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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Guerra secreta (não muito!)


A guerra é secreta, deflagrada pelos corredores úmidos de presídios, eternas "faculdades", onde os alunos que formaram o "partido" rompem acordos ultra-secretos com os "botas".
Bruxos se tornam ninjas, a guerra chega aos civis, mas a contrapartida é desordenada, enquanto o partido parece mostrar uma coesão caótica que faz inveja em qualquer organização militar. A guerra é fria e o sangue é quente. Todos são suspeitos em potencial. Aqueles que se fardam para defender e policiar, se encontram a mercê de um inimigo aleatório e por vezes, indeterminado, quase invisível. 
 
Não existe acerto de contas, são apenas missões e recompensas. Tiro ao Álvaro.
O governo que outrora se rendeu a convenção do terror, se mostra incrivelmente inábil em agir e contra-atacar. Os "cabeças" estão confusos, enquanto os chefes do partido organizam a investida de forma surreal.
O medo é a maior arma dos chefes do partido, e alastram o medo pelo ar, que se sente o cheiro como se fosse uma latrina imunda. A solução humanamente viável é inviável. A eliminação dos problemas esbarra na convenção e ética de um estado que não mostra (ou não sabe) como reagir e trabalhar com tal ética.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Coração Partido


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Existem tantas canções e poemas de amor, falando de coração partido.
Já foi dito tanto, e ainda sim, continuam a escrever mais.
Parece que já disseram tudo sobre os males do amor, mas sempre tem mais.
Apesar de tanta poesia e lirismo, eu gostaria de contribuir, deixar um pouco de mim... Com imperfeições e sem rimas.

Viver outros sonhos... Criar novas esperanças, esquecer dos planos de médio-prazo.
Esquecer as declarações de amor, a alegria de encontrar a cara-metade, ou a metade da cara.
Dos suspiros na cama, do cabelo jogado no rosto, quase sufocando no leito. Ao acordar, imagina que fará parte de um cotidiano quase fictício, existente apenas em romances e novelas.

Esquecer o coração que de tão partido parece parar aos poucos, esquecer o cheiro que tanto passeou pelas lembranças. Esquecer a alegria, que existia mesmo na espera infindável na porta do shopping.
Esquecer os sonhos e os planos. Elaborar outra vida. Esquecer as pequenas brigas pelos e-mails, a voz incessante ao telefone, e o meu tom sempre mudo.

Esquecer a felicidade que pensará ser imaginária, parecer tolo com um sorriso tosco no rosto. Ha, que rapaz feliz, contraria toda sua complexidade pessoal. E o mundo com seus eternos problemas, não parecia mais tão triste. Apesar de toda a poluição no horizonte, as nuvens cinzas pareciam claras como algodão. As pessoas pareciam mais interessantes e a vida mais empolgante.

Mas como tudo que deveria começar e acabar mostrou seu propósito. Corações partidos, espíritos e sonhos mortos, mundo triste e nuvens sempre cinza. Como tudo que leva a acabar sem ao menos dizer: "Qual a razão de tudo isso?”

A história acaba tão abruptamente como começou, e os sonhos volta para seu universo onírico, para nunca mais voltar.
Como se pode remendar um coração partidoT?