sábado, 6 de agosto de 2011

Queria cessar toda a tristeza.

 
Queria cessar toda a tristeza, mas como viveria o mundo só de alegria?
Queria poder deixar a dor pra lá, mas como viverei só de prazer?
As sensações se perderiam no mundano. Os sonhos seriam o cotidiano (para que dormir afinal?)


Poderia deixar de chorar, mas como seria viver só de risadas?
Se meus dias fossem somente sol, as plantas não morreriam de sede?
Queria que não fosse o idealismo tão extremista. E que não fosse preciso culpar os anjos e absolver os demônios para poder se exaltar os idéias super-humanos e inalcançáveis.

Queria não ter que discutir com quem amo, mas como seria nossa vida vivendo somente da “paz”?
Quando a sensação se perder, quando a realidade for aquilo que apenas “se acha” que lhe parece melhor... Até parece que está no olho do furacão, aguardando a destruição em meio a uma falsa calma. Como sentir o prazer sem sentir a dor? Como saber o verdadeiro sabor dessa vitória?

Em momentos ruins dizem que nem tudo é feito de cravos, pois há rosas! Em momentos bons, devemos também perceber que ainda existem cravos, nesse mar de rosas.
O que devemos, é vencer a morfina, e sentir a dor. Viver e vencer, da forma que pudermos fazer. E os sonhos... Serão para sempre sonhos, a serem realizados como ideais. E quando chegarmos ao ideal, o que nos faltará então?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Quem venceu?


Quando dizem “fulano venceu na vida...”, o que espera pensar sobre isso? Venceu qual oponente? Estava competindo com quem? E qual foi o premio?
O premio é substancial ou sentimental? Confundimos muito o “vencer na vida” com sucesso ou bens materiais.

Impomos-nos competição com adversários imaginários.
Quem são os inimigos? A cada dia, um inimigo que deve ser derrubado. A inveja mora ao lado da admiração. Na verdade, o verdadeiro inimigo reside dentro de nós.

Os outros são apenas obstáculos passageiros, nem isso talvez. Eles não querem nossa derrota: querem nosso cargo, nossa namorada, nossa vida. A inveja que fazem te odiar é a admiração encolhida e malcriada dentro daquele encéfalo. O grande e pior inimigo é você.

A verdadeira vitória seria se sentir vitorioso. Não precisa necessariamente vencer alguém, mas “se vencer”. Ultrapassar seus limites, enterrar seus preconceitos, perder e ainda saber aproveitar a derrota para aprender. Obter de toda forma de poder, tudo que lhe possa ser útil e saber descartar os 97,65% que é inútil para todos.

A vitória na vida, não se dá pelo seu bem ou status, não se dará pelo comentário de alguém ou reconhecimento da imprensa. Dar-se-á por você, no minuto que parar para pensar sobre seus objetivos em vida, e ver o quanto conseguiu, e quanto teve que perder para aprender.

Sinceramente não creio nessa competição desleal. Estamos disputando sem precisar vencer um ao outro. Os adversários se modificam com os anos, mas a sensação de estar sempre correndo atrás de alguma informação ou recurso para não ser “passado para trás” ainda persiste. No inconsciente e consciente geral. É ensinado para todos como lema, e a recompensa será as glórias infinitas e o regozijo dos Deuses.
(Ainda espero pelo dia que a satisfação pessoal ainda seja um objetivo em comum!)

Perdas e vitórias.



É preciso perder, para dar um valor maior a vitória.
Sentir a dor, para reconhecer que nada mais o machucará.

Saber o limite para poder saber até onde ir.
Caminhar sem ter certeza de onde quer chegar.
Lutar sem ter a consciência do objetivo.

Entender todo o malefício, para poder reconhecer o que há de bom.
Aproveitar dessa brisa no rosto, sem ter que tenha que perder sua aparente liberdade.
São tantos sonhos que não sabe mais como acordar.
São tamanhos obstáculos, que nem imagina como ira acabar.

Só um pensamento fixo de que tudo pode dar certo.
São a carne tremula, e a voz engasgada, o temor nos olhos escondidos por de trás da Iris. As duvidas estão mais que vivas. A tristeza se esconde nas fraquezas, no calcanhar de Aquiles.

Só sentindo a dor, para saber como é bons os momentos de prazer.
Só perdendo o rumo, para agradecer o horizonte que se forma no caminho.
Depois de tantas duvidas, dores e lágrimas... ainda persiste um pouco disso tudo.

O corpo e a alma não sentem tanto quanto antes, e a idade pesa na consciência.
Só apanhando para perder o medo dos golpes... A cada golpe, é o medo que cai.
Ter que se lembrar de tudo que foi perdido. Ter que se lembrar de tudo que não se pode perder mais.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Às vezes vem uma amargura...



Às vezes vem uma amargura, uma falta de ser.
Às vezes vem uma má vontade combinando com preguiça, sem nada para fazer.
Por vezes o chão escapa por falta de seriedade.

Por vezes nada muito nos importa, nem a ansiedade.
De noite, no silencio dentro de si, ecoa dúvidas que não queria ouvir.
De noite, dentro de si, há situações que não queria sentir.

Falta muito para se ter razão, falta muito para se sentir seguro.
Falta confiança nesse mundo cão, falta confiança no que há no futuro.
Nenhuma lágrima te faz falta, não adianta se arrepender do passado.

Nenhuma ação é dada de mão beijada, e sempre carregarás seu fardo.
Não há mais o que lamentar. Só se pode esperar algo de bom pela frente.
Não há mais o que lastimar, de tantos incidentes, só resta esperar e ser mais prudente.

Depois de tudo é o coração que teima e se estremece em dúvidas.
Depois de tudo, deve sentir-se bem e a vontade com todas as renúncias.
Para cada ato, uma escolha e todas as escolhas têm seu peso.
Para cada ato desse enredo, é preciso ter esperança de no fim se encontrar ileso.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um sonho milionário.


Muitos pensam em ganhar na loteria. Fazer aquela “fezinha”, mesmo sabendo que a chances são infinitesimais, o ser ainda tenta lutar contra a razão e a lógica, imaginando resolver todos os seus problemas financeiros na vida, ganhando na loteria.

Imaginar que vai lograr sucesso onde milhões não conseguiram.
Imaginar que vai ser triunfante e até mesmo que não existe nenhuma forma de controle ou manipulação de resultados na famigerada loteria.

Essa fé que move o ser é fantástica. Sempre espera por algo inalcançável, sempre espera pelo super-homem voando sobre sua cabeça.
Imagina o impraticável e o impossível, em uma forma quase irracional, transforma todo esse pensamento em um foco único que foge de sua realidade, quase como um escape de seus problemas criados e vivenciados por ele mesmo e por outrem.

Sonhar com o impossível quase faz parte do ser. Anda nas nuvens como se fosse a calçada de sua casa. E essa fé inabalável que move filas intermináveis no último dia. Parece que é um pensamento quase subconsciente, de que é esta a única saída, ou o sonho que precisa ser alcançado.
Diferente de planos com metas e estratégias ao longo dos anos, o ser apenas sonha na forma que o único movimento em ganhar, é ter fé e ficar na fila.

Os séculos se passam e ainda temos os mesmos instintos que nos unem perante a evolução. Passando de Adão e Eva, e passando pelos neanderthals, continuamos com o mesmo medo do fogo (apesar de agora conseguimos atear fogo a prédios), e ainda precisamos ter fé que algo sublime vá acontecer para que resolva nossos problemas... Como se o “universo onisciente” não tivesse nada melhor para fazer.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Idealizando idéias...



"Hoje em dia, em suma, idéia significa ou um modelo das coisas sensíveis enquanto objeto do pensamento e da razão (λόγος - logos) ou, noutra acepção, a representação mental de alguma realidade externa, ocorrência, objeto concreto ou abstrato, que a mente constrói com determinado propósito, mesmo o da sua simples representação"
Idéias podem mover montanhas. Simples idéias fazem arquitetos esboçarem o projeto de um prédio. Apesar de todos os anos de estudos, sem inspiração e idéias nada se concretiza.
A idéia, pai dos conceitos. Aqueles velhos conceitos que vem criando gerações. São as idéias, que moldam as percepções.

Desde pequenos planos a multinacionais, todos bebem da mesma fonte, apenas são idéias concretizadas.
Nossa realidade são idéias, consolidadas, pensamentos fragmentados reunidos em formas únicas. Nossas idéias é que moldam nossas percepções e dizem como é o mundo a nossa volta, são as idéias que construíram todos os inventos humanos, e as teorias racionais em qual vivemos. 

Tudo a partir de pensamentos, emaranhado de pensamentos que se fundem para se criar uma idéia, quase que em forma de epifania. Um mundo em constante mutação a partir de idéias. Muitos hoje parecem ser escravos das idéias de outrem. Idéias que são forjadas como verdades únicas. Idéias estas que são utilizadas como única forma de se pensar. 

Há grilhões disfarçados aos nossos pés, restringindo nossas ações e vontade. São apenas idéias, pequenas idéias que se juntam como uma pequena bola de neve descendo o Himalaia.
Quando pudermos perceber que nossas pequenas e humildes idéias têm força irresistível, quando um dia percebemos que podemos tanto quanto outros puderam tempos atrás e inovaram o mundo com idéias simples, somente quando percebemos, que tudo que existe consolidado a nossa frente é baseado em conceitos. 

E esses mesmo conceitos que se encontram de forma petrificada e inerte, é dessa forma para nos “educar”e se mostrar como se fosse uma lei, para que seja apenas obedecido e vivenciado para sustentar o mundo de poucos. Nossas idéias são vendidas em supermercados e financiados em forma de moedas.

Nossas idéias são abduzidas ou sequestradas para que não tomem o lugar de outra idéia na prateleira desse supermercado gigante que se chama mundo.
As idéias são boas quando obedecem as ordens e os preceitos pré-existentes que devemos obedecer sem saber ou reclamar.

Universo Feminino.


A mulher é um universo paralelo atípico. Suas regras físicas não obedecem nem mesmo a física quântica. Toda a sua lógica é própria de seu universo particular.
Todas possuem um “Que” de rainha do drama. São donas das suas verdades, e com certeza sempre terão a razão. São 110% emoção. Uma montanha-russa de emoções, que vai da alegria ao ódio em segundos. Aparentemente todas são bipolares, e algumas até tri-polares!

Sejam elas sua mãe, irmã, esposa ou até melhor amiga... A vida começa por elas e gira em torno delas.
Para cada mulher, um pequeno universo, e dentro dele, toda a sua lógica própria e toda forma adversa de existir.
Não há como não amá-las. Tudo que se possa fazer na vida, é a respeito delas ou para elas. Diversos caminhos nos levam a elas.

Não há palavras suficientes para defini-las, não existe uma forma tão real de agradecimento que possa se repetir todos os dias.
Apenas a satisfação de tê-las por perto e agradecer por essa oportunidade de adentrar a esse universo paralelo insano e muitas vezes conturbado que nos faz feliz (e deveras estressado, às vezes!)
Para todas as mulheres em nossas vidas, um simples "obrigado, por tudo!"

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Alienação central pela esquerda, virando a direita.


Somos alienados desde pequenos. Temos opiniões forjadas a partir de outras. Não tem esquerda, direita , centro...são só esboços de opiniões. A realidade é diferente de toda a teoria.

Não temos certezas de nada, mas batemos o pé sobre opiniões de terceiros. Somos arrogantes ao dizer que sabemos muito, mas não sabemos quase nada.
Nossos fundamentos são alienados. Nossas opiniões são mais copiadas que as versões do Windows. Nada é concreto. Nenhuma opção é a verdadeira. Existem diversos caminhos e nenhum é o único.

Temos nossa opiniões moldadas constantemente. Temos a certeza de estarmos certos. Somos apenas um esboço do que seria a verdade.
Todo nosso conhecimento é conduzido e nossa certeza da verdade é apenas uma opinião. Dormimos com as certezas, e a aquela louca sensação que achamos que se chama “razão”.

Não há sentido se parar para raciocinar. O sentido por si só é ambíguo e escravo das vontades. São as sensações que amordaçam o conhecimento que temos, e não é possível discernir o que é a face da realidade e o que é real.
A direita está um pouco torta, a esquerda está um pouco sem nexo, o centro está fora do eixo.

Ao lado vemos os partidários esbravejando sobre as razões de seus conflitos. Suas bandeiras estendidas estão manchadas apesar de clamarem a sua pureza de ideias. TodosT tão cheios de razão, e as certezas do mundo se fazem ao redor. Em tamanho discurso, não param para raciocinar, que o próprio raciocínio é falho, quando pensam na velha máxima :”Errar é humano!”, e se abdicas de errar, o que tu serias então?

Euforia estranha.



Pode a libido enfrentar a tristeza? O impulso quase irracional que abala a noção existencial em que cerca o ser? Como pode esquecer-se de todas as dificuldades e intempéries em que vive?

O equilíbrio vivido é tênue, e se modifica por simples transmissores. Captar todas as modificações, reações e mudanças ao redor. Há um uivo por dentro dessa pele. O mundo se modifica com seus sabores e modos. A funcionalidade de tudo ao que sentia era abstrata e incomodava para reacender como uma fênix.

Levanta de forma sublime dessa tumba inerte. Por causa de impulsos. Reações contrárias a sua própria existência criadas pelo seu próprio ego.
Novas formas se constroem ao seu redor, novas possibilidades. Parece outro mundo, outra dimensão. Mas não é.

É o mesmo lugar que antes era o suplício. E são situações imediatamente opostas. Por livres impulsos. Pequenas captações da vida em forma de eletricidade e o que era cinza se torna mais claro.

Mas será apenas uma fase, ou ainda uma forma de enganar-se, ludibriando-se nessa libido? Na forma em que existe, e na forma como se criou, é a esfera em que vive e respira. É a forma que sempre desejou ser, quase irracional. (E extremamente racional)

Cabe mais do mundo em seu ser, ou esquece-se de tudo que viveu pelos ares que respira atualmente? Novas rotas são traçadas e os planos mudaram, mas as metas continuam as mesmas. As metas que sejam até o fim as mesmas.

Esse sentimento de euforia, que as vezes parece descabido, toma força e se cria como se tivesse vida própria. Estranha força, vida estranha.

Nossa Prisão.


Os tijolos da prisão se formam para proteger quem esta fora. Os tijolos da casa se formam para proteger quem esta dentro. A pele que recobre o corpo se constitui para proteger os órgãos. A proteção pode ser uma incógnita de duas faces.

A proteção pode vir a ser uma prisão. O espaço aberto não faz o pássaro ser livre, tampouco suas asas. O que o faz ser livre é sua vontade, sua natureza.
Nossa prisão é a nossa limitação. Nossos medos. Nossos pequenos casos quase irracionais.

Nossas vidas perdidas em pedaços e retalhos. As faces de mentiras, tanto para outros quanto pra si. A maior prisão que existe reside em nós. Tampouco temos a chave que imaginávamos. Os grilhões pesam mais que toneladas. Só podemos amaldiçoar e maldizer. (sim, de forma errônea)

Só temos as nuvens para admirar, porque a liberdade que pensamos possuir é ilusão. Ilusão convertida em esperanças , preces e metas. Mas que nunca serão. Tijolo por tijolo. Moldamos a prisão, tijolo por tijolo, e imaginamos que protegemos de quem esta dentro não saia. Talvez o verdadeiro mal já esteja fora, por ai. E dentro, de uma forma perpetua e que perdura mais que na pele.

Temos a prisão perpétua para cumprir, temos a pena capital no final. Nessa pele não há escapatória, e dessa realidade não existe escapatória. A prisão está formada, e perpetuada em nossas mentes. Nossos pequenos passos, nossos pequenos interesses. Nossa prisão.

domingo, 8 de maio de 2011

Calma!


 
Calma!
É preciso ter paciência com todos os nossos problemas e soluções. Para que tanta pressa? Porque correr com a tesoura na mão? Calma, fazemos nosso tempo e criamos as oportunidades.

Imagine que tudo tenha seu tempo, e o tempo que temos para mudar todas as opiniões feitas e consolidadas. Todos os “pré-conceitos” consolidados. E acima de tudo, é preciso ter calma!

Espere um minuto para você, pegue esse tempo para nós. Não corra, não exploda, não chore, espere. Os momentos que temos para mudar são constantes, não precisamos de datas especiais, réveillon, ou segundas-feiras para  mudar. As circunstâncias nos mudam constantemente.

Temos o tempo de fazer. Temos a vida inteira até morrer. Todos os nossos momentos se perdem com bobagens, pensamentos destrutivos. Evite perder seu dia com tais pensamentos.
Guarde os planos na sua caixa predileta, não os amasse, não esqueça. Entenda todas as dificuldades de que passou, do que vive e do que virá.

A capacidade de tudo acabar  dando errado é 97,25%. As leis de Murphy reinam mais que as leis federais. Ainda sim, temos nossas metas, nossos planejamentos. Elabore um plano B, caso isso não aconteça, elabore um plano C, e assim por diante...se acabar o alfabeto, tente algarismo romano.

Imagine um planejamento, imagine como tudo deve acabar. Provavelmente irá imaginar errado, mas as circunstâncias se apresentarão das melhores formas possíveis. Nossa vida é moldada a cada dia.

A cada momento, não precisa correr, mas não se mantenha parado. Esteja em constante movimento, com ideias que possam se consolidar. Estique suas metas, imagine o seu futuro. Pare, olhe e atravesse...