Se um dia me perguntarem: “Para quem escreve?". A resposta vai soar vazia. O silêncio ecoará (poético não?!).
Mas a verdade (se é que existe) é para esse "eu" futuro. E provavelmente, algum anônimo perdido na net.
Não precisa apreciar os erros e a escrita confusa. Não há propósito maior.
Não há respostas aqui. Só um palhaço pedindo platéia.
Só vai sair escrevendo continuamente, porque a cabeça não para. Mesmo colada no pescoço, ela viaja e agoniza com as distâncias.- "Por quê? Como? Onde? Será? Tem certeza?".
A vida desse que vos escreve (provavelmente para ninguém) é recheada de questões que não cabem respostas. Inquieto, se torna um inquilino dessas perguntas sem respostas. Vive ali, no meio da bagunça e da sujeira que deixaram nesse antro.
Não é lugar seguro para crianças e pessoas de coração puro. Há muita amargura. Existe muito duplipensar, em eternos paradoxos vivos. Hipocrisia é como café, um pouco por dia para manter acordado (e vivo). A cama parece ser muito atraente para todos os dias de frio ou de tristeza em dose cavalar. Nada que pílulas que mexam na química das sinapses não resolvam.
Após ter escrito várias palavras e algumas sentenças de forma dúbia até o momento, percebeu, será que esse texto tem algum sentido?
Se alguém lê nesse momento, é possível que não ache sentido algum. A ideia essencial é continuar escrevendo até não poder pensar mais em coisas diferentes.
Não adiantar ocupar a mente com coisas genéricas, pois ela é rebelde e não aceita ordens tão bem.
Difícil de imaginar uma cabeça menos caótica e sem sentido. Fizeram por encomenda para esse que vos escreve. E eu, que no futuro me leio (ou não), devo me surpreender com o nível de anormalidade e de erros de português que emana desse texto. E que representa o meu eu presente.
Eu, que sou (estou) agora, mando um recado para o eu, que (serei) estou no futuro e talvez não leia o que estou escrevendo agora.
Só de pensar, qual a lógica então de escrever? Deve ser a mesma que segue o restante da vida...Sem sentido e contínua até o ponto final.
Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
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quarta-feira, 13 de abril de 2016
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
O Mundo é o Palco dos Loucos
"Quando nascemos, nós choramos, porque subimos a este grande palco de loucuras.”
Rei Lear - William Shakespeare
Somos os loucos e os palhaços. Os palhaços sem plateia e deprimidos. Os loucos sem medicação e a solta. Como podemos aceitar o absurdo da vida com eterno otimismo? Como não chorar com o apocalipse diário? A hipocrisia fixou na face e na alma, como se fosse verdadeira. Acredita-se tanto no absurdo e nas mentiras como forma de amenizar a insignificância sobre a ignorância do ser.
Nós que aqui estamos vivendo sem saber o porquê, inventamos desculpas eternas. Drogas para consumir e absorver as dúvidas. A cada gota de álcool vem à alegria. A cada grama de coca, somem as dificuldades. A cada tragada no cigarro, se sente o paraíso. Tudo se torna fuga: as drogas diárias, a TV e suas mentiras confortáveis, as pessoas e suas crenças admiráveis.
A busca pelo prazer é a satisfação maior por estar vivo. O significado da vida se torna slogan de comercial de margarina. Precisamos ser felizes. E por quê? Temos instintivamente (na maior parte do tempo e na maioria das pessoas) a vontade intrínseca de continuar existindo. Lutamos pela continuação da existência mesmo vivendo no mundo de absurdos e onde o dinheiro compensa a morte de um indivíduo e/ou milhões. Onde temos a fé em algo inacreditável. Se contássemos a algum espectador fora desse espetáculo de horror, ele ficaria: abismado, horrorizado, enojado ou teria um simples riso irônico?
Criaturas racionais e sentimentais. Autoproclamados seres sapientes. Criados a imagem e semelhança do criador do universo em sua onisciência e poder infinito. Como chegamos a esse ponto e com essa arrogância?
Em alguns tempos aparecem seres que destoam desse painel ridículo e assim, os próprios são usados como símbolo máximo da espécie. Para cada Platão e Sócrates, houve milhões ou até bilhões que desvirtuariam a imagem do homem sapiente. Para cada Einstein, milhões para nos mostrarmos que ainda somos primatas diferentes, nem mesmo "melhorados". Apenas primatas.
Com funções semelhantes as dos vírus, que entram em organismos e os matam com a necessidade simples de querer viver. Mata o hospedeiro com função de existir. Talvez seja o que somos, grandes vírus para o planeta. Devem existir outras "bactérias", "fungos”... Mas vírus letal como nós, não há. Talvez um câncer que se propaga indefinidamente, destruindo o resto do tecido vivo que o mantem "reproduzindo-se".
Diante de tamanha destruição contínua, de tamanha hipocrisia com o uso e definição da palavra "Humanidade", o que se espera dessa civilização? O que esperamos de nós? O que impele cada ser vivente a uma vida contínua sem saber o porquê de estar fazendo tal coisa? É apenas nascer, casar, se reproduzir e morrer? E nesse ínterim, estudamos tudo que já foi dito (e alguns até modificam algo), trabalhamos incessantemente dia após dia, para nos sustentarmos (e alguns apenas para não morrer de inanição) e adquirimos bens de consumo que aparentemente nos alegram (compramos indefinidamente, pois o mercado, o país e o mundo precisam que seja assim).
Por fim nos aposentamos, no final da vida, e as respostas nunca foram imaginadas por medo das perguntas. E porque teríamos perguntas se somos a imagem e semelhança do criador do universo, seres sapientes no topo da escala evolutiva e donos do mundo? Não fazemos a pergunta sobre a existência por medo da resposta.
Rei Lear - William Shakespeare
Somos os loucos e os palhaços. Os palhaços sem plateia e deprimidos. Os loucos sem medicação e a solta. Como podemos aceitar o absurdo da vida com eterno otimismo? Como não chorar com o apocalipse diário? A hipocrisia fixou na face e na alma, como se fosse verdadeira. Acredita-se tanto no absurdo e nas mentiras como forma de amenizar a insignificância sobre a ignorância do ser.
Nós que aqui estamos vivendo sem saber o porquê, inventamos desculpas eternas. Drogas para consumir e absorver as dúvidas. A cada gota de álcool vem à alegria. A cada grama de coca, somem as dificuldades. A cada tragada no cigarro, se sente o paraíso. Tudo se torna fuga: as drogas diárias, a TV e suas mentiras confortáveis, as pessoas e suas crenças admiráveis.
A busca pelo prazer é a satisfação maior por estar vivo. O significado da vida se torna slogan de comercial de margarina. Precisamos ser felizes. E por quê? Temos instintivamente (na maior parte do tempo e na maioria das pessoas) a vontade intrínseca de continuar existindo. Lutamos pela continuação da existência mesmo vivendo no mundo de absurdos e onde o dinheiro compensa a morte de um indivíduo e/ou milhões. Onde temos a fé em algo inacreditável. Se contássemos a algum espectador fora desse espetáculo de horror, ele ficaria: abismado, horrorizado, enojado ou teria um simples riso irônico?
Em alguns tempos aparecem seres que destoam desse painel ridículo e assim, os próprios são usados como símbolo máximo da espécie. Para cada Platão e Sócrates, houve milhões ou até bilhões que desvirtuariam a imagem do homem sapiente. Para cada Einstein, milhões para nos mostrarmos que ainda somos primatas diferentes, nem mesmo "melhorados". Apenas primatas.
Com funções semelhantes as dos vírus, que entram em organismos e os matam com a necessidade simples de querer viver. Mata o hospedeiro com função de existir. Talvez seja o que somos, grandes vírus para o planeta. Devem existir outras "bactérias", "fungos”... Mas vírus letal como nós, não há. Talvez um câncer que se propaga indefinidamente, destruindo o resto do tecido vivo que o mantem "reproduzindo-se".
Diante de tamanha destruição contínua, de tamanha hipocrisia com o uso e definição da palavra "Humanidade", o que se espera dessa civilização? O que esperamos de nós? O que impele cada ser vivente a uma vida contínua sem saber o porquê de estar fazendo tal coisa? É apenas nascer, casar, se reproduzir e morrer? E nesse ínterim, estudamos tudo que já foi dito (e alguns até modificam algo), trabalhamos incessantemente dia após dia, para nos sustentarmos (e alguns apenas para não morrer de inanição) e adquirimos bens de consumo que aparentemente nos alegram (compramos indefinidamente, pois o mercado, o país e o mundo precisam que seja assim).
Por fim nos aposentamos, no final da vida, e as respostas nunca foram imaginadas por medo das perguntas. E porque teríamos perguntas se somos a imagem e semelhança do criador do universo, seres sapientes no topo da escala evolutiva e donos do mundo? Não fazemos a pergunta sobre a existência por medo da resposta.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Horizontes
"Quais suas metas? Seu projeto em vida? O que planeja fazer depois do almoço?
O que acha do mundo ? O que acha do destino e suas malhas complexas de incríveis acontecimentos por acaso? O que acha dessa força irresistível que chamamos de Deus?"
-Muitas perguntas, poucas respostas, grande preguiça e muita confusão.
"Quais horizontes que você enxerga? Um sol se pondo, um pequeno milagre da percepção humana ou mais um dia na sua vida?"
-Ainda...muitas perguntas, poucas respostas e o mundo parece rotacionar (ainda que os "anti-copérnicos" não admitam isso).
"Problemas políticos, conflitos religiosos, catástrofes ambientais. Parece qua acontece algo no mundo. ha sim, o fim do mundo como o conhecemos.
Talvez não seja tão ruim. Talvez não seja tão triste. Sobre as nuvens e brilho cintilante do sol, cavalgam os cavalheiros do apocalipse. Basta olhar com um sorriso no rosto quando a morte chegar."
-Muito sinistro, muito estranho, e ainda sem respostas.
"Qual a resposta sem nem sabemos a pergunta certa? E qual a razão para procurá-la? Qual a razão de se ter razão? A razão da vida e seus motivos?"
-Estou tentando...é um bom caminho para a loucura, mas vou continuar tentando!
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