Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Ópio do Povo.
Sou fã de futebol, grito pelo meu time, torço pelo gol...mas não consigo mais me negar a ver tanta inversão de valores, manipulação de empresários e de interesses próprios. A seleção que reflete um sentimento patriótico raro, é gerida por um órgão que poucos sabem como funciona e a quem responde. Gritamos gol e quebramos patrimônio publico quando nosso time perde, enquanto somos manipulados paulatinamente pela TV e revistas. Até parecemos omissos, ou só sentimos urgência em agir em assuntos fúteis como futebol ou carnaval.
O que deveria ser um hobby, acaba sendo uma válvula de escape de nossa incapacidade de resolver problemas que postergamos ou fingimos não ver. Problemas sociais e políticos são varridos para debaixo do tapete.
O ópio do povo nunca foi tão ópio quanto agora. Nosso individualismo não permite união a não ser para gritar gooool!
Nossa indignação é pelo salário do jogador, e não de deputados que não exercem sua função e utilizam dinheiro público para suas negociatas. Nos revoltamos com futilidades e assuntos genéricos, e o social que deveríamos nos preocupar, é subjugado e atribuído a agentes ocultos a culpa negligenciável.
Temos o time de coração, a paixão, a raça e a habilidade, mas não devemos deixar que sejam o principal de uma população. Não podemos ser apenas o país de “Samba, carnaval e futebol”.
O pão e circo, ficou refinado...agora são brioches e o circo é de Soleil!Não podemos nos ater a sermos ufanistas e devemos nos concentrar em problemas que deveriam gerar revolta tanto quanto um time cai para a segunda divisão!
Beleza Sentida.
Há beleza que é sentida, beleza que pode ser imaginada, enaltecida, vislumbrada ao horizonte, amada de forma platônica. Mas a beleza nada é mais do que um consenso social, quase uma imposição de valores: do que é bonito ou feio; bom ou ruim; certo ou errado.
Quem diz primeiramente que determinada pessoa é bonita? Antes mesmo de formamos uma opinião, carregamos conosco toda uma carga de conceitos desde crianças, imagens idealizadas de uma minoria que imagina aquilo que lhes parece ser o agradável. O hedonismo é embalado e vendido em cartazes, pôster e comerciais de TV.
Não é questão apenas de consumo e valor econômico, vender cremes e formas impossíveis para todas as pessoas. É a glorificação do ego, celebração máxima do reflexo de Dionísio para que todos possam enaltecer aquilo que é pré-definido como belo. Adônis se sentiria feio em meio a tamanha pressão sobre sua beleza.
Há padrões de beleza para diversos grupos étnicos e sociais. Há países que enaltecem mulheres acima do peso, como simbologia de saúde e fartura, assim como há culturas que enaltecem mulheres alvas com seios fartos...
Os diversos tipos de beleza são demonstrados a quem quer olhar, e a verdadeira beleza pode estar perto de nós sem mesmo sabermos, e não enxergaremos, por imposição daqueles que julgam algo bonito ou feio, insegurança por assumir uma beleza que não esteja em conformidade com a maioria, ou por se sentir se “marginalizando” por achar o belo, algo “feio”!
Além da superficialidade da pele, dos traços que cativam, também existe a beleza que poucos demonstram por medo de retaliação, de qualquer tipo de inveja frustrada. A maior beleza é aquela que poucos conseguem enxergar a olho nu a primeira vista, e essa beleza é a que perdura por mais tempo que a beleza que enxergamos sobre a pele, olhos e lindos cabelos.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Despertar da Consciência "_EU_"
Maior que a pergunta: "Porque estamos aqui?" "Deus Existe, e se existe, existe o capeta?". Maior que a necessidade de apenas querer saber, ou de se vangloriar com a resposta, é a sensação de certeza. Sem fantasias ou crendices, apenas a certeza verdadeira daquilo que sempre procurou. Não é a existência de Deus ou do Capeta, e sim a existência da consciência.
O porquê de ser consciente da própria consciência. Ver e vivenciar os erros como um protagonista que não consegue mudar o desfecho da história como em um RPG. Saber de sua própria existência, vivendo-a e esperando pelo desfecho final. Conviver com as dúvidas e o seu ponto de vista defectivo e simplório sobre a concepção do que é a realidade e do que tens sentindo sobre a pele e seus sentidos.
O porquê da consciência? Qual o motivo a faz existir e moldar a sua personalidade em algo que se consegue definir como pessoa? O momento da percepção, no fatídico momento em que se percebe como pessoa inserida em um contexto social. Os fatos, acontecimentos que se relacionam com você e sem você. Amizades, amores, vidas cruzadas, momentos de meditação... Qual o propósito de se perceber sobre tudo que se acarreta sobre sua pessoa?
Os limites da consciência se esbarram nas limitações humanas e suas percepções. A realidade que vivemos e que nos acaba moldando, pode também ser moldada. A perspectiva que temos provindas de nossos sentidos podem criar uma realidade diferente a nossa capacidade cognitiva. A forma com que pensamos, com que vivemos e como tomamos nossas ações podem ser moldadas tanto pelo nosso consciente quanto pelo subconsciente.
Mas e o que faz nossa percepção esbarrar em nossa identidade criada, nosso conhecimento adquirido e por fim, a consciência que percebemos tomar forma e tomar posse de nossas ações? Qual o objetivo do saber de sua própria existência?
Essa distinção talvez seja a mais importante dentre os animais, e ainda sim, o termo "ser racional" não seja completamente eficaz sem se perceber como individuo inserido em um meio, uma realidade e qual papel exerce em tal meio e que diferenciação ou propósito aguarda a sua percepção existencial.
Há diferença entre as pessoas inteligentíssimas com as que se perguntam em algum momento sobre o despertar de seu ponto de vista. Pessoas cultas, mas que não se aprofundam em seu próprio ser, em busca de conhecimentos, se rendendo a facilidades e crendices milenares pré-formatadas a sociedade, talvez seja o primordial motivo da evolução de certos tipos de dogmas.
A comodidade de não querer saber a verdadeira resposta que pouquíssimos procuram, sejam por medo de se perceber quem realmente são ou por medo da desilusão do que encontrarão como objetivo de sua consciência e existência. Porque "eu" sou "eu"?
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Máscaras e Fantasias.
Há um baile de máscaras, um baile que celebra a fantasia,
como o carnaval de Viena de outrora.
As máscaras contemporâneas são aquelas que colocamos, para que as outras pessoas mascaradas se sintam mais a vontade perto de suas mentiras.
Nos tornamos parte de um todo. Um todo fantasioso e mascarado. A hipocrisia é escondida atrás de máscara e a fantasia das mentiras inventadas para nos tornamos inspirados em seguir adiante no ciclo de penúria.
Acreditamos em fantasias de ganhar na loteria acumulada, achar a pessoa perfeita ou acreditar em seres mágicos invisíveis. Acreditamos em tudo aquilo que faz com que nosso cérebro trabalhe com o “aceitável”, uma razão, a racionalidade humana na caótica existência irracional. Somos especiais e mágicos, somos muito mais que macacos, mas precisamos esconder quem realmente somos para agradar a outrem ou se adequar a um meio hostil.
Devemos engolir a droga que ameniza a dor, devemos acreditar nas melhores mentiras imaginadas, em livros de regras que possuem mais de 3 mil anos, precisamos nos inspirar em tudo que já foi copiado. E colocar as máscaras, sorrir para a foto, sorrir para a chefia e ordenhar a vaca para o leite de amanhã. É preciso seguir tudo que já foi feito, obedecer às regras e dormir calado, fantasiando além dos sonhos sobre tudo que poderia ser possível. Um baile de máscaras eterno!
As máscaras contemporâneas são aquelas que colocamos, para que as outras pessoas mascaradas se sintam mais a vontade perto de suas mentiras.
Nos tornamos parte de um todo. Um todo fantasioso e mascarado. A hipocrisia é escondida atrás de máscara e a fantasia das mentiras inventadas para nos tornamos inspirados em seguir adiante no ciclo de penúria.
Acreditamos em fantasias de ganhar na loteria acumulada, achar a pessoa perfeita ou acreditar em seres mágicos invisíveis. Acreditamos em tudo aquilo que faz com que nosso cérebro trabalhe com o “aceitável”, uma razão, a racionalidade humana na caótica existência irracional. Somos especiais e mágicos, somos muito mais que macacos, mas precisamos esconder quem realmente somos para agradar a outrem ou se adequar a um meio hostil.
Devemos engolir a droga que ameniza a dor, devemos acreditar nas melhores mentiras imaginadas, em livros de regras que possuem mais de 3 mil anos, precisamos nos inspirar em tudo que já foi copiado. E colocar as máscaras, sorrir para a foto, sorrir para a chefia e ordenhar a vaca para o leite de amanhã. É preciso seguir tudo que já foi feito, obedecer às regras e dormir calado, fantasiando além dos sonhos sobre tudo que poderia ser possível. Um baile de máscaras eterno!
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Carrocracia.
O estereótipo que envolve nosso cotidiano é o do consumista. A ideologia que cerca nosso mundo é a do dinheiro. Quem tem mais dinheiro, é mais importante, uma pessoa melhor e que fez por merecer todos esses valores, abençoado por Deus. (pensamente muito simplista do paradoxo mundo voraz que vivemos)
O que nos é dado para consumir, consumimos. Reclamamos, xingamos, batemos o pé, mas acatamos como marionetes. Lacaios sem vontade própria, mas com estilo! O importante é ter aquele carro do ano. O modelo de desenvolvimento industrial se apoia atualmente na venda de carros. A “carrocracia” é o que domina as ruas e as mentes de milhões de adultos.
Financiar um carro, ter conforto e independência, um pouco de status e não é que o mundo te olha com outros olhos? Um carro novo, moderno atrai atenção das pessoas fúteis como as flores atraem abelhas. Como fezes atraem moscas; O conforto e individualismo é vendido em ritmo alucinante, pois é a base da nosso mercado consumidor.
Manter as vendas altas, sem se ater com “tudo que chega ao ápice, decresce...”, ignorando todos os ciclos que o mercantilismo/capitalismo teve durante sua história, e principalmente, ignorar o absurdo de que é encher as ruas de carro que não suportam essa demanda. Mas se investissem em transporte público será que seria melhor? - Mas como investir em algo que decairia o propósito maior do governo? O planejamento é feito por especialistas não muito especiais.
A revista Forbes ridicularizou o preço dos carros vendidos no Brasil, dizendo que se paga até quatro vezes mais pelo modelo “básico” de lá nos EUA. Isso com queda de IPI, incentivo fiscais e tudo mais...tirando todo o lucro das fábricas/revendedoras, tirando o montante que o governo leva, e ainda o lucro surreal do financiamento dos bancos (quem compra carro a vista?), sobraria talvez, um carro barato.
Infelizmente, um indivíduo é inteligente, mas um montante deles é apenas um rebanho. Vai fazer barulho, reclamar e por final acatar. Vai comprar o carro bonitinho independente do preço que esteja, e vai trabalhar indefinidamente para pagar essa pendência. Tudo em nome do conforto e luxo. Lindo!
Escravidão está fora de moda!
A escravidão acabou não pelo apelo emocionado de abolicionistas, tampouco por acharem desumano o tratamento dado aos negros escravizados. Foi uma mudança ideológica que tinha por meta gerar mais riqueza e ostentar a ascensão de um império baseado nos primeiros passos da revolução industrial. Não foi ato de boa-vontade e não teve nenhum romantismo!
Queriam trabalhadores remunerados, um gasto seria empregado para pagar esses homens e ainda sim, seria criado um mercado amplo de compra e venda. Teriam milhares de pessoas com pouco dinheiro, trabalhando e gerando renda para impulsionar esse mercado. Criasse então um "funil" onde sairia pouco, e entraria muito! A concepção de lucro do mercantilismo atual era débil perante a essa nova onda que seria tomada em escala global.
Era necessário modificar a linha de produção artesanal e colocá-la em série. Fabricar em larga escala e montar turnos de 12 a 16 horas de trabalho. O alimento seria distribuído pela indústria e teria seu preço tabelado. As pequenas fazendas se tornariam parte de uma grande empresa. As terras seriam parte de um grande latifúndio. Os trabalhadores teriam ate nome próprio generalizado, "proletário”... Aquele que se reproduz. Uma classe inferior que está a serviço do consumo e do trabalho pesado.
Nasce e morre para trabalhar em algo, criar filhos e comprar bens bonitos e modernos. Eis a grande razão existencial para muitos. Nos fins-de-semana, festas, e algum tipo de droga legalizada (como álcool e cigarro) para confortar o peso do ciclo existencial sem fim. Sexo e reprodução para manter as linhas de produção e prestação de serviços menores. Futilidades na TV e manipulação nos jornais para alienar e adestrar a quem quiser ser adestrado. Praticar algum esporte, talvez, para impulsionar a produção de substâncias como a endorfina ou ter uma melhor recaptação da serotonina, para se sentir melhor na realidade que enxerga.
Rezar por algo melhor e escolher entre diversas religiões aquela que mais se adéqua a seu perfil, ajuda na aceitação de certos desígnios e regras. Se posicionar politicamente sobre a gestão do governo vigente como se realmente soubesse o que esta havendo e soubesse o que fazer para mudar tal cenário, mas a maioria grita um grito silencioso que só ecoa nas cabeças ocas. Em pequenos passos, vivemos nosso simplório complexo cotidiano.
Basta desconfiar quando sentir que a esmola é demais! Escravidão é um termo forte, ultrapassado e de método violento. Melhor é, controlar as idéias e dar “sugestões” as hordas. O final é mais feliz!
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Cotando as Cotas Sociais.
É um pequeno passo para
diminuir as desigualdades. Não existe isonomia real no Brasil. É querer torcer
por algo virtual e utópico. A desigualdade social vinha se acentuando apesar de
uma sentida elevação das classes menos favorecidas. Ainda sim, a desigualdade
social e a concentração de renda se tornaram algo cultural no país, e a ideia
de ascensão social é visto com certo temor pelas classes “dominantes”. A
inclusão de cotas sociais, não muda ou diminui muito essa situação drástica,
mas ajuda.
A própria lei que diz que: “- acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;”. E esse conceito de lei é o mesmo que esbarra no quais todos deveram ter “padrões mínimos de qualidade de ensino definido como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem”. Mas como?
A própria lei que diz que: “- acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;”. E esse conceito de lei é o mesmo que esbarra no quais todos deveram ter “padrões mínimos de qualidade de ensino definido como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem”. Mas como?
Existe um abismo social que se aprofunda
cada vez mais por jogos ideológicos, maquinações arbitrárias, ou no popular:
“Quem tem dinheiro é quem manda!”. A diferença é marcada e aprofundada, não
existe isonomia na educação de base e agora querem cobrar isonomia no ensino
superior!
Me estranha aquelas famílias que mantém o jovem desde o berço em escolas particulares, ensino médio particular (porque o Estado não prove ao ensino uma estrutura de qualidade) e quando chegam ao ensino superior, querem o gratuito? Para quem já estudou em faculdade pública sabe que quase não há recursos, há brigas internas/políticas entre professores e grêmios estudantis, e ainda sim é “menina dos olhos” da elite brasileira.
Enquanto há inversão de papéis, onde aquele que não teve opção a não ser estudar no estado em sua educação básica, se vê pagando ensino superior particular, onde essas mesmas faculdades encontram isenções fiscais para operar no campo de ensino, e dizem em seu regimento geral como “uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos”. Ora, claro que são! OH! Enquanto perdurar essa situação, o conceito de acesso ao ensino superior de forma justa continuara deturpado!
A inclusão de cotas sócias em faculdades federais não cura mazelas, apenas remedia um mal que se encontra na raiz. Assim como o prouni, que atinge as faculdades particulares, é apenas um artifício, que pode se dizer “menos mal” do que se perdurava a décadas!
É triste ver um país rico, com uma ascensão acentuada, se vê com tamanhos problemas sociais e certas “travas ideológico-sociais”, que beneficiam poucos. Ensino superior gratuito deveria ser direito de todos e é visto quase como uma “dádiva” para quem passa nos vestibulares.
Sem falar nos vestibulares, que são máquinas de decoreba, que fazem milhares de estudantes gastarem horrores em cursos preparatórios, ajuda a perdurar essa “seleção justa” que tantos comentam e beneficia aqueles que PODEM e TEM dinheiro para tal. O esforço é grande, a inspiração ajuda... Mas as fontes que certas pessoas bebem são bem mais ricas de informação que de outras. E onde mora a isonomia? Onde seu direito acaba e outro começa?
Me estranha aquelas famílias que mantém o jovem desde o berço em escolas particulares, ensino médio particular (porque o Estado não prove ao ensino uma estrutura de qualidade) e quando chegam ao ensino superior, querem o gratuito? Para quem já estudou em faculdade pública sabe que quase não há recursos, há brigas internas/políticas entre professores e grêmios estudantis, e ainda sim é “menina dos olhos” da elite brasileira.
Enquanto há inversão de papéis, onde aquele que não teve opção a não ser estudar no estado em sua educação básica, se vê pagando ensino superior particular, onde essas mesmas faculdades encontram isenções fiscais para operar no campo de ensino, e dizem em seu regimento geral como “uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos”. Ora, claro que são! OH! Enquanto perdurar essa situação, o conceito de acesso ao ensino superior de forma justa continuara deturpado!
A inclusão de cotas sócias em faculdades federais não cura mazelas, apenas remedia um mal que se encontra na raiz. Assim como o prouni, que atinge as faculdades particulares, é apenas um artifício, que pode se dizer “menos mal” do que se perdurava a décadas!
É triste ver um país rico, com uma ascensão acentuada, se vê com tamanhos problemas sociais e certas “travas ideológico-sociais”, que beneficiam poucos. Ensino superior gratuito deveria ser direito de todos e é visto quase como uma “dádiva” para quem passa nos vestibulares.
Sem falar nos vestibulares, que são máquinas de decoreba, que fazem milhares de estudantes gastarem horrores em cursos preparatórios, ajuda a perdurar essa “seleção justa” que tantos comentam e beneficia aqueles que PODEM e TEM dinheiro para tal. O esforço é grande, a inspiração ajuda... Mas as fontes que certas pessoas bebem são bem mais ricas de informação que de outras. E onde mora a isonomia? Onde seu direito acaba e outro começa?
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Os Jogos da Fome.
Não sou fã de olimpíadas. Não me demoro nem mesmo 5 segundos que seja para ver qualquer competição que não seja futebol masculino e quiça, as vezes, ver um pouco de basquete. Não estou seguindo e nem me importo de seguir as olimpíadas e o quadro de medalhas,
Mas acho estranho cobrarem dos atletas olímpicos algo! Eles estão lá contrariando o subdesenvolvimento clássico brasileiro, onde só esporte de massa tem incentivo. Vivem sei lá eu como, conseguem patrocínios escassos e ínfimos comparados a nações que vislumbram de forma séria a competição.
Aqueles que não possuem uma estrutura familiar com recursos financeiros que permitam ser um atleta de ponta, sofrem em ter que treinar/trabalhar/estudar, tentando conciliar tudo e mais um pouco, e as vezes sendo chefe de família. Patrocínio aparece quando você se destaca (e muito) sendo um atleta de ponta! Suplementação, alimentação acompanhada por nutricionistas, recuperação física acompanhada por fisiologistas com equipamentos de ponta só nos sonhos!
No Brasil terá olimpíadas. Somos umas das nações mais ricas do mundo ( e esse dado vem a mais de 20 anos), mas aparentemente essa riqueza não é uma riqueza da nação e sim de alguns brasileiros. O poder de compra aumentou, assim como a bolha de impostos, e a dúvida de que será feito para as próximas olimpíadas. Obras emergências, com isenção de edital, superfaturadas, em nomes de laranjas...como sempre acontece! É assim que a politica trata seus negócios, e quando precisar evoluir os serviços públicos, o fará apenas para proveito próprio e ainda supervalorizando seu feito que deveria ser por obrigação.
A saúde é tercerizada, para não dar gastos excessivos a saúde pública, que se encontra sucateada e jogada as traças mantida com o mínimo para sua existência, da mesma forma segue a educação que privilegia os mais abastados nas faculdades públicas e os mais “desprovidos” pagam curso onde faculdades obtêm lucros sobre a estigma de serem “sem fins lucrativos” para não pagarem impostos.
O esporte que deveria ser um canal para educação e saúde, é delegado, sofre da mesma forma, e nem mesmo tem um tratamento digno ou uma politica clara que favoreça alguém a praticar esporte. O problema não é apenas social ou politico...é ideológico. Quando cada empresário, politico ou cidadão pensar em se dar bem, independente de como seja, continuaremos tropeçando como sociedade, e reféns de politica de quarto mundo, que almeja ser emergente.
Produz muito dinheiro, mas não produz um índice de desenvolvimento humano adequado com seus anseios.
Mas acho estranho cobrarem dos atletas olímpicos algo! Eles estão lá contrariando o subdesenvolvimento clássico brasileiro, onde só esporte de massa tem incentivo. Vivem sei lá eu como, conseguem patrocínios escassos e ínfimos comparados a nações que vislumbram de forma séria a competição.
Aqueles que não possuem uma estrutura familiar com recursos financeiros que permitam ser um atleta de ponta, sofrem em ter que treinar/trabalhar/estudar, tentando conciliar tudo e mais um pouco, e as vezes sendo chefe de família. Patrocínio aparece quando você se destaca (e muito) sendo um atleta de ponta! Suplementação, alimentação acompanhada por nutricionistas, recuperação física acompanhada por fisiologistas com equipamentos de ponta só nos sonhos!
No Brasil terá olimpíadas. Somos umas das nações mais ricas do mundo ( e esse dado vem a mais de 20 anos), mas aparentemente essa riqueza não é uma riqueza da nação e sim de alguns brasileiros. O poder de compra aumentou, assim como a bolha de impostos, e a dúvida de que será feito para as próximas olimpíadas. Obras emergências, com isenção de edital, superfaturadas, em nomes de laranjas...como sempre acontece! É assim que a politica trata seus negócios, e quando precisar evoluir os serviços públicos, o fará apenas para proveito próprio e ainda supervalorizando seu feito que deveria ser por obrigação.
A saúde é tercerizada, para não dar gastos excessivos a saúde pública, que se encontra sucateada e jogada as traças mantida com o mínimo para sua existência, da mesma forma segue a educação que privilegia os mais abastados nas faculdades públicas e os mais “desprovidos” pagam curso onde faculdades obtêm lucros sobre a estigma de serem “sem fins lucrativos” para não pagarem impostos.
O esporte que deveria ser um canal para educação e saúde, é delegado, sofre da mesma forma, e nem mesmo tem um tratamento digno ou uma politica clara que favoreça alguém a praticar esporte. O problema não é apenas social ou politico...é ideológico. Quando cada empresário, politico ou cidadão pensar em se dar bem, independente de como seja, continuaremos tropeçando como sociedade, e reféns de politica de quarto mundo, que almeja ser emergente.
Produz muito dinheiro, mas não produz um índice de desenvolvimento humano adequado com seus anseios.
domingo, 29 de julho de 2012
Contagem Regressiva.
Bebo quando tenho sede;
Como quando tenho fome;
Durmo quando tenho sono;
Parece afirmações óbvias que vão perdendo a sua redundância com o passar das gerações. Existem ritos mais fortes que as vontades, necessidades mais urgentes que as básicas. Um sentido todo especial que ninguém sabe ao certo.
Ainda há tempo de se questionar e perguntar "porque?", "como", "onde"...mas o comodismo pode dizer mais alto. Para que questionar se a dúvida corrói? Porque se interessar se a ignorância é satisfatória?
Já se torna natural amar, mas sem poder confiar.
Na mente tens uma contagem regressiva, contando os dias para o big bang. É preciso estar dopado ou morrer para acordar como um zumbi pós-moderno caminhando em uma selva ilógica de concreto e aço.
Os dias são e soam como dúvidas e agora o que fazer com os sonhos?
É o vazio que mais perturba nessa vida superficial, cheio de pessoas superficiais, onde a lógica simula um raciocínio que contente a alma.
As vezes as perguntas não são suficientes e as resposta nunca aparecem, pois sempre se encontra uma dúvida persistente, razões fora da razão. Paradoxo vitalício em que somos imersos quando saímos das trevas para a luz.
Como quando tenho fome;
Durmo quando tenho sono;
Parece afirmações óbvias que vão perdendo a sua redundância com o passar das gerações. Existem ritos mais fortes que as vontades, necessidades mais urgentes que as básicas. Um sentido todo especial que ninguém sabe ao certo.
Ainda há tempo de se questionar e perguntar "porque?", "como", "onde"...mas o comodismo pode dizer mais alto. Para que questionar se a dúvida corrói? Porque se interessar se a ignorância é satisfatória?
Já se torna natural amar, mas sem poder confiar.
Na mente tens uma contagem regressiva, contando os dias para o big bang. É preciso estar dopado ou morrer para acordar como um zumbi pós-moderno caminhando em uma selva ilógica de concreto e aço.
Os dias são e soam como dúvidas e agora o que fazer com os sonhos?
É o vazio que mais perturba nessa vida superficial, cheio de pessoas superficiais, onde a lógica simula um raciocínio que contente a alma.
As vezes as perguntas não são suficientes e as resposta nunca aparecem, pois sempre se encontra uma dúvida persistente, razões fora da razão. Paradoxo vitalício em que somos imersos quando saímos das trevas para a luz.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Os Últimos Dias.
Como deve se sentir sabendo que são seus últimos dias? Tem gente que teme a morte como se fosse algo terrível! Fora as crendices milenares pouco se sabe da vida após morte, mas o que intriga é esse medo exacerbado da mortalidade e esse apego ao prazeres físicos. Independente de pensar em morte, como uma pessoa viveria seus últimos dias se soubesse do fato vindouro?
Alguns fariam o que nunca fizeram, aproveitariam cada dia como se fosse mesmo o último... mas o que não faz tal dia ser o ultimo? A certeza é apenas da incerteza. Os 100% de chance é que apenas há morte na vida. Mas porque se entrega um cotidiano maçante sem saber se esse será seu ultimo dia e não aproveitou da forma que imaginara? Como pode temer algo a ponto de suplantá-lo da mente, e imaginar que não acontecerá tão cedo? Cada dia pode ser ultimo, cada gole de água pode ser o último, cada minuto da ceia pode ser a última.
Só ligamos o aviso, de "viva a vida como se não houvesse amanhã" , quando se descobre que o amanhã não mais existe, e o fim do mundo se encontra no fim do mês. É difícil planejar um dia após o outro, e muitos não planejam nem mesmo a própria existência vivem como zumbis e se multiplicam como baratas. Copiam e colam o dia de hoje indefinidamente no futuro. Nunca estarão prontos para o apocalipse, pois o mesmo não está na agenda. Os 4 cavalheiros deverão agir com hora marcada.
O assaltante não atirará em seu crânio, pois não foi prevista a sua morte durante essa semana. O infarto será adiado até segunda ordem, e apesar de ser eternamente sedentário, nunca imaginou que algo desse tipo fosse ocorrer. O que faz diferença saber que hoje pode ser o último dia e se sabe disso, e por ventura, irá se aproveitar cada segundo, para quem não sabe que esses serão os últimos dias, e sua vida continua na monótona continuidade que se descontinuara a qualquer momento. Sem aviso, sem querer. Sem hesitar.
Alguns fariam o que nunca fizeram, aproveitariam cada dia como se fosse mesmo o último... mas o que não faz tal dia ser o ultimo? A certeza é apenas da incerteza. Os 100% de chance é que apenas há morte na vida. Mas porque se entrega um cotidiano maçante sem saber se esse será seu ultimo dia e não aproveitou da forma que imaginara? Como pode temer algo a ponto de suplantá-lo da mente, e imaginar que não acontecerá tão cedo? Cada dia pode ser ultimo, cada gole de água pode ser o último, cada minuto da ceia pode ser a última.
Só ligamos o aviso, de "viva a vida como se não houvesse amanhã" , quando se descobre que o amanhã não mais existe, e o fim do mundo se encontra no fim do mês. É difícil planejar um dia após o outro, e muitos não planejam nem mesmo a própria existência vivem como zumbis e se multiplicam como baratas. Copiam e colam o dia de hoje indefinidamente no futuro. Nunca estarão prontos para o apocalipse, pois o mesmo não está na agenda. Os 4 cavalheiros deverão agir com hora marcada.
O assaltante não atirará em seu crânio, pois não foi prevista a sua morte durante essa semana. O infarto será adiado até segunda ordem, e apesar de ser eternamente sedentário, nunca imaginou que algo desse tipo fosse ocorrer. O que faz diferença saber que hoje pode ser o último dia e se sabe disso, e por ventura, irá se aproveitar cada segundo, para quem não sabe que esses serão os últimos dias, e sua vida continua na monótona continuidade que se descontinuara a qualquer momento. Sem aviso, sem querer. Sem hesitar.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Para que Governo?
Quando penso em politica, imagino como deve ser um pensamento tipico "maquiavélico", além dos maniqueísmos inventados, para se parecer bom aos olhos de alguns, lutando sempre contra o mal, seja ele um pensamento ou algo personificado.
Quando o governo tende a favorecer uma pequena parte para depois distribuir as migalhas aos milhares, qual deve ser o proceder?
Não acredito no auto-governo, pois o egoísmo e individualismo esbarram na necessidade intrínseca de convívio em sociedade que a maioria da população é inter-dependente para assuntos básicos como educação, saúde e principalmente segurança pública. Infelizmente nenhuma sociedade, ou diria, a própria raça humana, chegou a um grau de respeito mútuo, convívio e evolução no qual possam ser independentes de um estado maior para administrar seus recurso, e até mesmo controlar cidadãos que não respeitam de forma alguma a vida alheia.
Otimistas diriam que é aceitável possuir segurança privada ou mesmo fazer a própria segurança, mas a maioria nunca nem mesmo teve algum tipo de combate físico ou atirou em alguém...então, como poderiam cuidar da própria segurança se nunca se prepararam para tal?
Mas existe um porém muito enfático: Do que adianta governo, se o mesmo não cuida de assuntos que o próprio institucionalizou em gestões anteriores, e que agora, tende a deixar em forma precária para que os seus contribuintes de forma passiva-ativa, se vejam na necessidade de pagar pelos mesmos serviços que eles custeiam por meio de pesados impostos.
Se o governo não administra com lisura e idoneidade o que eles mesmo exigem para tal, e que o próprio sistema que o governo criou para suprir e administrar, para que serve , O governo então? Temos que sonhar com utopias e ideologias sistemáticas teóricas?!
Quando o governo tende a favorecer uma pequena parte para depois distribuir as migalhas aos milhares, qual deve ser o proceder?
Não acredito no auto-governo, pois o egoísmo e individualismo esbarram na necessidade intrínseca de convívio em sociedade que a maioria da população é inter-dependente para assuntos básicos como educação, saúde e principalmente segurança pública. Infelizmente nenhuma sociedade, ou diria, a própria raça humana, chegou a um grau de respeito mútuo, convívio e evolução no qual possam ser independentes de um estado maior para administrar seus recurso, e até mesmo controlar cidadãos que não respeitam de forma alguma a vida alheia.
Otimistas diriam que é aceitável possuir segurança privada ou mesmo fazer a própria segurança, mas a maioria nunca nem mesmo teve algum tipo de combate físico ou atirou em alguém...então, como poderiam cuidar da própria segurança se nunca se prepararam para tal?
Mas existe um porém muito enfático: Do que adianta governo, se o mesmo não cuida de assuntos que o próprio institucionalizou em gestões anteriores, e que agora, tende a deixar em forma precária para que os seus contribuintes de forma passiva-ativa, se vejam na necessidade de pagar pelos mesmos serviços que eles custeiam por meio de pesados impostos.
Se o governo não administra com lisura e idoneidade o que eles mesmo exigem para tal, e que o próprio sistema que o governo criou para suprir e administrar, para que serve , O governo então? Temos que sonhar com utopias e ideologias sistemáticas teóricas?!
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