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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cadeia Neles!



Cadeia não educa ninguém, no máximo faz um a cada dez se arrepender. 
Cadeia é só pra trancar e jogar a chave fora. Esquecer e postergar o problema. Um indivíduo danoso à sociedade e que precisa estar fora dela para "melhorar" e pensar sobre os crimes que cometeu (e quantos realmente melhoram?).
Quem é "do crime”, continua sendo o mesmo, salvo exceções. Querem ser "humanos" e preservar a dignidade da pessoa, mas ficam em cima do muro quanto à punição.

Querem punir o menor da mesma forma que o adulto, como se melhorasse a situação do mesmo. É possível que volte pior e melhor "treinado" a assaltar com novos "parças". Não dá para passar a mão na cabeça e ao mesmo tempo castigar. A indecisão da sociedade e a forma com que evitam tratar dos assuntos prisionais, só posterga o problema. A punição é a reclusão, mas sem a dignidade não há recuperação.

É a indecisão combinada com a demagogia de sempre, que esbarra na inocência ou falta de bom senso da maioria da população.
"Cadeia pro bandido", mas "temos que manter a dignidade da pessoa humana", acaba que não se satisfaz nem um e nem outro. Quem realmente deveria ir para cadeia, ser punido por crimes não vai, responde em liberdade, cadeia só para ladrão pobre, que por insensatez tenaz, (além do óbvio de ter se tornado ladrão), acaba por roubar quem menos tem nas periferias e classe média das cidades.

Ladrões pobres (e burros, diga-se de passagem), são trancafiados com chefes de tráfico, e acabam por se associar a facção criminosa e obrigado a pagar mensalidade ou ter bens capturados ou até mesmo a morte decretada, e quando sair da cadeia, suas chances de reabilitação serão escassas, pois será sempre "o bandido". O sistema admite que a pessoa possa se recuperar, mas não cria formas para que isso seja feito. 

Não cria trabalho nas cadeias, não facilita à reintegração a sociedade. E aqueles que são os “mandantes”, aqueles que seriam em um tabuleiro de xadrez, chamados de "reis e rainhas", são presos em unidades especiais, mas que continuam subornando carcereiros ou  ameaçando-os de morte para que mantenham suas facilidades habituais, sem chance ou vontade de se reabilitarem, são apenas mais "um indivíduo" que tentam esquecer no presidio, que vez ou outra acabam criando rebeliões e demonstram o controle que o crime tem sobre o policiamento, com verdadeiras "células-terroristas" atacando policiais a paisana e em operação (com informações de policiais corruptos)! 

Legislação atrasada e retrógrada, poucos juízes e uma justiça morosa que peca pela falta de agilidade nos seus processos. Espera-se anos por um recurso, enquanto quem deveria estar em cárcere, responde via fiança, pois, se tem condição financeira, não deve fazer tão mal a sociedade, não é?

Se a justiça fosse algo plausível, algo que parecesse justo, e se juízes e promotores, além da policia federal não fossem tão suscetíveis à corrupção e/ou deixassem de ser armas políticas de partido e empresas conveniadas, ou se pelo menos não fosse um processo tão moroso e fosse mais transparente a todos, e se deixassem de lado a demagogia, e entendessem que "pau que nasce torto, não se endireita", na verdade, pau que nasce torto, tem que se quebrar.

Recuperar com dignidade aqueles que cometem crimes menores, dar chance de reintegração a sociedade e criar âmbito de trabalho nos complexos prisional, fazendo até essa mão-de-obra ociosa render algo a sociedade, e infelizmente, eliminar os "reis e rainhas", os "irrecuperáveis" que são trancafiados indefinidamente, e aqueles que são reincidentes de crimes hediondos, nesse Xadrez tenebroso, no qual estamos sempre perdendo.

sábado, 21 de abril de 2012

Prisão dentro de nós.



Prisão dentro de nós.
Prisão ideológica. Prisão de pensamentos. Prisão de dogmas.
Prisão de carne e ossos. Presos juntos em um mundo caótico.
Existe a prisão dentro da prisão. A prisão que encarcera aqueles que vivem solto.
A prisão física que encarcera aqueles que quebram regras ou ferem pessoas.
Mas a liberdade é ilusória. Só um fragmento do que poderia ser de sua definição máxima.

Prisão dentro de nos.
Prisão por dentro da pele. Prisão dentro da mente. Prisão dentro dos vícios e medos.
Prisão que conhecemos que é feito de concreto e aço.
Prisão sem data para liberdade condicional. Sem julgamento. O habeas corpus é definitivo.

Preso, nessa pele e refém desse tato.
Preso nesse sentimento, no cárcere desse corpo. Eu. Nesse ponto de vista tão único como qualquer outro.
Eu. Preso. No mundo como ele é,da forma como quer ser. Aceitando as regras que já foram feitas a gerações. 
Condizente com tudo que já haviam dito antes. Uma prisão vitalícia, sem direito a julgamentos.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nossa Prisão.


Os tijolos da prisão se formam para proteger quem esta fora. Os tijolos da casa se formam para proteger quem esta dentro. A pele que recobre o corpo se constitui para proteger os órgãos. A proteção pode ser uma incógnita de duas faces.

A proteção pode vir a ser uma prisão. O espaço aberto não faz o pássaro ser livre, tampouco suas asas. O que o faz ser livre é sua vontade, sua natureza.
Nossa prisão é a nossa limitação. Nossos medos. Nossos pequenos casos quase irracionais.

Nossas vidas perdidas em pedaços e retalhos. As faces de mentiras, tanto para outros quanto pra si. A maior prisão que existe reside em nós. Tampouco temos a chave que imaginávamos. Os grilhões pesam mais que toneladas. Só podemos amaldiçoar e maldizer. (sim, de forma errônea)

Só temos as nuvens para admirar, porque a liberdade que pensamos possuir é ilusão. Ilusão convertida em esperanças , preces e metas. Mas que nunca serão. Tijolo por tijolo. Moldamos a prisão, tijolo por tijolo, e imaginamos que protegemos de quem esta dentro não saia. Talvez o verdadeiro mal já esteja fora, por ai. E dentro, de uma forma perpetua e que perdura mais que na pele.

Temos a prisão perpétua para cumprir, temos a pena capital no final. Nessa pele não há escapatória, e dessa realidade não existe escapatória. A prisão está formada, e perpetuada em nossas mentes. Nossos pequenos passos, nossos pequenos interesses. Nossa prisão.