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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Apreciando o Silêncio.


Silêncio, não o propriamente dito que existe no vácuo do espaço, mas sim daquele que 
é a ausência de sons irritantes, instigando a uma comunicação odiosa para o momento, que nos faz um triste palhaço.
Aquele silêncio que é a ausência de voz de outros. O silêncio da solidão. Silencio que causa até certo embaraço.

O silêncio em que se ouve o ruído da geladeira, e o tic-tac do relógio.
Bendito seja o silêncio que destruímos tantas vezes com sons inúteis com um pouco mais de ódio.
Se deliciando com o vazio das perguntas irritantes, das conversas sem nexo e do tagarelar das inutilidades, como se a paz do silêncio fosse fruto de um sufrágio.

Eis o silêncio que deveria perpetuar como em um momento eterno. O silêncio ensurdecedor.
O silêncio que rompe os sons absurdos e músicas fora de ritmos com uma violência sem precedentes, sem abater pelo caos externo.
Mesmo sabendo de todas as notícias ruins que venham a te açoitar, e das lágrimas que possam escorrer pelo rosto, se espera a cura de todos as dores, o silêncio é o que separa o mundo de ser um inferno.

Só quero apreciar o silêncio...

“Palavras são como a violência
Quebram o silêncio
Vem colidindo
Dentro do meu pequeno mundo
Doloroso para mim
Me perfurando por dentro
Você não pode entender?”


domingo, 4 de setembro de 2011

Ritmo Alucinante (vida corrida).

 
A vida continua em um ritmo alucinante, e por vezes se torna um marasmo infindável.
Tudo correndo, acorda-se atrasado, arruma-se com a velocidade do pensamento: "vou perder o ônibus". Come-se com pressa, pois "o projeto esta atrasado, preciso me adiantar".
Já não lê mais livros (filmes são mais dinâmicos), corre tanto que o coração se nega acompanhar.

Acorda meio que no susto, se lava lamentando ter dormido tão pouco.
Seu incentivo é comprar um carro, para se locomover ainda mais rápido. Olha o relógio no pulso, o relógio do celular, o relógio das microondas, e espera que todos estejam errados.

Corre e não se incomoda com o sereno, pois logo estará em cobertura. É preciso correr, para não perder o ônibus, o trabalho, os bens, e o ciclo que sempre se repete.
É de se cansar às vezes (ou quase sempre), mas é preciso correr, pois tempo é dinheiro e se tem tão pouco tanto do dinheiro quanto do tempo.

A vida se segue, os parentes envelhecem e se perde o contato humano, o pouco que se tem fora dos sonhos, pois eh preciso correr o tempo sempre urge.
O relógio parece não ser seu grande fã... A preguiça grita mais alto que os deveres. Tanta coisa pra se fazer, e tal do tempo tão escasso.

É preciso correr, uma eterna maratona, para chegar no horário, mas nunca o consegue.
É um dos últimos da corrida, mas continua persistindo, porque sabe que precisa correr.
Tão ocupado, tão ocioso, e tão sem tempo. É preciso correr, às vezes sem saber porquê.