Vai precisar de muito Prozac para poder sustentar esses pesos. Anabolizante no cérebro para aguentar a controvertida existência no qual estamos presos. Teria que ter mais Soma nos reservatórios de água, para tragar toda essa dor e engolir a labuta.
Sem se engasgar com os absurdos em ser apenas mais no cotidiano de luta. Querem que eu beba todas as vodkas, as pingas e as cervejas dos botecos da vida para poder consumir o mundo que me consome.
Preciso fumar todo ópio e toda maconha dos plantation do mundo, para ver sumir na fumaça toda a angústia que me devora e que nunca finda a fome.
Cheirar todo pó que vendem nos morros esquecidos da miséria esquecida pela sociedade em cada favela,
Injetar na veia esse veneno que me mata lenta e silenciosamente, para cada morto na esquina, por overdose, só galinha de macumba e vela.
Um pouco de estricnina no vinho após o almoço para ajudar na digestão e matar o ócio. Mata tudo, a inveja, a indignação, a solidão sólida como um monólito que esculpem seus suplícios.
Solidão que persiste em multidões. Calor humano capaz de fazer o diabo passar calor mas que não derrete, gélido como o vazio do universo, esses pobres corações.
Altere o valor do zero absoluto na escala Fahrenheit. É preciso calcular qual é a temperatura exata que se encontra o coração dessa humanidade desumana.
Na urina vai mijando sangue. É efeito da tristeza, engarrafada, que faz a vida passar mais rápido nessa vida inumana.
Chá de bateria de carro. Cachimbo feito com lata de refrigerante queima a pedra. Queima a vida; Queima a alma. Queima o mundo. Queima a evolução na loucura da pedra.
Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
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sexta-feira, 22 de maio de 2015
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Ideologias falidas
Um dia o copo transborda,
o grito sai da garganta e as revoluções do papel talvez aconteçam. O que nos acomete é a cumplicidade, não de ser mais um na cena do crime, não por esconder o crime;
simplesmente por deixar acontecer. Calados, atônitos e inertes a toda a falcatrua,
barbaridade e obscenidade a espécie que juramos ser próximo a nós em diversas ideologias e religiões.
Ainda se superam em
suas cretinices. Denotam toda uma eloquência e exuberância debatendo filosofias
utópicas na realidade que não dorme. Não é o capitalismo ou o socialismo que vá
resolver algo. Já se passaram séculos, e ditadores simpatizantes para ambas as
ideologias mataram milhões.
O que sobrou? Além da guerra ideologia, o que manda
é a venda de armas que atravessam continentes. Sobre a margem de qualquer política,
o que se sustenta é o pó sendo comprado na biqueira. Apesar de todo o conceito
humanitário ou egoísta, ainda persiste sociedades auto-centradas e falidas,
pois estão preocupados demais consigo mesmo.
O que conta agora é a navalha na
carne! É o pus da ferida, é o sangue que escorre. É o choro da criança que não tem
UTI na maternidade. É a corrupção em qualquer ambiente e envolta de diversos
setores da sociedade.
O que conta é a
riqueza de possuir. O Status Quo. Longe da babaquice das mesmices fantasiosas,
o que o sistema se torna vai além de qualquer ideologia, é um organismo vivo como
um vírus, que tenta se adaptar ao meio que o repele.
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