Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
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segunda-feira, 9 de abril de 2012
Um dia sem pólvora!
Temos que amansar o espirito, trancar nossos demônios. Imagine o dia que a pólvora não sucumbira ao fogo. O salitre, enxofre e o carvão não mais se juntarão, como o crime se postará? Como os valentes irão bradar? Como a policia irá policiar?
Imagine o fantástico dia da marca zero, no qual a pólvora falhara depois de quase 2 mil anos. Balas não voarão, miolos não cairão ao chão!
Será a ascensão da granada e da micro-bomba atômica? Como iremos nos machucar, já que a preguiça não faz com que peguemos em espadas?! Imaginem o inimaginável, apenas como um delírio de uma noite de verão...
O dia que a pólvora não cortara a pele e destruirá ossos. Nobel se orgulharia! Sem chacinas eleitas por homens armados. O dia que a pólvora morreu não será reconhecido de imediato, mas será lembrado como um marco histórico, que comoverá gerações.
Sem a explosão que estilhaça vidas, homens outrora muito ferozes e corajosos, se acuam sem saber como se comportar. A balança de poder se desestabiliza e o mundo conhece novos líderes.
Seria um estranho dia, um dia de sonhos, no qual a pólvora sempre estaria úmida.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A Explosão Que Mudou Nossas Vidas
Foi aquela explosão que mudou nossas vidas. Fragmentos de tristezas impregnados com resíduos de amargura.
O estampido, barulho abafado pela fronte. Joga as ideias na parede, transforma vidas em desespero; triste figura.
Aquela explosão que mudou nossas vidas. Estilhaçou a imagem que tínhamos de nós mesmos. Jogou-nos em chão tão quente quanto o projétil assassino.
O cheiro de sangue é para trazer as recordações e os fantasmas na porta do quarto visualizam a mudança do destino.
Maldita explosão que mudou a rota conhecida, nos fez parar para sentir a vulnerabilidade e o ódio parece viver junto com a lembrança.
A noção de incapacidade é que nos faz temer tanto. Os sonhos futuros já não são os mesmos, já não existe mais aquela esperança. Tudo por causa da explosão que mudou as sensações que temos. A micro-explosão dentro desse tambor, fez girar a tristeza em nossos corações. E imaginar que esteve tão perto, mas mesmo esticando ao máximo seu braço, não mudaria seu intento e nunca alcançaria suas reais sensações.
A impotência em estar presente se denota no balbuciar das palavras repetidas vezes. O sentimento da incapacidade. Tudo pela pólvora. Tudo pela explosão. O grito de desespero não é mais ouvido, só resta agora não lembrar, porque será sempre "cedo demais". A explosão acarretou na perda de sua identidade.
A explosão que mudou os fatos. A tristeza se alastra com uma empatia ímpar e as novidades vão demorar a ser interessantes. O silêncio incomodará mais que o normal, e a lembrança dos melhores momentos são o que ficam para castigar ainda mais esse coração com seus batimentos incessantes.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Eu explodo (escola fundamentalista extremista)
Eu explodo.... o "explodo" era um verbo defectivo , pois não existia na 1ª pessoa do singular.
Mas os tempos são outros , o pessoal hoje se explode.
Eles conjuram verbetes de seus livros grossos , demonizam alguém e pronto! Se explodem.
Queria ter essa afinidade com a razão fundamentada que eles possuem.( e sua loucura)
Para se explodir por algo em que acreditam , tem que ser muito louco ou muito certo do que estão fazendo.
Se utilizassem essa vontade explosiva de outros modos , também seria interessante.
Eu queria ter essa certeza na vida , a ponto de me explodir.
Entrar num curso de fundamentalista extremista e técnicas de explosão.
Se inteirar nas artes da destruição do corpo com pólvora , explosivo plástico e nitroglicerina.
Apesar da fé , e da vontade louca de lutar a guerra santa , ainda há muito o que se descobrir além dessa superfície.
Mas os camaradas explodem. Queria eu estar com tamanha razão.
Deveriam criar um curso aqui no Brasil , teriam muitos adeptos; É só adaptar para as religiões que temos.
Mas não iria nas aulas religiosas.Só nas aulas práticas.
E poder usar o verbo na 1ª pessoa do singular. Só para contrariar o português. Ora pois!
Mas os camaradas explodem...gostaria de explodir junto com eles....dizem que tem 72 virgens esperando,
Nem precisa ser virgem , que não sejam tortas ou banguelas já é uma ajuda.
Eles explodem , eu explodo , nós explodimos...e com isso , deixamos o verbo correto!
Ah, às vezes , eu explodo é por dentro. Só queria exteriorizar essas frustrações.
E quando você explode , você fundamenta seu argumento, não é?!
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