Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Só e Desespero
A solidão desespera; quantos já enlouqueceram isolados em um quarto úmido?
A solidão já matou diversas vezes na mente do intrépido moribundo.
Vivendo na alegria passageira de reles conhecidos. Estranho, sozinho e isolado.
Quantos gritos são necessários para ser ouvido? Quantos são necessários até ser esquecido?
"Precisa ter fé", é o que falam... Mas quanto ainda falta pra pagar essa penitência?
Minhas opções são enlouquecer ou abrir falência. Sobreviver na resiliência,
Perde-se na multidão de desconhecidos; onde esta a certeza de outrora?
Imponente monólito oco por dentro. Só há a carcaça do lado de fora.
Sem abraços ou afagos. Não consegue sincronia da sua loucura com a loucura alheia,
Perdido no meio de um sonho de desejo. Quanta dor perdura em sua existência?
terça-feira, 12 de abril de 2016
Sobre Formigas
"Existem formigas que nascem operárias. Existem formigas que nascem para voar. Existem formigas que nascem rainhas. E se a operária quiser voar ou ser rainha?"
Pensamento sobre o determinismo e vocação se perde em outros pensamentos que massacram a mente. Milhões de vezes por segundo. Como um enxame de abelhas. E elas também vivem com suas hierarquias desde o nascimento. As operárias, as guardiãs e as rainhas. Dizem até, que se extintas, morreria a vegetação e com ela a humanidade. Por causa da flor. Linda flor. Com seu cheiro e seu pólen. Sem elas, tudo acabaria. Parece que testam aos poucos e de diferentes modos, a extinção ou pelo menos, procuram uma existência mais automática.
Sem stress. Tudo está escrito em livros. As soluções são manufaturadas e comerciáveis. Tudo pronto em 3 minutos, como miojo. Mas só de pensar nesse determinismo genético, chego a matutar sobre essa escravatura que se arrastou por tantos séculos. Mudou de mãos o chicote. Mas a ideia é da supremacia e do regozijo sobre os outros é o que se manteve.
"Somos nós contra eles. E eles são a maioria". Deveriam pensar dessa forma, e como foi feito o sistema meritocrático que vivemos. Sistema quase estamental, de castas confusas de cafuzos e mestiços.
"O pagamento pelo bom trabalho é o pão que te alimenta". Como posso viver só de carboidratos? E o sangue de Cristo serve para alimentar a mente com alegria ébria?
O vinho para isso não é mais útil que o copo de pinga no bar ao raiar do dia.
Diluir a alegria em alambiques e distribuir entre outros venenos.
Pode-se consumir veneno, o que mata é a dose certa.
"Basta querer sonhar e trabalhar para conseguir". Ah, esses ideais lindos e inocentes. Imaculados até na perdição. Como não enxergam o abismo a frente de cada passo? Como não ousam em pular desse penhasco? O monstro que encontram em si quando olham para o fim do túnel.
Vejo as presas do monstro remoendo minhas vísceras, para quem brincou de ser Prometeu.
Não adianta dar as chamas aos macacos, eles vão morrer queimados (alguém diria, para alertar o pobre diabo).
Mas não, jogaram o fogo aos homens e tudo foi perdido. Estão em chamas até hoje. O trabalho do homem é ser um pouco de Nero. Colocar fogo na cidade sempre que possível. É para dar trabalho aos bombeiros, esses heróis incansáveis do proletariado triste e bucólico.
Se existisse um bombeiro na época de Prometeu, evitaríamos toda essa bagunça. O estado quase autômato da vida. Sistemas inflexíveis que criam outros sistemas inflexíveis no mundo virtual que a humanidade acha real. Seus valores, seu dinheiro, seu Deus.
Tudo faz parte de conceitos e crenças. Ah, e o que falar da rebeldia de outrora? Crença em mudanças. A rebeldia se esvai com os ideais e o que sobra?
Restos mortais que se negam a apodrecer. Estar pútrido em vida. Antes fosse um zumbi sem alma, sem mente, perambulando para devorar cérebros. Sem se importar com o conteúdo dos mesmos, pois se fizesse questão, morreria (novamente) de inanição!
Em determinado momento de divagações sobre determinismos genéticos, hierarquia sistemáticas, estamentos, civilização, fogo, trabalho (Zumbis) e ideais... O propósito principal e motriz do raciocínio, se evade.
Só falta se evadir a insistência em tentar raciocinar e andar em círculos com divagações tolas e sem propósito. Nada como o tédio e um sentimento de amargura sem sentido para prover textos sem mais sentido ainda.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Quando a Humanidade Acomete
Humanidade me acometeu
como uma enxurrada que desce morro abaixo. Não se consegue ser tão canalha quanto
antes. Essa culpa de comer quando outros não pode parecer ser viral.
A humanidade me
acertou quando eu menos queria.
Porque vem criar consciência? É mais fácil ignorar
e seguir adiante. Ser apenas mais um com críticas vazias que giram sobre o
próprio umbigo. Mas como um raio, vem esse conceito estranho de tentar respeitar
outras formas de vida. Outras culturas, outras ideias.
A culpa é o prato cheio
que transborda. A vítima é sempre desconhecida e ignorada. Culpada por ser vitimas,
culpada por existir. E há tanto para se conhecer sobre o mundo e as coisas que
persistem em se esconder a vista nua.
Faz-nos eternos ignorantes em meio a
tanta gente esperta e cheia de razão.
O principal erro é tentar
ser humano. E errar, pois errar é humano. E o erro é constante e variável. Paradoxal
e tão natural. Duplipensar inevitável. Nessa de desistir e tentar, acontece
várias vezes ao dia. Vários dias ao ano. Tão incrível e tão cruel ser humano.
Porque
ser assim, humano? Como por engano, existe. Sem fim conhecido, sem desculpas
para tal. Com esse vírus de consciência incomodando o cérebro. Culpando como
algoz de vítimas invisíveis a olho nu.
Enquanto se acomete
desse incômodo de humanidade, se vê carregando cruzes imaginárias ou pesos
colossais de algum Titã esquecido.
O choro não basta. Desistir não adianta. É a
eterna vontade de desistir seguindo e que perdura, andando em modo automático,
desejando arrancar as orelhas para não ouvir tantas barbaridades, chegando os
olhos para não ver tantas imundices e mau-caratismo. Nem o tato consegue sobreviver
nesse vazio existencial onde os sentidos se perdem em fazer sentido. Onde se
perde constantemente o conceito do que é ser humano.
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