Esta certo, não vou implicar com suas verdades. Não espere que eu entenda suas convicções, mas não irei desrespeitá-lo. Me de meu espaço e entenda minhas virtudes e vícios.
Está certo. Imaginar-se que esteja certo. Ter certeza em meio a tantas perguntas. Não se importe em querer mudar o mundo e sim em reconhecer as diferenças e dificuldades alheias.
Sentimento de egoísmo se aprende desde pequeno. É isso que aprendemos a carregar desde os tempos de berço. Não se importe em querer saber tudo. Não precisa dizer que venceu. Não estamos competindo. Não queremos sua derrota.
Esta certo, sempre em querer saber sobre o dia de amanha, mas entenda e compreenda além do seu pequeno espaço no mundo. É difícil, às vezes dolorido, mas tente.
Tão certo quanto dois e dois é cinco, são as certezas absolutas que carregamos desde sempre. Nossa ideocracia, nossas experiências mal-resolvidas. Esta certo, esteja sempre certo... mesmo quando o errado pareça mais exato.
Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Vou tentar tirar meus pés das nuvens.
Vou tentar tirar meus pés das nuvens. Vou tentar não beber o vinho da nobreza. Quero sumir desse pasto, não quero viver nessas pastagens. Não quero ser seduzido por toda essa certeza. Aquilo que você mais deseja só se interessara em ser seu, quando você não o quiser mais. Quero abdicar do meu lugar nas vassalagens, mas não quero nenhum titulo de nobreza.
Não quero me deixar seduzir pelo vinho centenário, e não pretendo vir a morar nos aposentos reais. Meus planos não me permitem encontrar um lugar nessa corte.
Não devo me deixar levar pelas facilidades. Tenho um caminho aparentemente infindável longe dessas futilidades, e meu opositor mais cruel esta dormindo por tempo indeterminado logo à frente em seu forte.
Quero aproveitar esse sono, quero reinar em seu descanso. Um reinado de satisfação, sem coroa ou trono.
Quero cobrar toda a penúria, toda a lagrima derramada, quero deixar de sentir toda essa injúria e ver realmente como o sol brilha para nós, nessa forma imaculada.
Quero sentir essa alegria, quero estar junto aos outros e entender porque gostam tanto desse reino que sentem tanta euforia. Não entendo seu rei, e não pretendo usurpar sua coroa, só quero meu espaço e meu nome como deveria de ser, só mais uma pessoa. Quero ter a satisfação de saber os porquês e os poréns. Somente, nada mais que o simples, só para fugir da vida desses clichês.
domingo, 21 de agosto de 2011
Calma Coração!
Calma coração, é só uma batida por vez, não pense que é coração de beija-flor. Calma coração que são apenas os sentimentos a flor da pele. Descansa a tristeza no fundo da sala, pede para a ansiedade dar uma volta.
Calma pequeno músculo, não adianta bombear tanto sangue, pois não é assim que o corpo responde. O suor escorre, a energia se esvai, e você não conseguiu o que pretendia, liberou tanta adrenalina para que?
Calma pobre coração e deixa a massa encefálica trabalhar sua calma. Deixa o mundo dar um passo de cada vez, acompanha essa translação. Você precisa aprender com o tempo. Precisa se comunicar mais para não deixar o encéfalo esquecer.
Por cada passo, por cada emoção, você que trabalha incessantemente, ainda sim precisa relaxar, e perceber que o tempo não esta aqui para lhe vencer, nem mesmo esta competindo. Perceba pobre coração, que não são todos que possuem um coração de leão.
Peço-te calma, pois me falta palavras para te pedir o que quer que seja. Às vezes falta força para ignorar; e o mais grave, ainda lhe falta inteligência emocional para poder separar mundos que se colidem.
Calma coração, estamos apenas na metade da história, e a cada dia, é nosso destino que cavamos em jazigo perpétuo. Falta tão pouco, e o que incomoda é que a ansiedade de tudo se resolver logo.
Nos tempos de calma, se sente como no olho do furacão, esse marasmo que parece anteceder a tormenta. O coração vive em atenção, como suricatos observando a toca, sempre em busca de absurdos caóticos que venham a lhe acontecer.
Quando tudo lhe parece calmo, aí que a suspeita é maior. Quando tudo parece bem, é que reside o medo de algo ruim posso acontecer subitamente... por isso que, digo-te: calma coração! Não se alimente da ansiedade, que essa é venenosa.
sábado, 20 de agosto de 2011
Vilão Necessário!
Às vezes é necessário um vilão, para seu filme ter um final feliz. Um adversário para ser superado e se sentir melhor. Um oponente que o fará se superar e vencer a batalha. Às vezes é necessário ferir as mãos com espinhos, para sentir o cheiro das rosas. Sentir a dor do parto para ter o abraço de uma nova vida.
Sentir a dor da perda para reconhecer a memória daquele que se foi.
Às vezes é preciso ter um inimigo em comum a ser vencido. Um obstáculo impertinente que parece invencível. Às vezes, não sempre...
Temos que enfrentar o inimigo, mesmo com o medo.
A garganta paralisada, de onde não sai o grito, e a angustia fica presa dentro do corpo. E o pior, ter que engolir a seco certas palavras, para poder usufruir de algo maior. O pior é saber que realmente é necessário se ferir para passar por esse momento. É preciso enfrentar e ir além da vitória e da derrota.
Às vezes o inimigo vem bem a calhar. Um oponente é algo visto como necessário. O vilão é um dos motivos principais do livro. E o mal parece existir para que o bem pareça realmente bem. O medo de sentir medo atrapalha. O medo de se machucar acaba machucando também.
Que a desilusão sirva como aprendizado, mas que não deixe de almejar o quase impossível. Que o medo da queda não impossibilite de vez em quando de andar nas nuvens (providencialmente de pára-quedas). Às vezes, não sempre...
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Estamos cansados de estarmos sempre errados.
Estamos cansados de estarmos sempre errados. Estamos cansados de perder o último ônibus. Estamos fartos de sempre perder nos jogos ditos como de "azar".
Estamos cansados de sermos os cavaleiros errantes. Os esquecidos que possuem Alzheimer. Cansados de sermos os príncipes sem reinado que viraram sapo. Os flagelados que sofrem de indigestão.
Estamos sem ânimo para assistir novas coroações, ler cartas de amor ao luar e mandar beijo para a sogra ao vivo na tv. O último suspiro sempre foi dado por nós. As lágrimas que caíram passaram pelos nossos rostos. As rugas do rosto não escondem a imaturidade presumida.
Os erros ainda são nossos amigos, e agora nos vemos como crianças crescidas, assim como nossos pais. Sabemos dos erros e inseguranças, sabemos dos medos e os confrontos infindáveis que nos perseguem. E agora, percebemos pelos olhos nos espelhos, como estamos cansados disso tudo.
Vivemos desconcentrados e fora de foco, a atenção é repartida entre diversas opções. Nossa opinião não vale mais como valia. (Talvez nunca tenham nos ouvido). Só esperamos as bestas passarem de carro gritando e disseminando seu ódio.
Sempre esperamos: o ódio passar, o desejo latejar, o mundo girar, o senso fictício de justiça nos alcançar e a forca de vontade se esmorecer. Só nos basta esperar, reclamando como “velhos-gagas imaturos” e sermos o que já estamos sendo... Cansados de tudo isso.
sábado, 6 de agosto de 2011
Queria cessar toda a tristeza.
Queria cessar toda a tristeza, mas como viveria o mundo só de alegria?
Queria poder deixar a dor pra lá, mas como viverei só de prazer?
As sensações se perderiam no mundano. Os sonhos seriam o cotidiano (para que dormir afinal?)
Poderia deixar de chorar, mas como seria viver só de risadas?
Se meus dias fossem somente sol, as plantas não morreriam de sede?
Queria que não fosse o idealismo tão extremista. E que não fosse preciso culpar os anjos e absolver os demônios para poder se exaltar os idéias super-humanos e inalcançáveis.
Queria não ter que discutir com quem amo, mas como seria nossa vida vivendo somente da “paz”?
Quando a sensação se perder, quando a realidade for aquilo que apenas “se acha” que lhe parece melhor... Até parece que está no olho do furacão, aguardando a destruição em meio a uma falsa calma. Como sentir o prazer sem sentir a dor? Como saber o verdadeiro sabor dessa vitória?
Em momentos ruins dizem que nem tudo é feito de cravos, pois há rosas! Em momentos bons, devemos também perceber que ainda existem cravos, nesse mar de rosas.
O que devemos, é vencer a morfina, e sentir a dor. Viver e vencer, da forma que pudermos fazer. E os sonhos... Serão para sempre sonhos, a serem realizados como ideais. E quando chegarmos ao ideal, o que nos faltará então?
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Quem venceu?
Quando dizem “fulano venceu na vida...”, o que espera pensar sobre isso? Venceu qual oponente? Estava competindo com quem? E qual foi o premio?
O premio é substancial ou sentimental? Confundimos muito o “vencer na vida” com sucesso ou bens materiais.
Impomos-nos competição com adversários imaginários.
Quem são os inimigos? A cada dia, um inimigo que deve ser derrubado. A inveja mora ao lado da admiração. Na verdade, o verdadeiro inimigo reside dentro de nós.
Os outros são apenas obstáculos passageiros, nem isso talvez. Eles não querem nossa derrota: querem nosso cargo, nossa namorada, nossa vida. A inveja que fazem te odiar é a admiração encolhida e malcriada dentro daquele encéfalo. O grande e pior inimigo é você.
A verdadeira vitória seria se sentir vitorioso. Não precisa necessariamente vencer alguém, mas “se vencer”. Ultrapassar seus limites, enterrar seus preconceitos, perder e ainda saber aproveitar a derrota para aprender. Obter de toda forma de poder, tudo que lhe possa ser útil e saber descartar os 97,65% que é inútil para todos.
A vitória na vida, não se dá pelo seu bem ou status, não se dará pelo comentário de alguém ou reconhecimento da imprensa. Dar-se-á por você, no minuto que parar para pensar sobre seus objetivos em vida, e ver o quanto conseguiu, e quanto teve que perder para aprender.
Sinceramente não creio nessa competição desleal. Estamos disputando sem precisar vencer um ao outro. Os adversários se modificam com os anos, mas a sensação de estar sempre correndo atrás de alguma informação ou recurso para não ser “passado para trás” ainda persiste. No inconsciente e consciente geral. É ensinado para todos como lema, e a recompensa será as glórias infinitas e o regozijo dos Deuses.
(Ainda espero pelo dia que a satisfação pessoal ainda seja um objetivo em comum!)
Perdas e vitórias.
É preciso perder, para dar um valor maior a vitória.
Sentir a dor, para reconhecer que nada mais o machucará.
Saber o limite para poder saber até onde ir.
Caminhar sem ter certeza de onde quer chegar.
Lutar sem ter a consciência do objetivo.
Entender todo o malefício, para poder reconhecer o que há de bom.
Aproveitar dessa brisa no rosto, sem ter que tenha que perder sua aparente liberdade.
São tantos sonhos que não sabe mais como acordar.
São tamanhos obstáculos, que nem imagina como ira acabar.
Só um pensamento fixo de que tudo pode dar certo.
São a carne tremula, e a voz engasgada, o temor nos olhos escondidos por de trás da Iris. As duvidas estão mais que vivas. A tristeza se esconde nas fraquezas, no calcanhar de Aquiles.
Só sentindo a dor, para saber como é bons os momentos de prazer.
Só perdendo o rumo, para agradecer o horizonte que se forma no caminho.
Depois de tantas duvidas, dores e lágrimas... ainda persiste um pouco disso tudo.
O corpo e a alma não sentem tanto quanto antes, e a idade pesa na consciência.
Só apanhando para perder o medo dos golpes... A cada golpe, é o medo que cai.
Ter que se lembrar de tudo que foi perdido. Ter que se lembrar de tudo que não se pode perder mais.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Às vezes vem uma amargura...
Às vezes vem uma amargura, uma falta de ser.
Às vezes vem uma má vontade combinando com preguiça, sem nada para fazer.
Por vezes o chão escapa por falta de seriedade.
Por vezes nada muito nos importa, nem a ansiedade.
De noite, no silencio dentro de si, ecoa dúvidas que não queria ouvir.
De noite, dentro de si, há situações que não queria sentir.
Falta muito para se ter razão, falta muito para se sentir seguro.
Falta confiança nesse mundo cão, falta confiança no que há no futuro.
Nenhuma lágrima te faz falta, não adianta se arrepender do passado.
Nenhuma ação é dada de mão beijada, e sempre carregarás seu fardo.
Não há mais o que lamentar. Só se pode esperar algo de bom pela frente.
Não há mais o que lastimar, de tantos incidentes, só resta esperar e ser mais prudente.
Depois de tudo é o coração que teima e se estremece em dúvidas.
Depois de tudo, deve sentir-se bem e a vontade com todas as renúncias.
Para cada ato, uma escolha e todas as escolhas têm seu peso.
Para cada ato desse enredo, é preciso ter esperança de no fim se encontrar ileso.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Um sonho milionário.
Muitos pensam em ganhar na loteria. Fazer aquela “fezinha”, mesmo sabendo que a chances são infinitesimais, o ser ainda tenta lutar contra a razão e a lógica, imaginando resolver todos os seus problemas financeiros na vida, ganhando na loteria.
Imaginar que vai lograr sucesso onde milhões não conseguiram.
Imaginar que vai ser triunfante e até mesmo que não existe nenhuma forma de controle ou manipulação de resultados na famigerada loteria.
Essa fé que move o ser é fantástica. Sempre espera por algo inalcançável, sempre espera pelo super-homem voando sobre sua cabeça.
Imagina o impraticável e o impossível, em uma forma quase irracional, transforma todo esse pensamento em um foco único que foge de sua realidade, quase como um escape de seus problemas criados e vivenciados por ele mesmo e por outrem.
Sonhar com o impossível quase faz parte do ser. Anda nas nuvens como se fosse a calçada de sua casa. E essa fé inabalável que move filas intermináveis no último dia. Parece que é um pensamento quase subconsciente, de que é esta a única saída, ou o sonho que precisa ser alcançado.
Diferente de planos com metas e estratégias ao longo dos anos, o ser apenas sonha na forma que o único movimento em ganhar, é ter fé e ficar na fila.
Os séculos se passam e ainda temos os mesmos instintos que nos unem perante a evolução. Passando de Adão e Eva, e passando pelos neanderthals, continuamos com o mesmo medo do fogo (apesar de agora conseguimos atear fogo a prédios), e ainda precisamos ter fé que algo sublime vá acontecer para que resolva nossos problemas... Como se o “universo onisciente” não tivesse nada melhor para fazer.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Idealizando idéias...
"Hoje em dia, em suma, idéia significa ou um modelo das coisas sensíveis enquanto objeto do pensamento e da razão (λόγος - logos) ou, noutra acepção, a representação mental de alguma realidade externa, ocorrência, objeto concreto ou abstrato, que a mente constrói com determinado propósito, mesmo o da sua simples representação"
Idéias podem mover montanhas. Simples idéias fazem arquitetos esboçarem o projeto de um prédio. Apesar de todos os anos de estudos, sem inspiração e idéias nada se concretiza.
A idéia, pai dos conceitos. Aqueles velhos conceitos que vem criando gerações. São as idéias, que moldam as percepções.
Desde pequenos planos a multinacionais, todos bebem da mesma fonte, apenas são idéias concretizadas.
Nossa realidade são idéias, consolidadas, pensamentos fragmentados reunidos em formas únicas. Nossas idéias é que moldam nossas percepções e dizem como é o mundo a nossa volta, são as idéias que construíram todos os inventos humanos, e as teorias racionais em qual vivemos.
Tudo a partir de pensamentos, emaranhado de pensamentos que se fundem para se criar uma idéia, quase que em forma de epifania. Um mundo em constante mutação a partir de idéias. Muitos hoje parecem ser escravos das idéias de outrem. Idéias que são forjadas como verdades únicas. Idéias estas que são utilizadas como única forma de se pensar.
Há grilhões disfarçados aos nossos pés, restringindo nossas ações e vontade. São apenas idéias, pequenas idéias que se juntam como uma pequena bola de neve descendo o Himalaia.
Quando pudermos perceber que nossas pequenas e humildes idéias têm força irresistível, quando um dia percebemos que podemos tanto quanto outros puderam tempos atrás e inovaram o mundo com idéias simples, somente quando percebemos, que tudo que existe consolidado a nossa frente é baseado em conceitos.
E esses mesmo conceitos que se encontram de forma petrificada e inerte, é dessa forma para nos “educar”e se mostrar como se fosse uma lei, para que seja apenas obedecido e vivenciado para sustentar o mundo de poucos. Nossas idéias são vendidas em supermercados e financiados em forma de moedas.
Nossas idéias são abduzidas ou sequestradas para que não tomem o lugar de outra idéia na prateleira desse supermercado gigante que se chama mundo.
As idéias são boas quando obedecem as ordens e os preceitos pré-existentes que devemos obedecer sem saber ou reclamar.
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