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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Tão Paradoxal Quanto a Realidade

Não quero que desfaçam de minhas ilusões; Sou um inveterado hipócrita que vive das concepções errôneas que minhas sinapses podem perceber. A miscigenação de um povo extinto, entre outro escravizado e o próprio colonizador me forneceu o DNA dúbio. O estrago foi feito a centenas de anos.



Tão paradoxal quanto é a realidade, é minha personalidade, que vive em antítese frequente. Criado para ser uma criatura racional e quantificar, raciocinar e imaginar... acaba se perdendo no absurdo que é a vida.


Na ilógica matéria que a precede. Na superficialidade criada há tantos séculos, entregue de pai a filho. Não quero que desfaçam de minhas ilusões; Sou alimentado pela televisão. Os livros escritos pelos mesmos erros de sempre.


Escritores errados em vidas erradas. Sou criado pela mentira, em rios que não se navegam e em ares que não se deve respirar. Sou feito para sonhar, pois quando fecho os olhos, me desfaço dos pesos em meus ombros, das responsabilidades e custos de se viver. Para viver é preciso ter. Senão, está fora do meio civil; Para morrer é preciso ter. Senão, estará morto em uma vala comum. Parece ser um ambiente hostil para viver e sobreviver se torna a meta única.


Entre os bem nascidos e malditos, a milhões de diferença. Quando vejo como evoluiu a espécie humana, me admiro a quantidade de pessoas no mundo e a raridade de se encontrar seres humanos! Tanto é que pensam em colocá-los em jaulas, param procriar e manter salva a espécie. Será bom para visitá-los ao domingo com família.


Não quero que desfaçam de minhas ilusões; Fui criado em crer que especiais. Se trabalhar muito será rico. Se tentar a sorte na lotofácil, poderá ganhar. Que querer é poder. Se muito desejar, você consegue. Falam-me tantas coisas nas revistas e televisão.


Odiaria que tudo isso fosse mentira. Odiaria saber que a vida não tem sentido lógico; Que não existe um ser superior bondoso ouvindo minhas preces. Não quero que desfaçam de minhas ilusões!

domingo, 17 de junho de 2012

...E a informação o libertará!


O que falta não são livros, e sim interesse em ler. Existem novas portas e janelas que se abrem na mente a cada informação nova. Quando a percepção se estende a algo mais, sentimos o tanto que aprendemos e quanto falta para sabermos que ainda estamos vivendo com uma ignorância esclarecida.

É preciso uma libertação das correntes tendenciosas. Informações pré-formadas e moldadas para caber a propósitos de certos grupos para proveito próprio. É capaz que utilizem os mais pobres como fonte de energia alternativa! Resolvem o problema da super polução, questões sociais e de pseudo-castas, e ainda contribuem com a atmosfera...lindo!

Será difícil darem acesso a informação, seja por medo de perder seu vinculo dependente ou até mesmo por vaidade com grande porcentagem de egoísmo!
Quem esta no topo da cadeia alimentar, não quer que seu mundo vire de cabeça para baixo. Não podem permitir que a ordem consagrada de tudo que conhece e o fazem ser mais ou menos contentes, possa mudar. Seja feita a escuridão como na idade média. Seja dadas as migalhas como fariam nas arenas romanas.

O importante é manter a ignorância, bombardear qualquer forma de individualismo e busca por conhecimento.O ego briga com egos alheios, e esse universo antropológico que involuiu esclarecidamente para dentro, em uma expansão introspectiva onde o que mais importa é o agora e o aparente conforto que se possui e a satisfação que isso dá a aquele órgão cinzento.
Que a informação seja propagada na velocidade da luz, ou captação da imagem dos olhos. Seja por livros ou por páginas da Internet.