Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de maio de 2017

O Destino Tende A Se Modificar

A vida tende a nos levar a qualquer canto,
O destino a jogar tudo em nosso colo sem qualquer encanto,

Tudo tende a se modificar,
A cada suspiro, a cada martírio, se angustiar,
Esperamos, esperamos, esperamos, ansiosos,
Como não poderíamos deixar de ser, a sós,

Mesmo em multidões algozes, ferozes,
Sentimento voa pela janela, sentimentos vorazes,
O que permite saber e ser?
O que te permite fingir ser?

Antes que o mundo me quebre, preciso dizer sobre a paz que sinto,
Antes que eu suma dentro de mim, preciso dizer que não minto,

Há tanta beleza que não consigo me conter,
Há tanto a se fazer, há tanto querer,
Preciso abrir o coração antes que ele seja pisoteado,
Preciso me declarar a vida antes de ser atacado,

Antes de qualquer coisa, preciso me apaixonar novamente,
Um pedaço da vida em mim. Tristeza comovente.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Aqueles Que Não São Filhos De Santas


Aos eméritos filhos das putas,
Que não são filhos de santas,
São filhos de todas as Marias,

Que não entendem nada de bruxarias,
A todos os desviados,
Escarrados e desnaturalizados,
Que clamam pela loucura,
Mas que vem disfarçada de bravura,
A vocês, o mundo não se esqueceu,
Vira-latas,  tombados a luz do céu,

 
Digam para eles, como é a vida,
Digam, ter com essa maldita, uma sobrevida,
E sobreviver não é para amadores,
Apenas sobreviver, apesar das dores,
Como se o destino falasse: “Jogue os dados”,
Como uma prosa Bukowskiana, estamos fadados,
Há de nos levantarmos apesar de tudo,
Apesar dos golpes que recebemos sobretudo,
E como uma canção de Raul, tentamos,
Tentamos outra vez, vivemos e tentamos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A Grande Ilusão


A vida é essa ilusão,
Que invade a fé e religião,
Sistemas falhos mas ideais,
Dinheiro virtual e montantes irreais,

 
Contratos ilibados incorruptíveis,
Com essas ideias insolúveis,
Nossas metas e empregos,
Nossas vontades, nossos egos,

O que aprendemos quando criança,
Como sempre manter a esperança,
Sonhando com o paraíso,
Uma Casa, filho com lindo sorriso,

Mas não percebemos como somos,
Condicionados para ter o que temos,
Condicionados para ser o que somos,
Para sonhar com o que sonhamos.


terça-feira, 3 de março de 2015

Hoje Eu Acordei Atônito

Hoje acordei atônito. Pensando na infinidade do universo, nas limitações humanas e em todas as formas de poder que corrompem: desde a motivação de um ditador do continente africano que é amparado por petrolíferas e mineradoras, que compra armas a 70 mil dólares para dar a pré-adolescentes e fomenta chacinas locais e controle de medo...
Até as doces ilusões que fazemos questão de aceitar. Todas as ilusões confortáveis e a mentiras que adoramos ouvir para prosseguir contentes e confiantes no futuro de nossa realidade. As sensações e sinapses que tenta nos enganar minuto a minuto.
Hoje acordei atônito, pensando no sistema que estamos inseridos e coagidos a sermos como querem que sejamos. Da cultura passada de pais a filhos e por difusão facilitada pelas tv´s idiotizantes, das religiões que criam nossos dogmas e medos das perguntas que não sabemos (e muitas vezes, nem queremos responder) de todo contexto físico e social que retrata nossa concepção de mundo e nos excluí de espaços de forma financeira e até física. Constatamos que o absurdo é crível, respeitado e natural.

Tenho medo do amanhã. Eterno amanhã. Medo do futuro. Presente de um futuro esquecido.
Quando escreveram o script da vida, acabei lendo e não entendendo. Estudar, se formar, trabalhar, formar família e ser feliz. Acho que esse era o esboço, mas quando estava ensaiando não entendi. Ficou superficial demais. Sem sentido e nonsense. Há algo de errado em minha interpretação.

Quando Newton descobriu a gravidade, queria que cobrisse novamente. Só para saber se é ela essa força enorme que esta sobre mim. Não é nenhuma rocha que eu carrego; nem chapéu ou boné apertado sobre a cabeça. Parece ser um peso invisível. Metido a Atlas pós-moderno, vive o complexo de herói incompreendido. Hoje acordei atônito, quase imperceptível saber se estou mesmo acordado. Acordei atônito e hesito em dormir. Dormir para ter que sempre acordar mais um vez; Atônito.


domingo, 30 de novembro de 2014

Imortal na Minha Boçalidade


Há alguns anos sai da vagina de minha mãe. Seria fantástico se não fosse trágico. Fui atingido por raios cintilantes sobre meus pobres olhos, puxado com força e cortado meu cordão umbilical. Esse foi apenas o começo da violência. 

Sou incrivelmente chato e não morro nunca. Imortal na minha boçalidade. Tem dias que é bom chorar para ver se explode alguma coisa fora. Por onde explodem as bombas atômicas além de aqui, dentro de nós?
As palavras caem como bombas, o estrago é incalculável. Para que desejar amor eterno se não há vida que dure tanto amor? No fim nunca chegamos ao fim. Dizemos adeus tantas vezes.

Vivo por ai vazio (porque andaria cheio, além de banhas?) e existe um fogo que queima em mim de um combustível incolor e inodoro. Vivo nesse hospício por falta de liberação. Preso nessa carcaça de pele, ossos (e banha) sou eu sem saber o que realmente ser. Tenho o rosto no espelho, um nome e CPF. Mas tão vazio.

Dentro de mim, ignorando o corpo como adiabático, o sangue que não passa do 39º fervilha e sem ebulir como em uma panela de pressão inexistente, cria revoluções imaginárias na mente.
Faz-me pensar como somos pilhados e por vezes batidos em um liquidificador como ração a outras camadas mais ávidas em destruir nossos reflexos. O monstro que somos e nos devoramos.

Construídos para nos manter em divisões estamentais, manter a ordem que é uma desordem dos privilegiados. Para quem se rebela existe a acomodação, o sofrimento ou a alienação obrigatória. Vivo e me devoro  na ação do ato auto-antropofágico. Dia após dia, sigo na contagem da vida, com a uma bússola quebrada em uma mão e uma ampulheta com areia e cimento em outra... (onde se caem gotas de água dentro).

terça-feira, 4 de março de 2014

Enquanto Sobrevivemos.




Quero a vida como no comercial de manteiga, onde todos sentam a mesa felizes e sorridentes. Não devemos apenas sobreviver, subjugando um dia após o outro, tragando a indiferença com as colheres de feijão. Deve-se viver, como o ideal noticiado. Como naquele belo trecho dos livros de autoajuda. Deve-se viver, mais do apenas existir. 

De todas as cenas lindas das casas de família, onde sentam a mesa essas pessoas com caras felizes cheias de tudo, sem falar nada. Engasgadas com tudo que não podem até um dia precisar fazer uma traqueostomia para tirar tudo que havia engasgado. Não existe revolução sentado ao sofá. Não existe uma evolução tranquila com arco-íris e roda de ciranda. 

É preciso sangrar e chorar no caminho. É preciso carregar as pedras que te jogam, para depois descobrir se fará muros com tais pedras ou usará dinamite! Perambulamos no meio de uma multidão, que é um coletivo solitário. Ansiosos para consumir o que é proposto; lhe dão uma marca para comprar, e será comprado, pois o nome prece qualidade ou status quo. 

Estamos perdidos sem saber. E isso é apenas um esboço do que realmente deveria ser a vida, um rascunho malfeito que nos foi dado como bênção para ser executado no cotidiano. Coma seu pão, tome seu café, e tenha um bom dia. Não pense na vida, pense somente nos problemas imediatos que devem ser cobrados.

Como se fosse engrenado por mentes diabólicas como só um ser humano pode ser, tudo se entrelaça de uma forma que só podemos pensar nos nossos problemas imediatos, e assim progredimos com nosso individualismo que esconde o ego enorme que carregamos, e acima de tudo, somente para contrair essa ego, que vive em uma contradição, pois nunca será realmente livre e a vida que almeja é apenas um modo de sobreviver. 
A vida como deve ser vivida, só existe nos livros e filmes utópicos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Olá, célula querida.


Não converso muito com você, porque você nunca me responde.
E agora lhe pergunto: “ E ai, o que tá pegando?”
Sei que tens o seus próprios problemas com se preocupar.
Fagocitoses, Pinocitoses e outras neuroses...

Você vive ai no seu canto...comendo, excretando e se reproduzindo...
Não se preocupa com nada além disso?
Por favor, não me leve a mal, não quero que se revolte e vire uma célula rebelde.


Células rebeldes são perigosas, podem sair por ai, contrariando os outros e se reproduzindo de forma desordenada.

Não quero que você vire alguém mal, não quero que seja meu câncer!

Então, minha cara célula, você nada mais é do que uma cópia microscópica do que eu sou.
E por ser assim, tão cópia minha, imagino que tenha seus pensamentos inquietos...
O que tens dentro de você além do seu núcleo? Por onde queres navegar além desse plasma?

 O seu mundo tão meu, te faz feliz?
Esse seu mundo tão estranho, imagine, o que existe além disso?
Bom, é melhor ficar por ai mesmo, talvez seja menos pior do que o Mundo Macroscópico....


Não se esqueça que faz parte de um corpo maravilhoso como todos são (ou não), e mantenha limpo seu lugar de vida e trabalho, ok?!
Não sei quando voltaremos a nos falar, cara célula, mas desejo melhoras! Quero o melhor para você! (e para mim).

Quero te ver alegre e saltitante (nem tanto), e quero ver funcionando da melhor maneira possível. Caso precise saber porque deve existir, eu já lhe digo de antemão: Você é parte de um todo, e para esse todo sobreviver você deve viver....

É até provável que viva sem você também, mas você viverá para sempre "in memorian" para nós, desse corpo que vos fala! Saúde célula, saúde!!...e Viva bem comigo e consigo...e às vezes com os outros.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Planos e Metas




Quais eram seus planos quando criança? E depois, o que mudou quando se tornou adolescente?
E quando se tornou adulto, mudou muita coisa? Planos e metas...vão se modificando com o passar dos anos.
Dificilmente temos o que queremos. Dificilmente faremos o que queremos.


E só existe uma coisa mais estranha que você: A vida.
Ela(a vida) se torna, algo indefinivel, por palavras ou atos.
E tudo o que você sonhava construir pode desmoronar da noite para o dia.


Existe algo estranho no mundo. Na realidade , existe algo estranho com todo mundo.
Fazemos caras de bons amigos , estendemos as mãos, mas dificilmente dizemos o que queremos.
Não falamos o que pensamos. E existem muitas mãos amigas estendidas de formas estranhas.


Mas e o destino? É algo para se acreditar? Ou somos donos de todas as nossas ações?
Creio que é impossível pensar que estamos livres de qualquer Destino.
Por mais forte que somos em nossas convicções, a vida vêm e nos mostra o total oposto do que pensávamos.

E as emoções que tantas vezes nos controla  e passa por cima da razão....essa também é um boneco na mão do destino.
Como se fizemos parte de uma grande encenação cósmica, onde tudo tem seu devido lugar e papel, mas o qual ninguém sabe realmente qual é o papel que estão interpretando.
E tudo acontece de formas estranhas, sem se fazer perceber, tudo muda. Da água para o vinho.


E agora , perdido nesse espaço. No mundo, no Universo, nesse tempo, nesse mesmo lugar , nessa carne.
Perdido dentro de si. Sendo tragado por dúvidas que preferia desconhecer, o universo brinca com você.
O destino joga as cartas e pede para que você jogue. Mas o que falta é a opção de dizer :"Não! Não quero jogar"
O que falta é a razão nesse movimentos loucos , e nessas ações caóticas.
O que falta é saber porque tudo tem que acontecer dessa forma.


Quando todos os seus planos se tornam nada.
Quando todos as suas metas se tornam nada.
O que falta para saber , qual é o objetivo de tudo isso?
Planos e metas....não levante da cama sem eles.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A luta

A vida nos golpeia , com força e em diversos pontos-fracos
Não há misercórdia , apenas uma mão inclemente a golpear
Aquele que golpeia é invisivel , intangível e desconhecido

São tantos os golpes , que parecem vir de todos os lugares
É difícil se manter em pé , é dificil se manter consciente
Perdemos mais do que o tempo nessas lutas , muito mais...

Se pudesse saber com o que se luta ; se pudesse ao menos se defender
Não há misercórdia , apenas uma mão inclemente a golpear
Chega a ser opressivo e angústiante presenciar tamanho massacre

O inimigo é implacável
O inimigo é impiedoso
E ele não se importa...