto o persegue.

Copérnico, Galileu, Kepler, Newton...evoluíram de um pensamento e sofreram por isso. O mundo não gira em torno do Sol, não é apenas um planeta em órbita.
Infelizmente eles estavam errados. O mundo gira em torno do Homem, e o Homem também é o centro do universo. Centrado em si mesmo, não existe esquerda, direita. É sempre o centro. O centro de si.

sábado, 21 de abril de 2012

Universo vivo.


Imagine o universo vivo, como somos. Um corpo em crescimento, se expandindo.
Cada planeta uma organela dentro de uma célula. E essas células também podem dispor de um vírus, que para viver, precisam parasitar, precisam de sua energia e da forma como gera o alimento. ( assim como nós somos )

Imagine que esse universo não sabe de nossa existência como um todo, somos apenas um leve incomodo!
Imagine que esse universo faça parte também de algo maior e infinitesimal, o que pensar sobre isso? O que mais incomoda não é a consciência do que realmente existe, mas ter consciência. O que impera é saber que existe algo a mais. Que não somos apenas “nós”, e que a vida aparenta ser muito mais que ensinam.

Nesse ponto de vista, percebemos não a errônea visão antropocêntrica do universo, mas algo ainda mais intimo, sem se tornar extremamente egocêntrico, mas pairando sobre esse delito. Um universo particular e coletivo. Uma visão única e compartilhada. O “eu” como centro desse universo. E entre esse “eu” existem tantos “eus”, e muitas dessas visões são nubladas ou cegas.
A introspecção é esquecida ou renegada. Ha o medo do desconhecido.

Ha o medo de ver além, onde se esconde o desespero, os medos ininteligíveis, as ações primitivas do ser. A visão da realidade que se percebe pelos sentidos e passa pela recepção e adaptação dos impulsos cerebrais a tudo que é crível pela capacidade de raciocínio que possuirmos
O universo que esbarra na realidade que temos. Um universo intimo que talvez nem saiba de nossa existência Um ignorância coletiva e compartilhada. Do universo ate nós. Um universo de ignorância