Mostrando postagens com marcador pó. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pó. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Drogas Que Suportam

Vai precisar de muito Prozac para poder sustentar esses pesos. Anabolizante no cérebro para aguentar a controvertida existência no qual estamos presos. Teria que ter mais Soma nos reservatórios de água, para tragar toda essa dor e engolir a labuta.

Sem se engasgar com os absurdos em ser apenas mais no cotidiano de luta. Querem que eu beba todas as vodkas, as pingas e as cervejas dos botecos da vida para poder consumir o mundo que me consome.
Preciso fumar todo ópio e toda maconha dos plantation do mundo, para ver sumir na fumaça toda a angústia que me devora e que nunca finda a fome.

Cheirar todo pó que vendem nos morros esquecidos da miséria esquecida pela sociedade em cada favela,
Injetar na veia esse veneno que me mata lenta e silenciosamente, para cada morto na esquina, por overdose, só galinha de macumba e vela.

Um pouco de estricnina no vinho após o almoço para ajudar na digestão e matar o ócio. Mata tudo, a inveja, a indignação, a solidão sólida como um monólito que esculpem seus suplícios.
Solidão que persiste em multidões. Calor humano capaz de fazer o diabo passar calor mas que não derrete, gélido como o vazio do universo, esses pobres corações.

Altere o valor do zero absoluto na escala Fahrenheit. É preciso calcular qual é a temperatura exata que se encontra o coração dessa humanidade desumana.
Na urina vai mijando sangue. É efeito da tristeza, engarrafada, que faz a vida passar mais rápido nessa vida inumana.
Chá de bateria de carro. Cachimbo feito com lata de refrigerante queima a pedra. Queima a vida; Queima a alma. Queima o mundo. Queima a evolução na loucura da pedra.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Ideologias falidas



Um dia o copo transborda, o grito sai da garganta e as revoluções do papel talvez aconteçam. O que nos acomete é a cumplicidade, não de ser mais um na cena do crime, não por esconder o crime; simplesmente por deixar acontecer. Calados, atônitos e inertes a toda a falcatrua, barbaridade e obscenidade a espécie que juramos ser próximo a nós em diversas ideologias e religiões.

Ainda se superam em suas cretinices. Denotam toda uma eloquência e exuberância debatendo filosofias utópicas na realidade que não dorme. Não é o capitalismo ou o socialismo que vá resolver algo. Já se passaram séculos, e ditadores simpatizantes para ambas as ideologias mataram milhões. 

O que sobrou? Além da guerra ideologia, o que manda é a venda de armas que atravessam continentes. Sobre a margem de qualquer política, o que se sustenta é o pó sendo comprado na biqueira. Apesar de todo o conceito humanitário ou egoísta, ainda persiste sociedades auto-centradas e falidas, pois estão preocupados demais consigo mesmo. 

O que conta agora é a navalha na carne! É o pus da ferida, é o sangue que escorre. É o choro da criança que não tem UTI na maternidade. É a corrupção em qualquer ambiente e envolta de diversos setores da sociedade.
O que conta é a riqueza de possuir. O Status Quo. Longe da babaquice das mesmices fantasiosas, o que o sistema se torna vai além de qualquer ideologia, é um organismo vivo como um vírus, que tenta se adaptar ao meio que o repele.