terça-feira, 11 de agosto de 2015

Quando o Dinheiro é Tudo.

Dinheiro é Deus (e o demônio), Dinheiro é vida. Ser humano é um meio de chegar a ele como se estivesse em meio a uma corrida. 
Tudo gira em torno do dinheiro. É o que corre na corrente sanguínea. É tudo e mais um pouco.
É motivo para matar, morrer e de sobreviver em meio ao sufoco. Dinheiro é essência da existência.

A matéria escura do universo. A complexidade do ser humano. É a mais importante "coisa" que existe e sempre existiu nesse cotidiano mundano. 
Constroem riquezas com contratos firmados. Ideologias e símbolos dominam o mundo. 
O ser humano é cotado, quantificado e desvalorizado pela cotação da bolsa de Dow Jones. 

A glorificação maior é poder acumular dinheiro. Resposta para tudo mais que se pergunte na vida. A situação muda quando não se tem nada, nem uma galinha para se por no galinheiro. 
Até o ar parecem cobrar. A água cobra-se. A comida cobra-se. A moradia cobra-se. 

Para morrer, cobra-se o jazigo. Cobra-se sua vida, por isso que o salário da existência é tão alto até para pagar seu último abrigo. O dinheiro que dita à vida na terra. Deus e o demônio são medo e culpa. 

O verdadeiro destino é controlado em sociedade pelo comercial da TV. Pelo salário subvalorizado que não atrapalhe o lucro do patrão. O dinheiro dos impostos extraviados por políticos desumanos que ninguém consegue reaver. O dízimo cobrado por pastores execráveis. 

O império que se sustenta para poucos em nome do capital. A pequena parcela que detêm 50% de todo o capital do mundo, faz uma parcela intermediária acreditar que pode fazer parte da elite quase celestial.


Entre a Distopia da Rotina e a Entropia Disfarçada

A vida tem vários caminhos e escolhas, todavia, não temos essa chance de escolher antes de nascer. E se tivéssemos, escolheria o lugar, o ano, a vida que levas?
Depois de alguns anos, é mais difícil rir em público. Há muitos palhaços tristes que se escondem entre um riso e outro e muita maquiagem. Quantas máscaras se encontram em rostos alheios? Sorriso amarelo em alma danificada. Estrutura rompida com os anos. É difícil dizer bom dia, pois parece perceber que o dia só é bom quando acaba.

E sobre a realidade em que persistimos existir? A realidade absurda dá pedras nos rins. A mentalidade que se condiciona nessa realidade absurda dá ulcera no corpo já estragado. É como dar um tiro no pé, esperando ele ricochetear e ir para a cabeça. O absurdo diário causa náuseas.  Náuseas intrínsecas pelo existir.

Estranho perceber, que apesar de todo esse estado de entropia disfarçada de ordem, da distopia disfarçada de rotina, as pessoas caminham entre os segundos de vida e morte, sem titubear, sem se perder. Como conseguem se erguer dia após dia, após cada golpe de luz, para voadora na nuca das trevas da consciência?

Tropeçando pelos dias em busca do inominável. Que infortúnios há de aparecer nos dias que virão? Espera até cansar. Espera a esperança acabar. Com tudo acontecendo fica difícil lembrar-se de todos os nomes e acontecimentos... Às vezes até esquece o próprio nome; Em pé, na porta do destino. Bate para ninguém atender; É o descaso personificado. Tão desumana é a face humana.

Esperando a chuva chegar para lavar toda essa imundice da superfície. Levar para além do mar. Além dos braços de rio e dos mangues cobertos de lixo. Para além do oceano de esgoto a céu aberto. Mas ela nunca vem e o que persiste é o lixo. Um mundo de lixo.

O jeito é sair correndo. Se esconder atrás do balcão. Fingir esta dormindo até chegar o apocalipse. Fingir não se importar, mas do que já não se importa. Carregar sua hipocrisia como uma cruz de 16 toneladas nas costas esmagadas. Quem dera poder correr para a próxima vida, próxima realidade, próxima mente ou próximo universo. Próxima alguma coisa. Aquele aneurisma que nunca vem. Poderia até doar todos os órgãos para poupar outros de tantos infortúnios. 

"Dormir durante horas parece ser a segunda coisa mais importante que existe, logo após a não-existir"

O que sobra é persistir e viver. Entre os infortúnios e alegrias. Pode se sentir insignificante. Invisível a quase tudo e só visível para os problemas. Insignificante e pequeno. Insignificante como um vírus, que não te faça espirrar, mas que faz sangrar pelos olhos e orelhas.

Que não deixa seu sangue coagular. Que cause derrame. Pequeno como os cisticercos que eclodem no cérebro. Insignificante e pequeno. Pequenos problemas, grandes sequelas. Insignificante e pequeno.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Queimem os Livros!

Destruam as bibliotecas. Queimem os livros, a temperatura ideal em Fahrenheit é de 451 graus.

Coloquem grandes câmeras nas salas de aulas como se fosse o "big brother" e eliminamos os professores que ousarem falar em política.

Melhor ainda é jogar fluoxetina nas caixas d'água para ninguém se sentir triste com a situação em que vive e se condicionar ao pensamento vigente.

Ser mais um que Soma nesse maravilhoso mundo novo em que vivemos. E se algum professor de humanas sair da faculdade com algum ideia controversa, melhor prender, antes que cometa o crime de falar em política.

Que tenhamos astrólogos e adivinhos para nos Reportarem sobre essa minoria que venham causar problemas no futuro!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O Que Vale é o Seguro (e a Vida?)

Quanto vale uma vida?
Ás vezes é o preço de um projétil que adentra o crânio ou o preço da consulta para uma tomografia abdominal. Pode valer o preço de um tratamento de 300 mil reais em outro país. 

Pode valer o roubo de um tênis que custa R$ 500,00, seguido do fim. Dependendo de quem seja a vida pode valer mais para alguns. A vida pode ter mais-valia. 

A ideia do valor da vida pode ter um funcionamento diferente da existência, que é uma noção suficiente por si só. 
Quando cobram mais de R$ 6.000,00 em um convênio para um idoso, por maiores posses e valores monetários que este ser possa ter, qual é a mensagem que se passa?

Algumas vidas valem muito mais que as outras. Algumas vidas têm "seguros" milionários, e custeio de quase R$ 80.000,00 anual. Quando essa pessoa precisar, por esse alto custo, terá o corpo clonado e sua consciência transferida para o novo corpo?

Terá tratamentos revolucionários de transgenia ou implantes de órgãos artificiais feitos sob medida?
Tudo tem preço firmado, mas os valores estão todos deturpados. (Tanto quanto a consciência social)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Se Tu Vieres Com Flores

Enquanto você vem com amor, eles virão com ódio e dor.
Se tu vieres com flores, então virão com pedras e sem pudores.
Se vier com voluntariado, eles serão o descaso desmotivado.
Se vier com poemas, eles virão com força e algemas.

Se deseja um mundo melhor, eles querem o mundo como é, com todo esse horror.
Mas há de lembrarmos, Tudo que há de errado, faz parte de nós.
A corrupção não é um monstro da imaginação.
O sistema falho não é um sistema autômato de trabalho.
Os políticos ineficazes e individualistas são apenas reflexos infelizes.

Às vezes somos o que podemos ser, noutras somos o que gostaríamos de ter.
Individualmente buscamos tudo e temos quase nada, reféns do medo na vida alienada.

Sozinhos para então morremos só. Ao negar a força que nós temos, sucumbimos de volta ao pó.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Absurd Valley

Os Absurd Valley que encantam pela beleza do nome anglo-saxônico... Faz tudo ficar mais “chique”, e mais boçal.
Estamos em puro desespero silencioso. No meio das torres levantadas pela glória e o esplendor da ganância. A sociedade tem suas feridas expostas a moscas, infeccionando, gangrenando.

A morte parece ser uma saída confortável diante da absurda inexistência. À medida que a vida se contradiz com o culto a violência, como se fôssemos invulneráveis e imortais. A face eterna da vergonha se estampa no reflexo maldito de toda manhã, da vergonha e alienação eterna de ser um ser hipócrita sem se reconhecer como tal.

Eternos reféns da ignorância. Perdidos no senso comum irracional. Os melhores são os mais bestiais. Temos programas para todo tipo de besta, grandes inúteis de uma sociedade antropofágica. Antropofágica não; canibal mesmo. Devora-se por dentro. Consome-se aos poucos sem cair moribundo e incapaz.

Constroem riquezas com contrato firmado. Ideologias e símbolos dominam o mundo e a melhor solução para cada dia é tomar alguma pílula bestificante e rezar para algum deus para que tenha efeito

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Mundo Doente

terça-feira, 9 de junho de 2015

Temos Que Viver

Temos que viver, pensar no futuro.
Temos que viver, pelos irmãos, pais, namorada, família e amigos.
Temos que suportar, por mais que a desesperança faça gritar um grito mudo.
Temos que resistir, imaginando que a dor invisível nessa propensa alma que apenas sente, um dia acabe.
Temos que entender, de todos que não entendem como é não sentir razão para viver.
Temos que engolir a seco todo o desaforo e passar por todas as provações e ainda agradecer por estar vivo.

Não basta não querer, não ser e não entender. Ser um pária no mundo ou um zumbi morto-vivo que acena com a cabeça positivamente.
Quando o sal não dá mais gosto, o açúcar não adoça mais...
Não é paladar que morreu, foi a razão. Queria ter alguma razão por debaixo da roupa, como um talismã.Vemos labirintos fechando. Mundos colidindo. Apenas o desespero e o medo.

Sente essa dor que te traga e não se esconda desse tumor que envolve o mundo.
Não há como medir a dor, não há concursos para quem sofre mais e mesmo se tivesse, todos estaríamos perdendo.

Veja os reis e rainhas, condes e arquiduques, comandando o show de horrores que aprendemos a aplaudir. Eles não sentem piedade, mas sentem dor. Sinta o exalar do medo, e como somos caçadores primitivos na espreita da caça.

Lágrimas alguma hão de cessar, a sensação de desespero. A falta de lógica no mundo absurdo, e a má vontade de tentar seguir em frente.
Temos que viver, até que um dia acabe e o universo venha com um estalar de dedos explicar o insolúvel.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Universo Psicossomático.

Somos cobaias de um experimento social? Somos reféns de sistemas econômicos. Desde o dia em que pisei em terra, teria sido um peso a mais na atmosfera terrena? 
Sou sobrevivente. De mim mesmo. De todas os pensamentos contrários e a favor da morte. Sou sobrevivente de um sistema falido com ótima propaganda publicitária. 
Não quero entrar em campeonatos sobre "gente mais fodida do mundo". Não quero nivelar a dor alheia. Não vou dizer que sofro por todos. Cada um sabe quanto o sapato aperta no dedo, até a unha encravada infeccionar e causar amputação do pé, ou morte.Queria uma pílula que suprimisse minha personalidade, me tornasse algo apático e assintomático. 

Um androide que fosse programado para fazer o que é necessário ser feito, sem questionar, sem dúvidas da ordem dada. Acordar as 06:00, todos os dias com satisfação de dar lucro ao patrão.
Sem posicionamento verdadeiro sobre o que é ser vivo em sociedade. Sobre como é ser enterrado vivo em sociedade. Ser desumano quando preciso.
Ser surreal quando necessário. Tomar pílulas de absurdo no café da manhã. 
Ser ordinário como todos os zumbis fodidos que caminham na terra, desde que eclodiu o apocalipse e não foi noticiado.

Não existe dor. Não existe sofrimento. É tudo criação psicossomática. Todas as dores do mundo.
Todos os sofrimento que vemos. As lágrimas que saem como sangue. Queimam a carne como ácido. Que valem mais do que diamantes. As lágrimas e o choro que ninguém viu e ouviu.

Tudo é psicossomático. Como a realidade. Como o universo. Como seria a complexidade do infinito universo visto de uma perspectiva por um cego de nascença? Não sei, e quem se importa em saber algo como isso?! 
As dores do mundo, das pessoas e as visões de gente cega? O mundo sempre foi cego enxergando todas as cores do arco-íris. Sempre sentiu tudo vendo todas as dores exposta. E não se importa.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Drogas Que Suportam

Vai precisar de muito Prozac para poder sustentar esses pesos. Anabolizante no cérebro para aguentar a controvertida existência no qual estamos presos. Teria que ter mais Soma nos reservatórios de água, para tragar toda essa dor e engolir a labuta.

Sem se engasgar com os absurdos em ser apenas mais no cotidiano de luta. Querem que eu beba todas as vodkas, as pingas e as cervejas dos botecos da vida para poder consumir o mundo que me consome.
Preciso fumar todo ópio e toda maconha dos plantation do mundo, para ver sumir na fumaça toda a angústia que me devora e que nunca finda a fome.

Cheirar todo pó que vendem nos morros esquecidos da miséria esquecida pela sociedade em cada favela,
Injetar na veia esse veneno que me mata lenta e silenciosamente, para cada morto na esquina, por overdose, só galinha de macumba e vela.

Um pouco de estricnina no vinho após o almoço para ajudar na digestão e matar o ócio. Mata tudo, a inveja, a indignação, a solidão sólida como um monólito que esculpem seus suplícios.
Solidão que persiste em multidões. Calor humano capaz de fazer o diabo passar calor mas que não derrete, gélido como o vazio do universo, esses pobres corações.

Altere o valor do zero absoluto na escala Fahrenheit. É preciso calcular qual é a temperatura exata que se encontra o coração dessa humanidade desumana.
Na urina vai mijando sangue. É efeito da tristeza, engarrafada, que faz a vida passar mais rápido nessa vida inumana.
Chá de bateria de carro. Cachimbo feito com lata de refrigerante queima a pedra. Queima a vida; Queima a alma. Queima o mundo. Queima a evolução na loucura da pedra.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O Conservador

Ele trabalha para conservar. A favor da moral e bons costumes (quais costumes?). O conservador se tivesse vivido há 200 anos bradaria contra a abolição da escravatura e faria de tudo para manter do jeito que é.
Porque está certo. É a lei. Dá lucro. Porque mudar?
O conservador faria de tudo para não diminuir a carga horária e não tirar crianças na linha de produção das indústrias.

Porque mudar? Dá lucro. Parece certo... Tem que se conservar.
Conservador lutaria contra o voto da mulher. Porque votar? Acha que precisa disso?
Trabalhar fora de casa, estudar? Para que? Quem cuidara das crianças e da casa? É preciso manter os bons costumes.

Os conservadores manteriam a apartheid porque é lei, é preciso manter. Conservar. Conservar Adão e Eva. Conservar.
Colocar o cérebro em um pote, com formol, para conservar. Como sardinhas em conservas, presas em latas, pela moral e bons costumes!