Entre o bem e o mal, vivemos separando as pessoas entre boas e más. Um maniqueísmo irreal na existência absurda. Não há diabo que não tenha algo de bom, e não tem santo que não tenha esqueleto no armário. Nem tudo pode ser completamente ruim.
Não há preto no branco. Só cinza. Em vários tons. Cinza-escuro, cinza-claro, cinza sei lá o que... Existem dezenas de tons de cinza, só para esclarecer (ou melhor, acinzentar) que tudo é um pouco ruim e bom. Todos têm seu lado ruim, mas alguns são bem piores do que o normal.
A sociedade é uma farsa, quando admite que o ser humano viva em nível subumano. Viva como indigente. E ainda há quem ateia fogo nessas pessoas. E ao se pensar sobre isso, pensasse:
”Os políticos são os verdadeiros representantes do povo”.
Povo alienado que vive em ignorância. Aos poucos que possuem enxergar uma claridade, permite-se olhar para um abismo de fascismo e ultra-egoísmo.
Povo que deixa gente morar na rua, não é uma sociedade... É só um aglomerado de animais.
Animais são mais dignos até. O ser humano só é humano quando sofre, sangra e chora.
Cada um só quer saber de si próprio. Matar e roubar só pra ter mais bens de consumo.
Ainda sim, há de ter esperança, que todo esse mal renda algo de bom. Esperamos que até as situações ruins pudessem trazer coisas boas.
Que o aprendizado venha com a experiência. A experiência em perder. Experiência em cair e ter que levantar cortado, arrebentado e fodido. Como se bastasse saber na vida o que é somente bom e ruim. Quem são as pessoas boas e ruins. Mas não há como, saber!
Como não há preto e branco, como o certo e errado. Está tudo um pouco errado, e quase nada certo. Está tudo cinza. Diversos tons de cinza.Todo os tons de cinza.
“Veja o sol dessa manhã tão cinza. A tempestade que chega é da cor dos seus olhos..”
Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Exemplo de Hipocrisia.
O que fazer com tanto sentimento reprimido? Se fosse uma
bolha, explodiria o quarteirão. Vejo-me como um exemplo. Um péssimo exemplo.
Sou refém da preguiça combinado com hipocrisia. Serei o
ultra-extremista radical de meus ideais (que ideais?). Serei um terrorista para
honrar a vontade superior (de quem?). Vou lutar até a morte para provar minha
ideologia (ou até mudar de ideia).
O cansaço precede o trabalho. A vontade se vai antes da ação.
O pensamento morre com todo o sentimento engasgado. Nessa tormenta de idéias,
não sobra nenhuma boa ou que se aproveite para bem comum (nem mesmo para bem próprio).
Que belo exemplo de hipocrisia, com todos os pensamentos enclausurados no corpo. Se pudesse explodir já havia explodido. Pouco se mantém dessas noções de mundo porque tudo parece ser uma merda. E a esperança de que vai tudo vai melhorar morreu! Sufocada.
O que resta nem é mais chorar. É fingir. Engolir todos os
prozacs e congêneres da indústria farmacêutica para cumprir meu papel de
consumidor feliz da indústria de bens. Trabalhar como bom membro do proletariado e
praguejar sempre o insolúvel e impossível da cultura popular e política social.
Constituir família, sem se perguntar em qualquer momento: "Por quê?"
Eu me Findo.
O sonho de morrer logo ficou no passado. Mas não estava esquecido. Tomar as pílulas que dão para domar o mal interior. Antes de dormir, era difícil imaginar o dia seguinte.
Para acordar era sempre um martírio. Todo santo dia, um martírio. (e como seria diferente?)
O peso do mundo na consciência, como se estivesse devendo algo a alguém, além de um senso de inutilidade social inevitável. Como afugentar essa angústia que não cansava em me cansar?
Não me canso de fazer perguntas retóricas que sem resposta acabam virando respostas óbvias. O quanto de ricina é preciso para matar a consciência? Se eu não pudesse matá-la, eu deveria sequestrá-la e colocá-la em um calabouço ou qualquer buraco que ninguém pudesse encontrá-la. A consciência estaria perdida e eu livre do seu peso sobre meu crânio.
Para poder me livrar dessa pressão interna craniana, eu escrevo. A cada dia que escrevo, escrevo para mim. Escrevo para alguém que talvez nem exista. Escrevo para que ninguém leia, mas escrevo. Escrevo para transmitir as aflições do maniqueísmo binário que são acobertadas pela hipocrisia que ninguém quer admitir. Os erros que querem esconder. Essa falsa ilusão e do eterno prazer. (Doce ilusão que vicia)
Essas ilusões da mente que intoxica, causa a dependência pelo irreal e o prazer. Prazer para fugirmos da realidade absurda e dos padrões alienantes que engolimos diariamente como tabletes enormes e indigestos. Precisamos mentir a nós mesmos para escapar do óbvio (e talvez o óbvio nos escape por pura ignorância).
Precisamos do hedonismo e das soluções imediatas, da amputação das fobias e do medo de sentir medo. O meu pior defeito é não me enganar tão fácil como outrora. Esquecer as coisas boas em detrimento as ruins. O defeito é não suportar mais o doce que me dá indícios de diabetes.
Não, não posso mais assistir a tudo e não me pronunciar. Mesmo que não me leiam, mesmo que minha ortografia ruim possa ferir os olhos treinados daquele que possa vir a me ler... Persisto nesse derrame de idéias.
Vomito minhas palavras sobre o branco do nada. E no último parágrafo, só por esse momento, eu me findo. Eu me findo. Eu me acabo. Tropeço-me nas palavras, mas acabo por dizer tudo que preciso por um dia. Como se morresse em paz. Jaz. Aqui. Me Findo.
Não me canso de fazer perguntas retóricas que sem resposta acabam virando respostas óbvias. O quanto de ricina é preciso para matar a consciência? Se eu não pudesse matá-la, eu deveria sequestrá-la e colocá-la em um calabouço ou qualquer buraco que ninguém pudesse encontrá-la. A consciência estaria perdida e eu livre do seu peso sobre meu crânio.
Para poder me livrar dessa pressão interna craniana, eu escrevo. A cada dia que escrevo, escrevo para mim. Escrevo para alguém que talvez nem exista. Escrevo para que ninguém leia, mas escrevo. Escrevo para transmitir as aflições do maniqueísmo binário que são acobertadas pela hipocrisia que ninguém quer admitir. Os erros que querem esconder. Essa falsa ilusão e do eterno prazer. (Doce ilusão que vicia)
Essas ilusões da mente que intoxica, causa a dependência pelo irreal e o prazer. Prazer para fugirmos da realidade absurda e dos padrões alienantes que engolimos diariamente como tabletes enormes e indigestos. Precisamos mentir a nós mesmos para escapar do óbvio (e talvez o óbvio nos escape por pura ignorância).
Precisamos do hedonismo e das soluções imediatas, da amputação das fobias e do medo de sentir medo. O meu pior defeito é não me enganar tão fácil como outrora. Esquecer as coisas boas em detrimento as ruins. O defeito é não suportar mais o doce que me dá indícios de diabetes.
Não, não posso mais assistir a tudo e não me pronunciar. Mesmo que não me leiam, mesmo que minha ortografia ruim possa ferir os olhos treinados daquele que possa vir a me ler... Persisto nesse derrame de idéias.
Vomito minhas palavras sobre o branco do nada. E no último parágrafo, só por esse momento, eu me findo. Eu me findo. Eu me acabo. Tropeço-me nas palavras, mas acabo por dizer tudo que preciso por um dia. Como se morresse em paz. Jaz. Aqui. Me Findo.
domingo, 7 de dezembro de 2014
Exagerado Ser Humano, Deveras Exagerado
O termo "ser humano" e suas características são exagerados.
São raras as pessoas existentes que correspondem à definição
que atribuíram a essa palavra.
Outra palavra usada erroneamente quando se
refere a pessoa é "animal
racional". Atribuir o termo "racional" a toda espécie humana é
um erro grotesco. Uma maioria avassaladora não pode ser acusada dessa forma pelas
atividades de uma minoria. Matamos as definições com nossas atitudes.
Queria acreditar na paz, mas os sons de tiros interrompem a
meditação.
Queria viver e me render ao amor, mas seria facilmente destruído
no mundo sem remorso.
Temos humanidade em termos genéricos e inteligência em forma cristalizada. O que falta é a prática em ser humano e lapidar esse cristal que encobrimos a inteligência.
Vi macacos mais bem relacionados que grupos dessa sociedade (falida sociedade). Orangotangos mais humanos que certos indivíduos. Mais amor em olhos de cachorros do que em reunião de família que se detesta.
A salvação que tanto se espera, é para nos livrar da tarefa mais difícil de humanização da raça que me recuso a chamar de humana. O epitáfio dessa sociedade é escrito com sangue e pus seco das feridas abertas pela marginalidade.
As palavras de dor saem de gargantas cortadas que em um grito inumano, revelam sua dor descomunal. Não há voz da indiferença. Não há forma na maldade. É o que somos e o que nos formamos. O ser racional e evoluído que toma para si a consciência da existência e a imagem da divindade. A costela do Adão. O Barro. O fogo de Hefesto. A luz de Hórus. Foi tudo uma sandice, um erro épico. Encontramos uma maneira de renegar a todos e agradecê-los com a destruição e caos.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Saudades de Mim
Sinto falta de minhas risadas e da rara felicidade
Sinto falta de minhas gargalhadas, de chegar a soluçar e ficar vermelho, mesmo sendo raridade.
Sinto falta de mim nos momentos mais agradáveis.
Nunca pensei que sentiria saudades de quem eu fui naqueles dias infindáveis.
Por onde andei? Quem eu fui? Não paro mais em mim. Fui me encontrar e não retornei.
Quero saber dos meus sonhos e não dos pesadelos no qual vivo e no que me tornei.
Queria ter uma alma isenta de sentimento.
Frio como um iceberg, sem ressentimento.
Mas o pouco sentimento que me restou,
Vem me engolindo pouco a pouco, devora o que ficou.
Digerindo-me. De dentro para fora.
Sobrou o remorso vivo.
Parece que o sofrimento é vivo e soa mais persuasivo.
Ainda que alguma voz me diga que tudo vai melhorar .
O que basta é fingir que ira mudar e por fim acreditar,
Enquanto isso basta saudade,
De pensar que no impossível absurdo,
havia um pouco de felicidade.
domingo, 30 de novembro de 2014
Imortal na Minha Boçalidade
Há alguns
anos sai da vagina de minha mãe. Seria fantástico se não fosse trágico. Fui
atingido por raios cintilantes sobre meus pobres olhos, puxado com força e
cortado meu cordão umbilical. Esse foi apenas o começo da violência.
Sou
incrivelmente chato e não morro nunca. Imortal na minha boçalidade. Tem dias
que é bom chorar para ver se explode alguma coisa fora. Por onde explodem as
bombas atômicas além de aqui, dentro de nós?
As
palavras caem como bombas, o estrago é incalculável. Para que desejar amor
eterno se não há vida que dure tanto amor? No fim nunca chegamos ao fim.
Dizemos adeus tantas vezes.
Vivo por
ai vazio (porque andaria cheio, além de banhas?) e existe um fogo que queima em
mim de um combustível incolor e inodoro. Vivo nesse hospício por falta de
liberação. Preso nessa carcaça de pele, ossos (e banha) sou eu sem saber o que
realmente ser. Tenho o rosto no espelho, um nome e CPF. Mas tão vazio.
Dentro de
mim, ignorando o corpo como adiabático,
o sangue que não passa do 39º fervilha e sem ebulir como em uma panela de
pressão inexistente, cria revoluções imaginárias na mente.
Faz-me
pensar como somos pilhados e por vezes batidos em um liquidificador como ração
a outras camadas mais ávidas em destruir nossos reflexos. O monstro que somos e
nos devoramos.
Construídos para nos manter em divisões estamentais, manter a
ordem que é uma desordem dos privilegiados. Para quem se rebela existe a
acomodação, o sofrimento ou a alienação obrigatória. Vivo e me devoro na ação do ato auto-antropofágico. Dia após
dia, sigo na contagem da vida, com a uma bússola quebrada em uma mão e uma
ampulheta com areia e cimento em outra... (onde se caem gotas de água dentro).
Na Sala uma Chafariz de Chocolate
Na sala uma chafariz de chocolate jorrando sem parar. Uma limusine com aro de 20 polegadas forradas em ouro. Uma linda mansão com 3 suítes para cada parente. Mas, infelizmente o dinheiro não faz andar sobre o ar, andarilho dos centros urbanos, não precisaria esbarrar nesse mutirão de pobres malditos e nem olhar para os ônibus lotados cheios de fadigados antes das 08h00 da manhã.
Mesmo afortunado, não se faz intangível a toda sorte. Dos males que afligem o ser humano, do latrocínio e da inveja violenta de ter algo que não se necessita, realmente. As balas não param em pleno ar por causa do dinheiro; e os sequestrados não deixarão de escolher um cativeiro por causa do status quo.
Tendo tanta indiferença correndo dentro do DNA, é compreensível se sentir um brâmane tupiniquim, já que antes as mucamas e os servos trazem seu mingau na cama. O mundo acaba todos os dias, para todos aqueles que não sabem o que é o mundo, e como ele se enfraquece diariamente.
O corpo está moribundo e sedento. A seca é o que mais se agrava. Os lordes não entendem do enfraquecimento dos vassalos é físico e mental. Os plebeus estão sobre controle, desde que não seja apresentada a realidade massiva de que são controlados.
Um pouco de migalhas para apaziguar a mente conturbada. Um programa legal para espairecer a mente já vazia. E tudo está conforme tem que ser. A pirâmide estamental sobre a base esmagada de sempre. Não descobriram ainda que o ouro não faz o ser invulnerável ou intangível a todos os males.
Que se vive interdependente nas aldeias globais. Prega-se o amor ao próximo dentro das catedrais e cultos, mas esquecem no minuto que se põe o pé para fora.
Esquecem que nascemos iguais e apodrecemos iguais, ou com mínima diferença de onde quer que se jogue as cinzas do seu corpo carbonizado.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Ideologias falidas
Um dia o copo transborda,
o grito sai da garganta e as revoluções do papel talvez aconteçam. O que nos acomete é a cumplicidade, não de ser mais um na cena do crime, não por esconder o crime;
simplesmente por deixar acontecer. Calados, atônitos e inertes a toda a falcatrua,
barbaridade e obscenidade a espécie que juramos ser próximo a nós em diversas ideologias e religiões.
Ainda se superam em
suas cretinices. Denotam toda uma eloquência e exuberância debatendo filosofias
utópicas na realidade que não dorme. Não é o capitalismo ou o socialismo que vá
resolver algo. Já se passaram séculos, e ditadores simpatizantes para ambas as
ideologias mataram milhões.
O que sobrou? Além da guerra ideologia, o que manda
é a venda de armas que atravessam continentes. Sobre a margem de qualquer política,
o que se sustenta é o pó sendo comprado na biqueira. Apesar de todo o conceito
humanitário ou egoísta, ainda persiste sociedades auto-centradas e falidas,
pois estão preocupados demais consigo mesmo.
O que conta agora é a navalha na
carne! É o pus da ferida, é o sangue que escorre. É o choro da criança que não tem
UTI na maternidade. É a corrupção em qualquer ambiente e envolta de diversos
setores da sociedade.
O que conta é a
riqueza de possuir. O Status Quo. Longe da babaquice das mesmices fantasiosas,
o que o sistema se torna vai além de qualquer ideologia, é um organismo vivo como
um vírus, que tenta se adaptar ao meio que o repele.
Amor com pólvora
200 balas de persuasão por minuto, um grande abraço com
dinamites na cintura.
Palavras de amor caem com napalm pelo céu. A esquadrilha da fumaça desenha um coração no
anil, cheio de fogo e paixão.
Drones apaixonados desenham sobre o chão com canetas de 70
mm de chumbo e pólvora.
Quebrando a barreira do som, as preces por um dia melhor vem
estourar vossos tímpanos.
Amizade eterna feita entre esses belos senhores, estampando
sua bandeira com tanta honra e harmonia. Não é
violência se é para ensinar. Não serão
violentadas se não forem para aprender.
As mãos inimigas são amputadas, as crianças e mulheres
violentadas. Temos um amor imenso pelo nosso povo.
O cheiro de queimado é dos corpos que atiçam a fogueira. São
menos que nada, menos que carvão para churrasco.
São bilhões que entram na sua fronteira. São bilhões de
motivos para você ter que perecer. Cada rajada de metralhadora, soa como
poesia. O Deus dos desvalidos e necessitados não encontra prece aqui, pois a
Morte já se encarregou de levar seus fiéis. Não há misericórdia maior que
livrá-los desse terceiro mundo. O chão vale mais que suas vidas. O óleo dos
nossos carros é mais importante que seus cotidianos.
400 balas de persuasão por minuto, um grande abraço
coletivo, com dinamites na cintura.
Palavras de amor caem com napalm pelo céu. A esquadrilha da
fumaça desenha um coração no anil, cheio de fogo e luxúria.
O apocalipse é aqui e agora. De todas as noites bem dormidas
e dos sonhos bem sonhados que vem do pesadelo.
O apocalipse de maneiras e trejeitos. O apocalipse perdido no
tiroteio do armamento vendido a sub-humanos que vendem diamante pelo preço de
sangue. Que vende o pó que escorre pela narina dos bons de berço. O apocalipse é eternamente agora.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
"boa noite amor, ahora estoy bien!"
Queria dizer "olá amor, como vais?"
Mas o mundo e sua gravidade parecem permanecer nas costas desse atlas gordo e falido demais.
Queria dizer "bon jour, mon amour"
Mas a dor que não destina sem doer, é infindável nessa morada em que pousou.
Queria poder sorrir verdadeiramente como nunca pude antes,
Mas me corrói algo inominável em meu cerne, nos tornando distantes.
Queria dizer "Como estás, feliz?", sem sentir o peso que não deveria sentir,
Peso imaterial e irreal e o fedor de que algo deu errado sobre meu nariz.
Essas incertezas e ansiedades não ferem como se fosse por bala, ou não sangram como se fosse por faca mas, matam pouco a pouco como um veneno moroso e cruel que me joga na vala.
Um dia devo dizer, "boa noite amor, ahora estoy bien!". Espero ansioso esse dia, pois há tanta riqueza no mundo e dentro de nós tamanha pobreza, camuflada para ninguém ver.
domingo, 31 de agosto de 2014
Coração de Aço.
Para viver é preciso um coração de aço e uma cabeça cheia de vento.
Para suportar a existência e os desmandos do destino, é preciso paciência e lágrimas que evaporem em contato com o rosto, já que é necessário parecer forte como uma muralha ( até mesmo as muralhas cheias de rachaduras ).
Defeitos se refletem nos outros, com isso, podem suspeitar das suas próprias certezas forjadas em suas contradições e na realidade absurda que estão inseridos.
Sobre si, recai o peso. O peso dos ossos, da pele, da carne e de todas as pequenas preocupações da vida e a suspeita de que nada faça sentido.
Para viver é preciso ter a certeza de que não é imortal, fato esse ignorado no dia-a-dia, pois se torna uma preocupação para o momento além túmulo, quando o mesmo não tiver mais que pensar.
Para viver bem é preciso um coração de pedra e uma cabeça cheia de brisa.
E que a brisa leve embora todas as preocupações imediatas para além mar, além do horizonte, além do homem, pois o que os olhos míopes não veem, o coração petrificado não sente.
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