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domingo, 26 de abril de 2015

Vazio Entre o Espaço



Difícil viver nessa realidade com esse corpo que persiste. 
O horror da vida é um absurdo ilógico quê bate em nossa porta com o dedo em riste. 
Agride nossos sonhos com a dureza de uma realidade triste.
 
De tantos rostos vazios que se vê por ai, 
Parece haver um buraco negro que suga qualquer pensamento. 
Nesse abismo sem fim de futilidade, 
O mundo se contorce de dor em cada encéfalo resignado em juramento.

O universo que encontra vários centros de gravidade em umbigos de jumentos, 
É refém de vazios mais perigosos que um buraco negro no firmamento.
Os vazios que nos tira de órbita e parece ofuscar estrelas com suas querelas.

Vazios que consomem e sugam até a última gota de energia dessas vidas nada belas.
Não há buraco de minhoca que nos dê fuga para fora desses vazios cheios de tristezas,
Que nos remetem as mazelas dentre as favelas. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Para Tragar a Dor e Engolir a Labuta...




Para sentir e viver, uma pilula do melhor remédio tarja preta, para conscientizar a consciência que muita dor ainda está por vir e será algo árduo.

Para tragar a dor e deixar levarem a dor, um pouco de fumaça para um pulmão feliz.
Para viver feliz, utilizar dos vícios que tanto atormentam e que servem de ritos de passagem pela vida que se faz meretriz.

Sirva o melhor e mais caro prato da casa, nenhum luxo é demais, encher o estômago como se não houvesse outras refeições futuras, se empanturrar de tudo que lhe parece delicioso, e que o paladar lhe faça esquecer os problemas e amarguras.

Um pouco de amor momentâneo, uma relação casual que dará prazer e que durará a eternidade necessária para se sentir vivo por um instante. Todo o amor instantâneo que se precisa para se enganar a vertigem de andar sobre essa linha tênue com andar extenuante.

Para viver bem a vida, um pouco de emoção, que será brindada com todo alucinógeno imaginado e que por fim causará comoção. Só mais uma taça de qualquer coisa, uma pílula qualquer, algo para queimar os pulmões e neurônios, qualquer coisa que faça a labuta parecer digna e que os brinquedos e confortos sejam sempre justificáveis por mais um dia, que sirva de inspiração a poetisa.