Penso na essência das coisas, (digo “coisas” de um modo genérico e total) e como vão se perdendo os valores agregados que temos desde que fomos concebidos. E isso vem à mente quando penso no consumo. Nosso amor pelo consumo. É tão intrínseco que já não se distancia do modo que o ser pensa.
À distância avistamos out-doors, placas, faixas .....todas apelam para o consumo de determinada marca pelo seu uso, e troca-se em espécie a moeda corrente, ou por fluxo eletrônico com o mesmo fim.
È isso que o mundo nos apresenta : Uma grande vitrine.
Comercio essencial, ou melhor, extremamente vital para o funcionamento de um bom país e de seus patrícios. Mas parece um círculo vicioso e infindável, que se desgasta cada vez mais e mais.
Quando o sucesso se reconhece na pessoa que possui mais bens materiais, e mesmo assim, ninguém contesta: Será que esse realmente é o sucesso almejado?
Quando oramos em uma igreja, para termos um carro melhor e que possamos ter um emprego melhor (para ter mais dinheiro). É quando, estaremos com a ideia errada do que é um ser humano. Nessa busca infindável pelo consumo que nos vendem desde de bebê, parece que o culpado é oculto, e inocentemente compramos suas ideias como forma de vida.
Trocamos as almas por moedas (de bom peso em ouro), e conciliamos a ideia de que apenas nossos parentes são seres humanos (ainda sim, até o 2º grau) .
O valor de nossa conta bancária corresponde o quanto temos, e portanto, quanto somos importantes na sociedade. Na medida que o consumismo nos consome, nossa vontade se revela em nos “completarmos” com aquilo que a imagem que nos foi vendida .
Nosso ser, nossa alma, nossas vontades....completam-se com um carro de direção hidráulica, ar-condicionado e mp3 de série.
A razão que atualmente fomentam nossas necessidades que vão além do ar, alimento, água e habitação : coisas que eram essências para nossos ancestrais, mas que hoje são triviais.
O ser humano se torna menor sem o ouro, a vida vale menos sem crédito. Quanto vale uma vida ?Será que é o suficiente para vender e consumir em eletrônicos?
Um mendigo é uma pessoa?
Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Consumismo que nos consome
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