terça-feira, 19 de agosto de 2014

Apreciando o Silêncio.


Silêncio, não o propriamente dito que existe no vácuo do espaço, mas sim daquele que 
é a ausência de sons irritantes, instigando a uma comunicação odiosa para o momento, que nos faz um triste palhaço.
Aquele silêncio que é a ausência de voz de outros. O silêncio da solidão. Silencio que causa até certo embaraço.

O silêncio em que se ouve o ruído da geladeira, e o tic-tac do relógio.
Bendito seja o silêncio que destruímos tantas vezes com sons inúteis com um pouco mais de ódio.
Se deliciando com o vazio das perguntas irritantes, das conversas sem nexo e do tagarelar das inutilidades, como se a paz do silêncio fosse fruto de um sufrágio.

Eis o silêncio que deveria perpetuar como em um momento eterno. O silêncio ensurdecedor.
O silêncio que rompe os sons absurdos e músicas fora de ritmos com uma violência sem precedentes, sem abater pelo caos externo.
Mesmo sabendo de todas as notícias ruins que venham a te açoitar, e das lágrimas que possam escorrer pelo rosto, se espera a cura de todos as dores, o silêncio é o que separa o mundo de ser um inferno.

Só quero apreciar o silêncio...

“Palavras são como a violência
Quebram o silêncio
Vem colidindo
Dentro do meu pequeno mundo
Doloroso para mim
Me perfurando por dentro
Você não pode entender?”


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Bons Exemplos.


Temos tantos teóricos geniais, com um mundo cheio de conceitos ideais e que abrangem lindas palavras. Porque não existe nada disso na prática?
A criatura criou algo que deveria ser o criador. Criamos os melhores exemplos para se seguir, ideais! Exemplos imaculados!

Exemplos que são até humanos. E há quem diga que há sentimento humano nesse monte de gente que contempla o coletivo chamado humanidade.
Fazemos exemplos tão bons que não podemos (queremos) seguir. Tão ideais que parece errado macular com nossa existência, toda sua fama que nós mesmos criamos e idolatramos.

Criamos modelos ideais, que não seguimos por serem ideais demais, e não somos tão corretos para sermos comparados com tais modelos. Por algum motivo absurdo é uma afronta falar contra o modelo que nós mesmos criamos e que alcança valores irreais e uma áurea imaculada em torno de si. Temos medo de nós mesmos. Temos medo por sabermos o que podemos ser e fazer. Não é a lei que e nem a policia que nos faz tremer tanto quanto nossa capacidade de saber, o quanto podemos ser ruins.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Os Palhaços Estão Mortos.

  

Os palhaços estão morrendo. Estão se matando diante da realidade. Não tem marmelada, não senhor. Não tem goiabada, não senhor. Os circos estão de luto. A comédia definha, as sátiras perderam o sentido. Não existe mais platéia para aplaudir o último ato. O enredo é triste.

Seriam covardes ao se evadirem dessa malfadada vida? Não se permitiram viver um dia a mais nessa realidade (que no final lhes pareceu tão absurda!). Sobraram perguntas e saudades. Velhas piadas recontadas indefinidamente. Repetidamente, até que os seus atos parecem fazer sentido no caos em que deixaram o mundo.

Velhas piadas que custam a perder a graça. Cenas difíceis de acreditar diante depois do luto.
Não há mais alegria, não há mais cantiga com sorrisos quase infantis. O que sobra é um ar pesado, denso como chumbo, pairando sobre as cabeças daqueles que estão incrédulos com os acontecimentos. Acabou a piada.

As piadas seguem sem voz. Porque, aqueles que nos dariam alegria, se cansaram de lutar?
À noite, ao dormir, talvez não tivessem motivo para sorrir. No silêncio que antecede o sono, talvez tivessem mais lágrimas do que motivos para sorrir. (ninguém vê o palhaço chorando.)

Queriam ver o mundo sorrindo. Davam piruetas pelo ar. Cambalhotas para as crianças. Com piadas sarcásticas ou trocadilhos embaixo da manga. Piadas inocentes ou de humor negro. Se dedicando ao público na melhor forma possível. Sentido o ar de riso que precedia a gargalhada.
Mas dessa vez, o mundo venceu. A tristeza venceu a alegria. As piadas perderam a voz. Os palhaços não existem mais. 


sábado, 9 de agosto de 2014

Jaz Não Ouve Mais Jazz!


Percebeu que estava morto? Claro que não. Nem conseguiu acabar a gelatina que esta apoiada no braço do sofá. Os filhos agora vão se definhar sobre os espólios: sua casa, seu terreno torto... Não sobrará nada. Nem percebeu que estava morto, não sentiu nada, não percebeu que morreu. De uma hora para outra, já tinha ido, sem dar uma ultima risada. Putrefato sobre o sofá, inexistente jaz não ouve mais jazz.

Mas não importa mais dogmas. Não importa mais saber sobre a chuva de domingo, sobre o jogo do campeonato, e nem a cor de camisa que ira vestir para ir ao bingo. Acabou e nem sentiu. E que diferença faria se sentisse? Percebeu que morreu? Viveu e nem existiu?

Acabaram o rito, as preocupações. Sentiu a diferença? Claro que não. Está morto, inerte e apodrecendo pelo tempo, não terá mais doença. Os vermes serão seus amigos. Amigos, como "carne e unha" ou se preferir pode virar pó. Cinzas a serem espalhadas em um terreno baldio pelos seus entes queridos.

Cinzas para serem jogadas na churrasqueira, no próximo churrasco em família. Morreu e nem se deu conta. Está morto, sem respirar não pode reparar na decadência da vida, e por sorte não conhece nenhum fã de necrofilia.
Viveu sem saber. Viveu como se sempre houvesse amanhã. Viveu apenas por viver, e porque seria diferente? Hoje apenas pereceu, não importa mais o verbo "ter".

Imagine se um dia desaparecesse o instinto de autopreservação? Quão absurda seria sua existência? O porquê de continuar existindo esbarraria em seus pensamentos no raro momento em parasse para pensar sobre a sua vida, com ou sem decência. Todavia, não há por que. Nunca houve. Apenas a constatação.

Com fé no que há acima, e em uma existência perene, isso é o que importa, mais do que um ritual solene. Somos deuses irremediáveis que criamos outros deuses irremediáveis e que terão acima o ser onipresente que nos dirá: "Morra, já está em sua hora! Chega dessa existência e suas possibilidades inimagináveis"

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Errare Humanum Est,


É difícil se declarar um hipócrita. O bom senso passa longe da realidade. É difícil deixar de perceber que não é o ideal que pensas que é, e mais difícil ainda perceber que tens defeitos na frente de outra pessoa. Como se houvessem pessoas isentas de falhas, vivemos do "bom mocismo" e nos isentamos, não admitimos nossos erros, e julgamos os erros alheios como se fossemos puros.

Nem mesmo o melhor exemplo que pensamos ter, segue imaculado pela vida. Nossos heróis são humanos, falhos e com diversos defeitos. Nossos ídolos são irreais, criados como referencia de modelo de como devemos ser e que nunca nos tornaremos, por incapacidade natural ou por puro comodismo.

Acreditamos no utópico, fantasiamos com ídolos ideais, imaginamos líderes com reputação ilibada, e porque? Porque temos que acreditar que só exista o bem e o mal? Porque não enxergarmos como realmente somos?

No mundo real, parece que somos fãs de canalhas, onde a injustiça toma forma e se realiza.
Nosso mundo, baseada em conceito humanitário teórico que não é posto em prática e dito apenas como uma forma ideal de mundo. Nosso mundo doente e sem nexo, que vive em uma eterna dualidade bipolar.
Errare Humanum Est...
Perseverare diabolicum.

"O fantasioso nega a verdade para si mesmo; o mentiroso apenas para os outros." 
 Nietzsche

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pensamento Invernal.


Não é esse inverno finlandês que parece durar mais de 5 meses. Talvez dure uma eternidade.
Não é esse céu cinza e esse ar seco como Atacama, talvez seja coisa da sua idade.
É esse incômodo que não sai do peito, perdura e dura como nunca, e mata sua jovialidade.
Não há motivo para dor. É apenas o som da chuva batendo no telhado e esse sentimento que na cessa de nebulosidade . (E o inverno que nunca termina de verdade).


Não há motivo para se sentir triste, mas o é como uma criatura estranha que só pode ser e viver sem uma conformidade.
Tão estranho e perplexo que alguns o acusam de possuir humanidade. Cheio de defeitos e manias, e nem por isso demonstram para com ele, alguma piedade.


Não parece nada com os Adônis das propagandas e nem é tão esperto quanto as pessoas da internet em toda sua bestialidade.
Tão absurdo que talvez seja até humano mesmo, deveras humano, talvez um humano sem tanta maldade. O que lhe resta é não ter resposta nenhuma, sem nenhuma vontade.


Nenhuma chance para mudar a constante preguiça do ser por mera casualidade. ( e esperar que esse o inverno passe logo, como se houve outra estação dentro de si sem toda intensidade).
É esse peso que deixa seu corpo curvo e cheio de calosidade. Essa sensação que mistura o árduo destino de Atlas e o trabalho de Sísifo em sua infindável continuidade.
Talvez seja aquela sensação da constatação do absurdo na vida em toda sua complexidade. ( e esse inverno que reina com uma nova era glacial composta da mais pura ironia e fatalidade).

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Mais Burros que uma Porta!

Enquanto chegava perto de casa ouvia um velho praguejando:

"Burros, burros como portas...tão burros que fazem meu fígado doer. Burros filhos das putas!
Enquanto brigam pela internet por sistemas arcaicos, digladiam com pessoas que não conhecem e nunca vão encontrar, os donos do mundo continuam seus planos diabólicos!

Não há direita ou esquerda. Não liberalismo ou socialismo. Existe a grana! O que talvez pareça um sistema justo equilibrado pela lei da oferta e da procura, é na verdade esmagado por aquisições de ações de empresas concorrentes,e formando oligopólios, controlando tudo que deve parecer concorrência, comprando deputados e juízes federais para que pareçam que estão cumprindo a lei.
É para isso que existem os Lobbystas e o financiamento de candidaturas! Financiamento de armas, e de guerrilha para tirar pequenos grupos da parte de exploração da terra. 

Socialismo pareceu como uma proposta para acabar com a exploração do homem pelo homem. Mas se mostrou uma exploração do homem pelo estado. Se deteriorou, e se tornou falha e escandalizada pelos seus defeitos explorados ao máximo pela concorrência. Não existe o certo e o errado. Existem os bilionários, os acionistas, e aqueles que adoram manter tudo da forma que está.

E do jeito que está é forma com que vocês desprendem energia um contra o outro, debatendo sobre ideologias antagônicas moribundas e que são alimentadas pelos verdadeiros donos do poder. 
Os socialistas de ontem, são capitalistas de hoje e emprestam dinheiro para os maiores capitalistas de ontem, e tudo fica por isso mesmo. 

E nós estamos nos matando, elogiando, babando ovo de ídolos mortos, escritores mortos com seus livros embaixo do braço, repetindo tudo o que foi dito a 200 ou 300 anos, repaginado por aqueles que querem inflar seu ego ou morder um pouco do ouro que tem por ai.

Não existe 'Sistema", só existe egoísmo, vontade de se dar bem, vontade de ter tudo que pode se imaginar. ter aquele enorme bem-estar de alguma forma, não importa de que maneira. Enquanto isso, os socialistas maldosos querem destruir o bom capitalismo, e os porcos capitalistas querem corromper o pouco que o estado pode fornecer a quem precisa...na verdade estão todos errados. 

E que se foda o Fidel e os Chineses, e se foda os EUA e Wall Street... E vocês são burros que dói meu baço, são tão burros que não sabem soletrar TV, e eu estou de saco cheio de tudo isso! Seus burros filhos das putas!"

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Fugindo do Reflexo - Complexo de Mumm-Rá


Resignar é preciso, viver não é preciso. Talvez o destino fosse seguir do jeito que é e sempre será. Talvez a vida seja apenas existir independente do que a consciência pede. Para que consciência afinal? 
Quando o esforço parece ser lutar contra a correnteza, o que resta a nos pobres mortais, a deriva nesse mar de ignorância?

Eis que percebo que eu sou eu. Existo perante a mim, e quando percebo essa atrocidade, vejo que existe o Outro. No absurdo social antropofágico, percebo como tenho que me alimentar perante o outro, devoro ou serei devorado. Todavia, percebo também que existem outros tão parecidos comigo, que me percebo perdido em mim.

Que sejamos nós então. Sou aquele que me vejo perdido no reflexo abusivo do espelho e da imagem fosca da miopia. Odeio odiar, mas o faço mesmo assim.  Amo a humanidade, mas não a suporto. Amo e odeio. Principalmente se estiver por perto e for parecido comigo. O individuo se confunde comigo na apreciação da existência. E a odeio.

Como Mumm-Rá, que foge de seu próprio reflexo, tenho medo da minha própria imagem. Odeio aquele que mais se parece comigo, justamente por refletir minhas imperfeições, odeio essa imagem refletida, meus medos, minhas incertezas, ser deveras humano.  O monstro que se vê não é nada agradável e me faz voar para longe.
Como se viesse de um mundo bizarro. Onde Narciso acha feio o que é espelho. Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso...


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Que Sinta as Dores;


Para quem nunca se feriu realmente, e acha que é invulnerável, espero que corte não só a pele como a carne.
Para quem nunca sentiu a fome, e não sabe como é; espero que tenha dias de fome;
Para quem nunca sofreu com a seca e pouco se importa, espero que sinta dias de sede;
Para quem acha que demais são ignorantes e detêm conhecimento aquém dos semelhantes; espero que descubra quão incapaz é.
Para todos os monstros que acham ser humanos, que reflitam sua horrenda imagem em um espelho, pela primeira vez na vida.

Para aqueles que sempre enxergaram, um dia de cegueira.
Para aqueles que sempre tiveram tudo, alguns meses perdidos com nada.
Não espero que perca a esperança, pois essa nunca deve se esvair.
Para todo o mal que ocorrer, espero que sofra o suficiente para ter compaixão.
Para todos que hoje estão sorrindo, que sintam as dores, que sintam algo, ou que apenas sintam.
Para todo mal que sofrer, esperamos que tenha força para se levantar. E no final, superaremos tudo, como sempre fazemos.

O que nos acomete é a cumplicidade, não de ser mais um na cena do crime, não por esconder o crime; simplesmente por deixar acontecer. 
Calados, atônitos e inertes a toda a falcatrua, barbaridade e obscenidade a espécie que juramos ser próximo a nós em diversas ideologias e religiões.
Somos cúmplices, ao deixarmos acontecer tudo que temos certeza que está fora do que se defini como correto. 

Talvez sejamos mais culpados do que aqueles que cometem as atrocidades ao sermos extremamente complacentes, e deixamos nosso coração mais gélido que o iceberg que traçou o destino de Titanic.
Um dia o copo transborda, o grito sai da garganta e as revoluções do papel talvez aconteçam.

domingo, 25 de maio de 2014

Sociedade do Absurdo.



Sociedade do absurdo, sabe individualmente o que quer para si, mas contesta o que lhe serve de forma coletiva. Sociedade do absurdo, onde a diferença é celebrada, e quem possuí mais é chamado de vencedor, invejado pelo seu status. Espera-se o sucesso não importa a custa de quem e de que forma. 

Absurdo é o que constatamos como normal, apesar de ser obviamente um ultraje a dignidade humana. Absurdo é tentar defender o indefensável, pois assim é mais fácil não pensar na passividade que toma o coletivo. Se pensar na consciência, ela deve pesar toneladas. Mais que toneladas, deve pesar mais que qualquer força da gravidade. 

Deve ser mais forte que a força que um buraco negro suga a luz. A consciência deve pesar o peso do mundo, mas ninguém se importa com ela. A consciência quase se colapsa dentro de si criando sua própria supernova, mas o absurdo que toma conta de todos é maior que o brilho dessa supernova. Não há clarão que persista perante ao absurdo.

 O absurdo parece um monstro que se cria e devora tudo ao se alcance e nada resiste a sua voracidade. A sociedade do absurdo vive para alimentar esse monstro. Vive para deixar sua consciência que pesa mais que todas as luas e estrelas, se afundar em seu próprio peso. 

A sociedade do absurdo não reflete, pois sua imagem remete ao vampiro de Bram Stoker, mas sem Van Helsing ou qualquer outro herói para empalá-lo no coração. Suga toda a vida que o contorna, e seu absurdo é viver em meio ao caos, se admirar com tamanha destruição moral e ainda relutar em agir. 

 A sociedade do absurdo está viva, e ri de si mesma. Ri, engolindo o próprio choro, pois sua consciência que jaz em uma lápide em seu encéfalo, ainda pesa, mesmo que morta, toneladas e mais toneladas que incomodam seu jeito simples e maniqueísta de ver o mundo. A sociedade do absurdo não entende. Não entende a si mesmo. Não entende o caos em que vive. Não entende nada.



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Refém do Crime


Vivemos na concepção do bem e das posses. Possuir para ser feliz, ter em primeiro lugar. Consumir para viver, viver para consumir. Nossa cultura nos diz que devemos fazer desde crianças gritando pelas TV e passado de pai para filho.

Nesse ínterim há aspectos sociais que são esquecidos ou simplesmente jogados para debaixo do tapete. Tratado como um assunto de pouca importância tem-se de fato o “marginal”, criado pela força maior do pensamento social. Viver a margem de toda a pureza e simplicidade que se espera em possuir e ter, trabalhar e saciar suas vontades consumindo tudo que se vende.

No estereótipo do vencedor, a maioria não chega a esse sucesso alarmado, e que nunca é alcançado.
Por fora dessa linha reta, existem os desajustados, que vivem a margem dessa história, formando verdadeiros párias que ora, vivem por migalhas perambulando pelas ruas, e sendo obviamente ignorados (talvez, por representar a imagem da falha sistemática de que vivemos), demonstrando nossa frieza perante o absurdo, ou se tornando párias ativos, contra a força sistemática de ordem que prevalece.

Ao procurar a violência, esses agentes do caos, que vivem da falha sistemática, querem o que o mítico reflexo do sucesso possui... Carros, roupas, bens de valores, e com isso, manter um ilusório “status quo” perante seus próximos. Ao procurar a violência, falham em seu imediatismo e hedonismo exacerbado. Cometem crimes, que ferem a constituição e a ordem em nome de seu sucesso imediato e suas vontades.

O perigo vem armado! Mas existem diferenças entre esses agressores. O que fundamenta um ser a usar uma arma que vendida no mercado negro gira em torno de 3 mil reais ( sem contar as balas!),  e a procurar agir contra o sistema, sem medo de ser preso ou ser morto em um possível revide? Existem aqueles que estão entorpecidos pelas drogas e não enxergam os erros claros de suas ações, e seus atos estão a muito condenados pelos efeitos nocivos da droga no cérebro. 

Também aqueles conhecidos como “Embalo”, que vão por conta de suas amizades, e acaba se tornando vitima de suas próprias ações errôneas. Não se devem esquecer aqueles que possuem dívida ativa com o crime, com alguma facção e tem que pagar sua “mensalidade” a todo custo, forçando a roubar e cometer homicídio para sanar sua dívida.

Mas o que faz uma pessoa a procurar a “vida fácil”, alugar ou roubar uma arma, para tentar um latrocínio? Se alugar, com certeza o dono irá à busca de retorno do investimento. Se roubar, terá que raspar a identificação e o que motiva a tentar um assalto contra uma pessoa. O que motiva tais atos? Raiva? Drogas? Ódio a ostentação?

Há quem acha que deva "vencer na vida", como se fosse um eterno campeonato. Que ter posses é vencer, como se tornasse em alguém melhor possuindo bens... Não é melhor, nem pior: Só pobre de espírito. E se o objetivo é "vencer a todo custo", então, imagine que a partir dessa premissa, esteja eternamente fadado a perder. Mesmo aqueles que gostam de esfregar na cara de outrem sua ascensão social, não são motivo de latrocínio.

O que faz um ser humano a ir tão fundo em seu submundo e se perder em troca de tão pouco?