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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Açoite do Relógio


De onde vem à inspiração para levantar e engolir o açoite do relógio? Os olhos desconfiados, a forma de sentir e viver somando todos os velhos conceitos e trocar todo seu tempo pelos prazeres que parecem durar a eternidade de alguns minutos. De onde vem toda a forma de enganação que admitimos acreditar como sendo incontestável e necessário para o dia seguinte? 

O compasso é rápido, e a impressão de ser realmente necessário correr mais rápido que o vento e ser servil como mais um cão da matilha está implícita.
Correr para não perder tempo, comer perto para não se atrasar com o percurso, olhar preocupado com o tempo perdido que não foi contabilizado.

O tempo escoe mais rápido do que se muda de opinião. A necessidade de se trocar a vida pelos vícios vendidos é o que motiva as ideologias modernas, de todos aqueles tementes do poderoso ser onisciente e que não são assombrados com a falta de percepção da real necessidade da respiração e aspiração.
Ser para ter, entre o tempo gravado no cartão perfurado, do olhar vigilante da chefia que aceita ordens de um bom fidalgo em seu iate.

Ter para sentir, algo que parece um pouco com esperança, algo que parece um tanto com alegria, algo que deve ser confundido com satisfação. O sorriso na cara é só para enganar a tristeza, porque a verdadeira graça ainda não foi encontrada.

terça-feira, 20 de março de 2012

A Paixão Não Sabe Esperar.



A paixão não sabe esperar. O amor se perde pelos caminhos da pressa. Sobra só o esquecimento e nomes perdidos.
Os sorrisos não tem mais graça, a amizade não tem cor.

Parece que as metas continuam as mesmas, mesmo sendo outros os planos. A flecha disparada é quase impossível de ser interceptada, as palavras ao vento são guardadas aos sussurros.

Quero acreditar em byronismo, mas sobra apenas sequelas. O incomodo na pele não é dos mosquitos impertinentes, nem da tosse da terceira idade...o verdadeiro incomodo se esconde sobre a pele e sabe isso de cor.

Só quem há de suportar a dor para mensurar. Nada como um tiro depois de outro. Só quem há de suportar a dor para mensurar, para viver na sombra dos sábios ignorantes.

Existem poucos amores na vida. Amores de momento, o amor próprio, o amor de mãe e os amores que não sabem esperar, tropeçam no desespero e imediatismo e cores destonantes.

O amor de agora, no momento vale mais porque é feito desse momento. O amor dos desesperados que vivem para sempre como errantes.

domingo, 13 de março de 2011

Nosso tempo e nós.


“5 minutos, é o necessário para se perder desde um ônibus a todo sentido da vida. Momento efêmero que se passa. É o momento do tudo e do nada. É apenas um momento.”

Preso nesse calabouço, no alto dessa torre. Trancou-se e engoliu a chave. Sozinho em meio a multidões, o pânico se instaura em não poder se comunicar nessa terra de estranhos, com seus rostos estranhos e suas conversar fora do seu foco.

“4 minutos, foi o tempo necessário para tudo acabar. Há muito o que se fazer, e o tempo nunca é suficiente. Houvesse o estampido, um cheiro de pólvora, gosto de sangue. Por minutos. O tempo não reflete nossa angustia.”

Tantos assuntos e nenhum lhe interessa. A cama está cada vez mais vazia. Esse silêncio todo incomoda, ainda sim, vive e anda no meio dessa multidão. Calados e apressados. O mundo gira apesar de suas preocupações.

“3 minutos é o tempo necessário para tomar a decisão. Toda a concepção de sua vida mudará após esse ato, um mundo inteiro de opções se abre para você, e você tem apenas alguns instantes para escolher e resolver o que ser e sentir."

Preso. Está preso por vontade própria em um reino tão vasto. Não existe rosto amigo nessa imensidão. Todos são párias que idolatram o momento.

"2 minutos, a escolhas são a cada instante. O tempo de parar para pensar é curto, e ações a serem tomadas são imediatas. O Tempo necessário para acabar mudando a rota do seu rio."

Mundos separados por conexões virtuais. Vontades guardadas a sete chaves. Sofrimento bate a porta com a recordação do amor perdido. As variações não se modificam mais; se tornaram constantes. Perigo constante. Nada será como foi ou como deseja que seja.

"1 minuto, um leve suspiro, perdido no meio do tempo entre o agora e o nunca. A idade é apenas uma referência cronológica, a maturidade vem independente dela."

Parece desnorteada, os quadros na parede trazem lembranças que a fazem sofrer. Parece triste, aqueles que deveriam estar ao seu lado, esqueceram-se de perguntar "você quer ir conosco?". A memória parece ser uma criatura ingrata, remoendo seu amago e se alimentando de todos os momentos bons que agora se tornam lembranças tristes.

"30 segundos, para tudo que se foi, para todos que não estão aqui, foi necessário apenas um momento, um risco no tempo, um lapso na vida. O minuto entre o tudo e o nada. A vida e a morte"

Não importa mais sentir, o que passou não pode voltar. Não precisa esconder o esqueleto no armário. As mesmas perguntas sempre retornam em diversos momentos da vida. Basta encarar a situação contornando-a da melhor maneira possível. Não ha teatro em cena. Não há vampiros sedentos por sangue. Apenas o "não", e o vazio que o precede. Apenas a sensação, de que tudo está vazio de forma irremediável.

“Agora, já passou. Foi o tempo perdido. Nada será com foi. Só esse momento é o que podemos usar. Só essa vida que nos sobra. Mais alguns segundos e tudo mais restarão mudados.
Enfim, será o começo de tudo...."

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A onda que banha seu futuro!



Passos no escuro, indefinidos pelas incertezas que imergem dia após dia. Tudo muda em uma velocidade vertiginosa. O cotidiano se modifica irremediavelmente.
Os planos são quase exatos, as idéias são pertinentes...não é nenhum segredo, é algo tanto  quanto óbvios e necessários.

Mas ainda sim, revoltante, vem à maré e muda tudo...destrói os planos e muda as metas. A corrente é forte e as mudanças são necessárias. Só é poupado um pouco de sua vontade, relutante contra si mesma. Só um pouco dessa vontade estranha, que tenta arrumar toda a bagunça gerada pela onda.

E o Futuro? Pergunta-se incessantemente, e intimamente sem resposta aparente. Indagando-se sobre as possibilidades e caminhos a percorrer. Preocupado com uma nova onda que venha a destruir seus sonhos litorâneos. E o futuro, maleável e paradoxalmente irredutível em suas ações. Os desejos são perdidos entre as angústias, e vem sempre a memória daquela onda encobrindo o futuro.

Mais forte que qualquer maremoto ou pororoca jamais vista. Essa maré é terrível ! Atravessa a barreira psíquica e temporal. Abala suas crenças e sua vontade. É uma força irresistível. Uma forma incógnita, silenciosa e fatal...e o futuro descansa sempre a sua mercê, inocentemente, bobeando sobre sua calma aparência, brincando em suas ondas; sem saber que o pior pode acontecer sem aviso!

O pior de imaginar o futuro é o tiro no escuro, e a pergunta: “O que ou quem acertei?”. O pior para se imaginar o futuro são as incertezas. Ou talvez a falta de imaginar um futuro para si seja o mais terrível futuro.Os passos em falso para o rumo indeciso. Um monte de dias sem saber o que fazer, e as indecisões atormentam esperando uma resposta decisiva.
Pense, pense, pense...antes que a onda volte e dê um caldo no futuro de novo!

sábado, 13 de março de 2010

Eternos adolescentes



Adolescência...uma fase da vida de transição e experimentação.
É aquela fase da vida no qual você se perturba ou pertuba aos outros sem saber ou sabendo.
É quando começam as frustações e projetos sem sentido.


Mas o bom de saber dessa fase , é que ela tem fim.
Para muitas pessoas....a adolescência é um pouco mais lenta.
Demora a passar, talvez só acabe no final da vida.


Temos o momento certo para amadurecer, cada um tem seu próprio tempo.
E muitos utilizam esse tempo até o final e o que seria amadurecimento vira apodrecimento.
Quando se é adolescente, se reclama de tudo:
Da casa , dos pais , do Brasil, da escola....
Não leva em conta o alimento , o teto , a água e todas as pequenas coisas que o mantém vivo.

Reclamam com toda a razão do mundo, revoltosos querem mudar o mundo em apenas alguns dias.
Mas a idade vem chegando e sugando essa vontade, mas as reclamações continuam.
As reclamações são eternas, e cheias de razão....a intenção é mudar o mundo pela palavra.
Ou pelo menos perturbar todos que vivem no mundo e fazê-los entender a verdadeira razão(do adolescente).


Eternos adolescentes , o tempo passa , a idade chega ...a visão começa a falhar , o cabelo fica mais ralo.
Os joelhos não estão tão firmes como antes, a postura começa a inclinar pela ação do tempo.
Mas as idéias, são eternas adolescentes...e o cérebro que deveria ser maduro , ficou podre.
Continua reclamando , continua reclamando, como se isso fizesse a visão que o mundo faz de você  mude para melhor.