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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Seu Nada e o complexo da vida e morte.



Seu nada, a algum tempo atrás se percebeu morto. Seu corpo era vivo, mas aquele símbolo dos românticos que outrora se atribuía os sentimentos, agora se restringia apenas a bombear sangue venoso e arterial. Sentia-se morto com o corpo ambulante, aproveitando toda a ficção em torno dos zumbis e sua fome por cérebro, na verdade, não buscava um cérebro, e sim, uma alma com pouco mais de paixão.

Até pouco tempo atrás, Seu Nada se percebeu vivo! Quem diria, um ser consciente, vivente e respirante. Percebeu não ser a pessoa mais inteligente da terra, tampouco a mais burra, talvez um pouco estranha, mas ainda percebeu que era consciente de sua existência, e de tudo que acontecia ao seu redor como um notável desconhecido testemunha da história, sem ter como interferir em acontecimentos além de suas capacidades.

Seu Nada apenas percebe seus passos, seus erros, sua vida e se indaga de como veio a existir nesse caos. Questiona como tantos vivem nesse caos de forma um tanto harmônica, achando belo aquilo que a sua cultura impõe como belo, se alimentado daquilo que sua cultura lhe diz ser bom e saudável para consumir, vivendo da mesma forma vazia e cheia de coisas para se fazer como sua cultura diz como tem que ser.

Reza para todos os deuses que sua cultura diz que nos criaram, e perto do fim, percebe que os placebos não funcionam mais, os remédios são tão úteis como se fossem feitos de farinha de trigo. Os placebos não funcionam mais e o Seu Nada, se vê vivo e morto em seus pensamentos e memórias em meio a um turbilhão de acontecimentos caóticos que se seguem em sua frente e quando ele se pergunta: Quão complexo é o fim?

sábado, 24 de abril de 2010

O medo do fim.



Todos tememos o fim...o fim inevitável e que evitamos de pensar a respeito.
Temos o medo institivo que todo animal possuí, dos mais complexos as mais simples criaturas:
De uma simples ameba a um complexo cachorro perneta.


O final da vida, é algo indesejado pelo medo indesejável de se pensar: "O que vem a seguir?"
Onde todas as afirmativas e convicções que se construiu durante a vida , caem por terra.
É nesse momento em que se pensa no real sentido da vida.

Ser bom ou mal, ajudar a outros ou passar os dias dentro si, perdido em vaidades?
As grandes experiência da vida, as grandes descobertas e todos os sentimentos....
Nunca se pensa no final sem ser com um pesar no pensamento.
Quando se terá fim a todos os momentos carnais e sentimentos que possuí.


Não se pensa que um dia irá morrer quando se é jovem.
Não se pensa que irá se ferir até que aconteça.
Nada põe em crédito o pensamento sobre a morte.
Só quando ela a incomoda passivamente a sua frente.


Todos os momentos perdidos, todos os momentos no passado.
Quando sua carne apodrece sobre a madeira na terra.
Quando seres consomem sua carne em decomposição, e o odor pútrido empesteia o ambiente,
Talvez se pense a respeito sobre a morte.

O momento final, a forma como se dará a morte...pensamentos funestos.
Temos centenas de motivos de não querer pensar nisso.
Motivos que dizem que existem coisas para se pensar e não se entregar a esse pensamento.
Formas de ver o final como um novo começo.


Até os animais irracionais evitam a morte.
Talvez eles não conversem entre si sobre isso.
Mas nós podemos falar, pensar e raciocinar sobre a morte.
(Mas será que dará tempo de pensar nisso tudo, quando a morte acontecer?)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Todo Errado

Contorce, quebra.
Essa coluna que te sustenta é falsa.
Inverte, contorna.

Tudo aquilo que acredita é imaginário. E o mundo, desaba.

De tudo um pouco e não entende nada. Em todos os abraços nenhum fica na saudade; todos os dias...Nem lembra a última vez , quando sorriu.

Sorrir. Esse pode ser teu pesadelo. O fim não importa mais, nem o começo.
Nesse meio não encontro nada. Não importa o fim.

As pequenas coisas se ruíram. Não se engane.
Mesmo com todo dia.
Mesmo em toda esquina.
Ainda com todo peso.
Sem coragem, sem aventura. Ainda...Não acabou.