A paixão não sabe esperar. O amor se perde pelos caminhos da pressa. Cobra só o esquecimento e nomes perdidos. Ou o mundo esta do avesso, ou nasci de forma errada.
Esquece os sonhos, corre atrás do que é mais fácil. Liga para o mundo e avisa que ele venceu. Diz para ele (mundo), que você desiste da loucura de tentar entender.
O mundo não foi feito de lógica. É errado tentar entender. O mundo não foi feito para você. O lugar, o dia, a hora, a pele que pertence: tudo isso é um acidente de percurso com uma estranha noção de destino.
Que loucura essa de perseguir nuvens? Que loucura essa de rir de si mesmo? O mundo é do avesso para você. Sai e entre novamente para ver se entende o complexo funcionamento das engrenagens.
Por mais difícil que seja, porque busca um pedaço de utopia, encharcada de sangue e tortura? Joga fora esses ideais que não servem mais para nada. Esse pedaço de utopia deve ser queimado em chamas infernais para nunca mais ressurgir.
Se nada é por acaso, com certeza sua vida foi. Há apenas “achismo”. Mas o amor, Ah! Esse não pode esperar. Clama por urgência mais que uma vez.
O negócio mais claro que não conseguiu entender; nasça, cresça, case e depois de algum tempo morra. Nesse ínterim o que vier é novidade.
Não há razão para nada. Descanse a cabeça, deixe de lado todos os conceitos, desista de quem já foi. Reinicie todo o sistema. Veja a vida como ela é!
Ordinariamente comum. Faça uma lobotomia se precisar. Ame como se fosse um cão no cio. Pois o amor, esse e outros grandes amores, mesmo sem te conhecer a fundo e saber realmente quem é você; não pode esperar!
Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Solução Em Goles
Em cada esquina, um bar com a solução engarrafada.
Para todos os problemas bebida para tragar a loucura do dia que se finda.
Para as situações insalubres, para as loucuras da vida,
Só a bebida que se resolve, solução em goles, para a criatura enfadada.
Dormir até a noite, e quando chegar a noite, levanta como um morto-vivo que sai da sarcófago.
Ver como o mundo continua um absurdo e que está indo direto para o precipício como se estivesse tudo fodido e mal pago.
A loucura toma conta da vontade. A tristeza toma conta da vida. Se pudesse beber para esquecer, dormiria dentro de uma caixa d'água cheia de pinga.
Quando tudo parece errado, a vida demora a passar pela vitrine. Admiramos a paisagem, mas no indagamos o quanto ainda resta de viagem ou se vai aparecer o verdadeiro vilão da história como o Coringa.
Tudo não passa de uma viagem. Captações de sinais elétricos no cérebro que transforma tudo que existe no que conhecemos como a realidade.
Somos quasímodos com a ideia do duplipensar, vivendo uma vida de paradoxo e hipocrisia. Buscamos a lógica em tudo, como se fossemos tão lógicos ou falássemos a verdade.
Para todos os problemas bebida para tragar a loucura do dia que se finda.
Para as situações insalubres, para as loucuras da vida,
Só a bebida que se resolve, solução em goles, para a criatura enfadada.
Dormir até a noite, e quando chegar a noite, levanta como um morto-vivo que sai da sarcófago.
Ver como o mundo continua um absurdo e que está indo direto para o precipício como se estivesse tudo fodido e mal pago.
A loucura toma conta da vontade. A tristeza toma conta da vida. Se pudesse beber para esquecer, dormiria dentro de uma caixa d'água cheia de pinga.
Quando tudo parece errado, a vida demora a passar pela vitrine. Admiramos a paisagem, mas no indagamos o quanto ainda resta de viagem ou se vai aparecer o verdadeiro vilão da história como o Coringa.
Tudo não passa de uma viagem. Captações de sinais elétricos no cérebro que transforma tudo que existe no que conhecemos como a realidade.
Somos quasímodos com a ideia do duplipensar, vivendo uma vida de paradoxo e hipocrisia. Buscamos a lógica em tudo, como se fossemos tão lógicos ou falássemos a verdade.
terça-feira, 24 de março de 2015
Sem + Soma +
Disseram que a vida não é justa. Compreendi.
Mas precisava ser tão hedionda? O que há de errado com a realidade que é tão torta em nossas cabeças?!
"Há mais entre o céu e a terra que sonha nossa vã filosofia". Entendi perfeitamente. Mas muitos afirmam saber exatamente tudo que condiz entre os extremos e não admitem sua absurda incapacidade de perceber sua existência paradoxal.
"A vida é uma escola". E meu aprendizado é eterno... Ainda sim, ei de desafiar a lógica, já que percebi que não há lógica que salve nossas vidas. Esperava que a poesia salvasse. Que os versos ou a prosa tirassem toda a desgraça da vida. Que a distopia se transmutasse em utopia.
Que os contos e os cronistas pudessem dar a moral no final de cada dia. Esperava que as ideologias fossem mais humanas, e que ideias refletissem para a humanidade. Só sobrou a hipocrisia mascarada, por trás de papéis em cenas falsas, mais falsas que a nota de 3 reais.
Não há mais "soma" para nos satisfazer em nossa alienação como em se descobríssemos um admirável mundo novo. Há a tristeza em forma gasosa, que entra em nossa artérias e absorvido em nosso sangue. Como se tomasse pílulas de tristeza.
"Há mais entre o céu e a terra que sonha nossa vã filosofia". Entendi perfeitamente. Mas muitos afirmam saber exatamente tudo que condiz entre os extremos e não admitem sua absurda incapacidade de perceber sua existência paradoxal.
"A vida é uma escola". E meu aprendizado é eterno... Ainda sim, ei de desafiar a lógica, já que percebi que não há lógica que salve nossas vidas. Esperava que a poesia salvasse. Que os versos ou a prosa tirassem toda a desgraça da vida. Que a distopia se transmutasse em utopia.
Que os contos e os cronistas pudessem dar a moral no final de cada dia. Esperava que as ideologias fossem mais humanas, e que ideias refletissem para a humanidade. Só sobrou a hipocrisia mascarada, por trás de papéis em cenas falsas, mais falsas que a nota de 3 reais.
Não há mais "soma" para nos satisfazer em nossa alienação como em se descobríssemos um admirável mundo novo. Há a tristeza em forma gasosa, que entra em nossa artérias e absorvido em nosso sangue. Como se tomasse pílulas de tristeza.
sábado, 14 de março de 2015
Tragicamente Sincero (Causa Mortis)
Tragicamente sincero. Em certo ponto não interessa mais mentir. (Nem
para salvar sentimentos alheios ao seu). Notoriamente frio, parecia um iceberg.
Sentimentos morrem e apodrecem sobre essa crosta que parece sua imagem. O
cheiro pútrido não se fazsentir, pois um sorriso amarelo disfarça qualquer
sensatez ou culpa.
O Sentimento está morto. É preciso ser um andróide ou ter uma alma
desalmada. Ser provido de um coração gélido que faria pingüim sentir frio e
pegar gripe aviária. Um andróide sem sentimentos programado para sorrir quando
outros o fazem capaz de chorar quando programado.
Não é preciso muito para fazê-lo chorar realmente; é só mostrar o mundo
como ele realmente é. Um mundo doente cheio de pessoas doentes se contaminando
de loucura e outras coisas mais que matam o corpo hospedeiro.
Foi frio, como se recém-chegado da Finlândia. Ser um iceberg que anda,
fala e gesticula. Se fingir entre os semelhantes que nada se assemelham cá
dentro. O amor acabou de acabar. Mataram-no há alguns anos e nunca avisaram.
Morreu de desgosto. Morreu de fome como tantos que faleceram por ai. Morreu de
morte morrida ou morte matada?
Causa mortis é uma incógnita. Ainda sim, ficou o corpo, exposto ao
mundo, andando e falando atipicamente. Um zumbi estranho que tenta se misturar
ao povo vivo. Tudo que passa deixa uma seqüela pós-morte.
terça-feira, 3 de março de 2015
Hoje Eu Acordei Atônito
Hoje acordei atônito.
Pensando na infinidade do universo, nas limitações humanas e em todas as formas
de poder que corrompem: desde a motivação de um ditador do continente africano
que é amparado por petrolíferas e mineradoras, que compra armas a 70 mil dólares
para dar a pré-adolescentes e fomenta chacinas locais e controle de medo...
Até as doces ilusões que fazemos questão de aceitar. Todas as ilusões confortáveis e a mentiras que adoramos ouvir para prosseguir contentes e confiantes no futuro de nossa realidade. As sensações e sinapses que tenta nos enganar minuto a minuto.
Hoje acordei atônito, pensando no sistema que estamos inseridos e coagidos a sermos como querem que sejamos. Da cultura passada de pais a filhos e por difusão facilitada pelas tv´s idiotizantes, das religiões que criam nossos dogmas e medos das perguntas que não sabemos (e muitas vezes, nem queremos responder) de todo contexto físico e social que retrata nossa concepção de mundo e nos excluí de espaços de forma financeira e até física. Constatamos que o absurdo é crível, respeitado e natural.
Até as doces ilusões que fazemos questão de aceitar. Todas as ilusões confortáveis e a mentiras que adoramos ouvir para prosseguir contentes e confiantes no futuro de nossa realidade. As sensações e sinapses que tenta nos enganar minuto a minuto.
Hoje acordei atônito, pensando no sistema que estamos inseridos e coagidos a sermos como querem que sejamos. Da cultura passada de pais a filhos e por difusão facilitada pelas tv´s idiotizantes, das religiões que criam nossos dogmas e medos das perguntas que não sabemos (e muitas vezes, nem queremos responder) de todo contexto físico e social que retrata nossa concepção de mundo e nos excluí de espaços de forma financeira e até física. Constatamos que o absurdo é crível, respeitado e natural.
Tenho medo do amanhã.
Eterno amanhã. Medo do futuro. Presente de um futuro esquecido.
Quando escreveram o
script da vida, acabei lendo e não entendendo. Estudar, se formar, trabalhar,
formar família e ser feliz. Acho que esse era o esboço, mas quando estava
ensaiando não entendi. Ficou superficial demais. Sem sentido e nonsense. Há
algo de errado em minha interpretação.
Quando Newton
descobriu a gravidade, queria que cobrisse novamente. Só para saber se é ela
essa força enorme que esta sobre mim. Não é nenhuma rocha que eu carrego; nem
chapéu ou boné apertado sobre a cabeça. Parece ser um peso invisível. Metido a
Atlas pós-moderno, vive o complexo de herói incompreendido. Hoje acordei
atônito, quase imperceptível saber se estou mesmo acordado. Acordei atônito e hesito em dormir. Dormir para ter que sempre acordar mais um vez; Atônito.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Filhos do Ópio
Não tenho pena dos alcoólatras que trocam sua vida pela garrafa. Encharcam-se
dizendo que isso é diversão. Entorpecem seu corpo até o vômito chegar e dizer
que basta. O sentido da alegria se traduz no comercial de cerveja.
A diversão é
tomar uma “breja”, mas o sentido real é beber e tragar o sentido real! Não
tenho pena, mas entendo.
Daqueles que se entopem com a maconha, aspirando sua fumaça mesmo
contrariando as leis ortodoxas do país e se vendo na linha cruzada do tráfico e
a repressão, queimando seus neurônios e necrosando seus pulmões. Não preciso
concordar, mas eu entendo.
Daqueles que cheiram cola
nas ruas para ficar loucos, esquecer o frio e a fome, ou só por diversão
momentânea. Roubam para alimentar o vício. Sem perspectiva de vida. Não sei
quais são os culpados, mas eu entendo.
Daqueles que criam qualquer vício, do pó ao álcool, passando por
qualquer cogumelo atômico que faça se perder a cabeça.
Não preciso perdoar ou dar benção, mas entendo.
São as fugas. As
fugas das fugas. Fuga da verdade.
Da realidade que por si só parece ilógica e
massacrante.
A fuga de saber que precisa de fuga.
A fuga de tudo que pode te
machucar sem saber como retaliar.
Sempre a fuga da realidade. O ópio teve diversos filhos, uns abençoados outros bastardos.
Uma forma de se
alienar de tudo que conhece como mundo. Uma forma de fugir dentro de si. Onde
possa escapar sem ser visto. Mas o efeito passa e a realidade retorna com sua
botina sobre o pescoço.
E esse é o ciclo interminável, de fuga e arrebate da realidade.
Correr indeterminadamente atrás das fantasias e sonhos acordados, até ser
encontrado (e levado de volta a realidade)...
Enquanto isso, a própria
realidade que aprisiona vai se desabando e se tornando mais insustentável. Não
fuga até que chega a mãe de todas as fugas, e ai, é simplesmente o fim. Não
posso compactuar, mas entendo. Se conseguisse me convencer de que sinto prazer nessas fugas, e se conseguisse realmente fugir totalmente, entenderia mais.
De todos os males e todos os pecados, eu entendo.
De todos os males e todos os pecados, eu entendo.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Pequenas (R)Evoluções
Há pequenas evoluções ocorrendo. Revoluções silenciosas e nada
pacificas.
O que era velho está dando lugar ao novo.
Os conceitos antigos estão sendo superados.
Medos milenares sendo debatidos
abertamente. Ainda que de forma imperfeita e relutante, estamos evoluindo.
As pequenas mordomias e a troca de
benefícios da empresa já não suficientes para suportar a vida como ela é. Autômata.
Sistemática. Não dá para engolir os desaforos calados, engolindo a pinga
durante a noite.
Hoje é preciso pensar sobre seu lugar no
mundo e em todas as diferenças que existem que interdependem da sua existência. As pequenas emoções estão aumentando.
Não
se faz mais chacotas dos mais fracos impunemente, pois em tudo há olhos.
Não adianta pedir desculpas, pois o sentimento está à flor da
pele. A toda transgressão sentida, a uma voz para gritar.
Todas as paredes têm ouvidos. Estamos sendo observados passa a
passo. Escoltados para fora de uma realidade que foi delimitada há muito tempo
atrás. Estamos mudando, além do que achamos que é bem ou mal.
Adaptando-nos as diferenças
que coexistem. Tentando entender as regras do caos que nos envolve. Estamos
evoluindo a maneira que tem que ser. Na dor, dificuldade e sendo selecionados
por uma arbitrariedade maior que nossas vontades e impulsos em querer existir nesse espaço/tempo em eterno conflito.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
A Pedra Que Não Ama
Há pedras mais altruístas que certas
pessoas. Icebergs mais amorosos... Mas a vida é injustiça por si
só.
Vai te fazer desejar o impossível,
como a cobra que olha para o céu, indagando quando poderá voar.
Os planos serão todos esquecidos.
O amor vai morrendo aos poucos. Existe
tanto sentimento dentro de uma certa pedra, menos o amor. Existe a dor
irreparável e uma mania clássica de masoquismo.
Mas o amor, não se encontra mais nela.
A pedra que parecia impenetrável é oca.
Oca, corroída e corrompida.
Oca, corroída e corrompida.
Por anos foi se ruindo. A pedra
que poderia ser viva é apenas uma imagem imaculada e irreal.
A pedra não existe. Toda a sua
composição sólida e átomos que a formam é irreal. A pedra
está morta. A pedra nunca existiu a partir de hoje. Criando um
loop no espaço tempo ela se destrói antes mesmo de se criar.
Não há amor dentro da pedra. Não há
compaixão. Há apenas o vazio e o silêncio. A dor que persiste mais
do que a água que a fura quando bate nela por décadas.
O sentimento que vive dentro da pedra é
apenas o pior possível. A pedra está morta, mas continua ali,
imóvel e pensando em deixar de ser. Pedra essa que pensou em ser
rocha. Ser igual a outras pedras que rolam por ai.
Não há mais nada ali. Não há pedra
e nem amor. Não há nada que fique de bom, além dos resíduos. Hoje
a pedra inveja até os icebergs, que gélidos e inertes parecem ter
mais amor ao mundo do que ela.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Errare Est Bizarro
Queria poder pedir desculpas por ser quem eu sou. Meus fracassos, meus erros e manias.
Queria ter o dom de ser menos humano, pois se errar é humano, sou "sobre-humano".
A síntese do " super homem" de Nietzsche ao avesso no belo estilo "Bizarro".
Gostaria de ser menos humano por dentro e mais por fora, assim demonstraria mais os gestos e feições tão comuns a nossa espécie.
Por dentro seria mais frio e distante como a longínqua Finlândia.
Queria errar menos e ser mais exato. Parecer mais certo e menos bizarro.
Estar mais contente do que aloprado. Menos loucura e mais realidade. Me resignar na criticidade dos fatos que me envolvem sem precisar engolir as "pílulas de felicidade diárias".
Queria pelo menos me perdoar. Me desculpar por não ser a pessoa que eu queria ser.
Por todos os meus planos falhos e projetos que deram errado. Queria me perdoar por todas as minhas falhas, preconceitos e erros contínuos que ciclicamente cometo. Acima de tudo queria ser menos humano e mais pessoa.
Queria ter o dom de ser menos humano, pois se errar é humano, sou "sobre-humano".
A síntese do " super homem" de Nietzsche ao avesso no belo estilo "Bizarro".
Gostaria de ser menos humano por dentro e mais por fora, assim demonstraria mais os gestos e feições tão comuns a nossa espécie.
Por dentro seria mais frio e distante como a longínqua Finlândia.
Queria errar menos e ser mais exato. Parecer mais certo e menos bizarro.
Estar mais contente do que aloprado. Menos loucura e mais realidade. Me resignar na criticidade dos fatos que me envolvem sem precisar engolir as "pílulas de felicidade diárias".
Queria pelo menos me perdoar. Me desculpar por não ser a pessoa que eu queria ser.
Por todos os meus planos falhos e projetos que deram errado. Queria me perdoar por todas as minhas falhas, preconceitos e erros contínuos que ciclicamente cometo. Acima de tudo queria ser menos humano e mais pessoa.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Overman
O peso da carne sobre os ossos é exaustivo. Tudo cansa. Viver cansa. A
existência cansa. Tudo é caro. Viver é caro. Acordar custa caro. Morrer custa
caro. Porque prossegue? Querer uma vida menos vazia e mais cheia de nada?
Inútil viver demagógico.
Não tem como sentir inveja de pessoas que rompem o cotidiano com
seu desafio incansável diário. Desafiando a lógica absurda que contempla nossas
vidas. Acordam, tomam seus cafés, se arrumam e vão desafiar a distância que
separa seu martírio e seu berço, refutando o espaço/tempo que tanto desafiou
Einstein.
No correr do relógio, o açoite moral do encarregado é carregado de
valor moral e incisivo. Não há tempo a perder para chegar até onde se passarão
horas entre fazer aquilo que precisa e que não necessariamente gosta, mas que
deve ser feito para sobreviver. Heróis anônimos de uma vida que não aparenta
suas glórias.
Há uma admiração enorme por aqueles que vencem a si próprios, ao cansaço
que carregam ao corpo estupefato e a mente fadigada diariamente aos desafios
que a vida impõe. Alegram-se em uma vez por ano gozarem suas férias. Pequenos
“mimos” reconhecidos com revoluções que sacrificaram milhares ou talvez
milhões.
Enganar-se é uma necessidade ou uma tática de sobrevivência. Viver é
para poucos, talvez até seja raro. Não tem como não admirar aqueles que vencem
sem saber.
Vencem sem perceber, ou talvez saibam, mas que o prêmio diário perdeu-se
em importância em nome de um resquício de orgulho. Talvez fique talhada no
subconsciente a vitória no final do dia, ou é só o cansaço que vence no final.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Desumanização Espacial Sensorial
As pessoas esquecem-se do conceito de ser humano.
Desumanizados, desde a hora que acordam até a hora que dormem.Carregados como carga, é difícil entender o conceito de
dignidade.
O espaço é disputado como se não houvesse física que proíba a coexistência
dos corpos ocuparem o mesmo espaço.
Desde o salário e a forma em que vive é subjugado.
O mínimo que se precisa para se garantir seus direitos sociais é negado. Como
animais, pessoas recorrem a atitudes extremas.
Perde-se o conceito quando se espera por horas para ser
atendido na fila de hospitais, mesmo possuindo convênio médico. O conceito de
humanidade é desumanizado. A realidade se torna absurda.
A sociedade é
dissecada até se tornar individual.
O que seria uma comunidade no qual se vive,
acaba se tornando uma selva de pedra, onde a evolução de milhares de anos é
trocada por cenas dignas do Discovery Channel. Vale mais para cada um e a
sociedade que se imploda! Alguns seres humanos existem...
Mas na marginalização de quem não vive em sociedade, também
há a punição. Pede-se para viver em sociedade, em desarmonia e indiferença
mútua sem poder sair desse ciclo vicioso e lunático. Nesse oximoro que é a
nossa realidade, o que resta a quem não conhece o que é “ser” um ser humano nem
mesmo a definição no dicionário?
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