A paixão não sabe esperar. O amor se perde pelos caminhos da pressa. Cobra só o esquecimento e nomes perdidos. Ou o mundo esta do avesso, ou nasci de forma errada.
Esquece os sonhos, corre atrás do que é mais fácil. Liga para o mundo e avisa que ele venceu. Diz para ele (mundo), que você desiste da loucura de tentar entender.
O mundo não foi feito de lógica. É errado tentar entender. O mundo não foi feito para você. O lugar, o dia, a hora, a pele que pertence: tudo isso é um acidente de percurso com uma estranha noção de destino.
Que loucura essa de perseguir nuvens? Que loucura essa de rir de si mesmo? O mundo é do avesso para você. Sai e entre novamente para ver se entende o complexo funcionamento das engrenagens.
Por mais difícil que seja, porque busca um pedaço de utopia, encharcada de sangue e tortura? Joga fora esses ideais que não servem mais para nada. Esse pedaço de utopia deve ser queimado em chamas infernais para nunca mais ressurgir.
Se nada é por acaso, com certeza sua vida foi. Há apenas “achismo”. Mas o amor, Ah! Esse não pode esperar. Clama por urgência mais que uma vez.
O negócio mais claro que não conseguiu entender; nasça, cresça, case e depois de algum tempo morra. Nesse ínterim o que vier é novidade.
Não há razão para nada. Descanse a cabeça, deixe de lado todos os conceitos, desista de quem já foi. Reinicie todo o sistema. Veja a vida como ela é!
Ordinariamente comum. Faça uma lobotomia se precisar. Ame como se fosse um cão no cio. Pois o amor, esse e outros grandes amores, mesmo sem te conhecer a fundo e saber realmente quem é você; não pode esperar!
Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
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sexta-feira, 3 de abril de 2015
sábado, 20 de dezembro de 2014
Daysleeper
Tem dias que não quero dormir. E quando durmo não consigo levantar. Quero dormir eternamente as poucas horas do dia. Tem dias que só quero dormir para o dia acabar logo. É complicado ter tamanho sono (ou falta dele).
Tem noites que é melhor nem ir pra cama, pois o dia é pouco e tem que se fazer tanto. Tem noites que é melhor dormir, porque não tem nada mais que agrade para ser aproveitado. É complicado ser um sonâmbulo ansioso ambulante. Melhor seria hibernar.
Acho que deveríamos separar uns dias certos no ano, só para chorar. Tirar toda mágoa aprisionada em algum lugar do imaginário que chamamos simbolicamente de "coração".
Deveríamos chorar para desatar todos os nós da garganta, todas as frustrações e os sapos e anfíbios diversos que somos obrigados a engolir. "Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir. Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir".
Para dormir em paz (que paz?) e com a consciência tranqüila (o que é consciência?), vamos desaguar a chorar e molhar todo o travesseiro, para que puder achar no soluço a verdadeira razão para não dormir. Para agüentar todo o dia santo, o alvorecer que me mata pouco a pouco, enquanto durmo em pé no ônibus.
Enquanto durmo, não há coelho branco para perseguir. Não há chapeleiro louco servindo chá. Gatos sorrindo. Não há nada de fantástico, mas ainda sim, me prende de forma incrível. Daysleeper.
Tem noites que é melhor nem ir pra cama, pois o dia é pouco e tem que se fazer tanto. Tem noites que é melhor dormir, porque não tem nada mais que agrade para ser aproveitado. É complicado ser um sonâmbulo ansioso ambulante. Melhor seria hibernar.
Acho que deveríamos separar uns dias certos no ano, só para chorar. Tirar toda mágoa aprisionada em algum lugar do imaginário que chamamos simbolicamente de "coração".
Deveríamos chorar para desatar todos os nós da garganta, todas as frustrações e os sapos e anfíbios diversos que somos obrigados a engolir. "Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir. Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir".
Para dormir em paz (que paz?) e com a consciência tranqüila (o que é consciência?), vamos desaguar a chorar e molhar todo o travesseiro, para que puder achar no soluço a verdadeira razão para não dormir. Para agüentar todo o dia santo, o alvorecer que me mata pouco a pouco, enquanto durmo em pé no ônibus.
Enquanto durmo, não há coelho branco para perseguir. Não há chapeleiro louco servindo chá. Gatos sorrindo. Não há nada de fantástico, mas ainda sim, me prende de forma incrível. Daysleeper.
sábado, 15 de março de 2014
Seria a Realidade um Sonho?
s.f.
Existência efetiva: a realidade do mundo exterior.
Coisa real: nossas esperanças tornaram-se realidade.
Coisa real: nossas esperanças tornaram-se realidade.
Seria a realidade um sonho? Seria um sonho ser real? O que
achamos que é real além das sensações que nossos sentidos e mente pode nos
proporcionar?
A sensação de ser em conjunto com outros “seres” que
distingam o que é realidade e o que não é. O padrão estabelecido em base de
emoções e visualizações, sentidos e por fim normas e histórias estabelecidas,
todavia, apesar de tudo o que nos é mostrado persiste dúvidas milenares.
Existem dúvidas próprias da consciência, que são camufladas pelas necessidades
inventadas, vontade supérfluas e até mesmo pela necessidade de sobrevivência
dos tempos modernos.
Poderia estar dentro de um sonho? Quem que me sonharia
então? Parece absurdo, mas se pensam e acreditam em um ser onipotente que criou
tudo em 6 dias e descansou no 7º, porque então não seríamos o fruto desse sono?
Um sonho de um ser onipotente após estar fadigado de criar o cosmo.
O que é a realidade então, além das percepções traduzidas
por impulsos elétricos em nossa mente? Substâncias químicas interagindo: neurônios
e neurotransmissores se comunicando por sinapses
e construindo tudo percebemos ao nosso redor. Então qual seria a realidade para
uma pessoa dita “Louca”?
A diferença que a realidade da maioria seria acachapante
contra a pequena realidade de uma pessoa insana. A maioria ditaria a realidade.
O que somos e como devemos ser. Nossos costumes e modos de agir. Tudo se traduz
na forma como a maioria vê o mundo, e isso é induzido de geração a geração, se
modificando lentamente, para que nos tornemos apenas personagens dessa história
que segue sendo escrita por mãos invisíveis.
Ainda não contente com as percepções que surgem dentro do subconsciente
em confronto com o consciente coletivo, onde fingimos estar acordados enquanto
realmente dormimos, e quando dormimos, pensamos estar no controle dos sonhos,
qual seria a realidade “real”, além do que nos é construído como simulacro da
vida?
Enquanto ainda nos questionamos sobre sentido da vida, porque vivemos e
se devemos adorar nosso criador (se existir), ás vezes surge à dúvida... Será
que existimos? E além dessa pergunta irreal:
Seria a realidade um
sonho?
domingo, 29 de julho de 2012
Contagem Regressiva.
Bebo quando tenho sede;
Como quando tenho fome;
Durmo quando tenho sono;
Parece afirmações óbvias que vão perdendo a sua redundância com o passar das gerações. Existem ritos mais fortes que as vontades, necessidades mais urgentes que as básicas. Um sentido todo especial que ninguém sabe ao certo.
Ainda há tempo de se questionar e perguntar "porque?", "como", "onde"...mas o comodismo pode dizer mais alto. Para que questionar se a dúvida corrói? Porque se interessar se a ignorância é satisfatória?
Já se torna natural amar, mas sem poder confiar.
Na mente tens uma contagem regressiva, contando os dias para o big bang. É preciso estar dopado ou morrer para acordar como um zumbi pós-moderno caminhando em uma selva ilógica de concreto e aço.
Os dias são e soam como dúvidas e agora o que fazer com os sonhos?
É o vazio que mais perturba nessa vida superficial, cheio de pessoas superficiais, onde a lógica simula um raciocínio que contente a alma.
As vezes as perguntas não são suficientes e as resposta nunca aparecem, pois sempre se encontra uma dúvida persistente, razões fora da razão. Paradoxo vitalício em que somos imersos quando saímos das trevas para a luz.
Como quando tenho fome;
Durmo quando tenho sono;
Parece afirmações óbvias que vão perdendo a sua redundância com o passar das gerações. Existem ritos mais fortes que as vontades, necessidades mais urgentes que as básicas. Um sentido todo especial que ninguém sabe ao certo.
Ainda há tempo de se questionar e perguntar "porque?", "como", "onde"...mas o comodismo pode dizer mais alto. Para que questionar se a dúvida corrói? Porque se interessar se a ignorância é satisfatória?
Já se torna natural amar, mas sem poder confiar.
Na mente tens uma contagem regressiva, contando os dias para o big bang. É preciso estar dopado ou morrer para acordar como um zumbi pós-moderno caminhando em uma selva ilógica de concreto e aço.
Os dias são e soam como dúvidas e agora o que fazer com os sonhos?
É o vazio que mais perturba nessa vida superficial, cheio de pessoas superficiais, onde a lógica simula um raciocínio que contente a alma.
As vezes as perguntas não são suficientes e as resposta nunca aparecem, pois sempre se encontra uma dúvida persistente, razões fora da razão. Paradoxo vitalício em que somos imersos quando saímos das trevas para a luz.
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