Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de março de 2017

A Solidão Ensina



Há tristeza que seca até as lágrimas,
Há angústia que não aguenta tantas lástimas,
E o amor, ficou para depois, para outro dia,
E o amor morreu antes de nascer, quem diria...

A solidão ensina da pior maneira,
A exclusão é a mestra de carreira,
Existe castigo pior para o vilão,
Que morrer de amor em vão?

Se desfazer em solidão,
Cabeça e coração não fica nenhum são,
Quanto mais há de aguentar em vão?
Quanto mais de amor despedaçarão?

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Painkiller

“Painkiller", analgésico em inglês. Matar a dor,
Nada mais filosófico do que assassinar sua dor,
Mata-la antes que ela te maltrate ou até mate,
Por impulso, por tristeza ou até com um infarte,

Entenda, terei que rimar amor com dor,
Pois, mora na filosofia esse dissabor,
É preciso exterminar a dor que lhe corrói,
Seja com álcool, drogas, ou algo que lhe destrói,
Ache algo que ame e deixe que o mate,
Pouco a pouco, dia a dia, a espera da morte,

Falam tanto do amor. O amor acaba diluído. Amores vorazes,
Escorrendo pelas mãos, vivendo ciclos de paixões fugazes,
E quando falhar o amor nesses relacionamentos líquidos?
Como a oxitocina excitara para lidar com sentimentos insípidos?

 Libera outro hormônio, pois o que dá tesão está em falta,                       
Neurotransmissor, recapta a serotonina, deixe a alegria “alta”,
Dopamina, endorfina, não deixe a dor te dominar,
Qualquer sedativo, que “mate a dor”, e faça sua mente anestesiar.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Explosão Que Mudou Nossas Vidas


Foi aquela explosão que mudou nossas vidas. Fragmentos de tristezas impregnados com resíduos de amargura.
O estampido, barulho abafado pela fronte. Joga as ideias na parede, transforma vidas em desespero; triste figura. 



Aquela explosão que mudou nossas vidas. Estilhaçou a imagem que tínhamos de nós mesmos. Jogou-nos em chão tão quente quanto o projétil assassino.
O cheiro de sangue é para trazer as recordações e os fantasmas na porta do quarto visualizam a mudança do destino.
Maldita explosão que mudou a rota conhecida, nos fez parar para sentir a vulnerabilidade e o ódio parece viver junto com a lembrança.

A noção de incapacidade é que nos faz temer tanto. Os sonhos futuros já não são os mesmos, já não existe mais aquela esperança. Tudo por causa da explosão que mudou as sensações que temos. A micro-explosão dentro desse tambor, fez girar a tristeza em nossos corações. E imaginar que esteve tão perto, mas mesmo esticando ao máximo seu braço, não mudaria seu intento  e nunca alcançaria suas reais sensações.

A impotência em estar presente se denota no balbuciar das palavras repetidas vezes. O sentimento da incapacidade. Tudo pela pólvora. Tudo pela explosão. O grito de desespero não é mais ouvido, só resta agora não lembrar, porque será sempre "cedo demais". A explosão acarretou na perda de sua identidade. 

A explosão que mudou os fatos. A tristeza se alastra com uma empatia ímpar e as novidades vão demorar a ser interessantes. O silêncio incomodará mais que o normal, e a lembrança dos melhores momentos são o que ficam para castigar ainda mais esse coração com seus batimentos incessantes.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Euforia estranha.



Pode a libido enfrentar a tristeza? O impulso quase irracional que abala a noção existencial em que cerca o ser? Como pode esquecer-se de todas as dificuldades e intempéries em que vive?

O equilíbrio vivido é tênue, e se modifica por simples transmissores. Captar todas as modificações, reações e mudanças ao redor. Há um uivo por dentro dessa pele. O mundo se modifica com seus sabores e modos. A funcionalidade de tudo ao que sentia era abstrata e incomodava para reacender como uma fênix.

Levanta de forma sublime dessa tumba inerte. Por causa de impulsos. Reações contrárias a sua própria existência criadas pelo seu próprio ego.
Novas formas se constroem ao seu redor, novas possibilidades. Parece outro mundo, outra dimensão. Mas não é.

É o mesmo lugar que antes era o suplício. E são situações imediatamente opostas. Por livres impulsos. Pequenas captações da vida em forma de eletricidade e o que era cinza se torna mais claro.

Mas será apenas uma fase, ou ainda uma forma de enganar-se, ludibriando-se nessa libido? Na forma em que existe, e na forma como se criou, é a esfera em que vive e respira. É a forma que sempre desejou ser, quase irracional. (E extremamente racional)

Cabe mais do mundo em seu ser, ou esquece-se de tudo que viveu pelos ares que respira atualmente? Novas rotas são traçadas e os planos mudaram, mas as metas continuam as mesmas. As metas que sejam até o fim as mesmas.

Esse sentimento de euforia, que as vezes parece descabido, toma força e se cria como se tivesse vida própria. Estranha força, vida estranha.

sábado, 5 de junho de 2010

Ah, saudade...



Ah, saudade, maldita saudade...
Às vezes acho que é só uma desculpa para ficar triste.
Saudade das conversas, olhares, a voz e a companhia.
Mas talvez seja só uma desculpa para ver o dia nublado.

Saudade que não sai do peito, e tenta parar o coração;
Parece até de propósito, ter um propósito de se entristecer.
Mas a saudade parece se contorcer, se mostra e desgosta.
A lembrança é o que dói mais, o mundo parece um pouco sem sal.

O sabor de tudo que é bom perde-se em um apetite estranho.
E tudo que se visita na mente, lugares e pessoas, vive para sempre.
Lembrança imortal e revisitada de todas as formas.
E nela se encontra a saudade, esse sentimento estranho e agonizante.
Não perdoa nem por um minuto, não dá descanso a essa pessoa cansada.

Saudade que bate no peito; bate forte; bate até quase derrubar.
Mas é só uma desculpa para ficar triste.
E o mundo continua girando, os sorrisos continuam refletindo os raios de sol
A saudade está lá, tentando ser esquecida, tentando ser morta pela vida nova.
Mas a lembrança, grande amiga da saudade, parece se fortalecer em momentos inoportunos.

E a saudade, sempre volta para reivindicar seu trono.
É a saudade que deixa mais vagaroso e divagando.
Deixa mais “Down”.... Mas talvez ela seja só uma desculpa para te deixar triste.
O sol continua batendo na janela, as crianças continuam brincando.
E a tristeza que se origina da lembrança rebate na saudade.