segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Hora do Pesadelo

Você não consegue acordar desse pesadelo estranho.
Te chamam, chacoalham, tentam te acordar...mas não consegue sair desse pesadelo.
Os vizinhos gritam a noite, os cães ladram e mesmo com todo esse barulho, não acorda do pesadelo.

O mundo pode se abalar a sua volta, mas dentro do seu sono, não existe nada que te auxilie.
Tentou acordar de todas as formas, mas não conseguiu.
Isso não é um sonho, é um cárcere!

Mesmo com toda ajuda, não conseguiu sair dessa prisão onírica.
Seus esconderijos prediletos se tornam as casas do inimigo.
Já não consegue distinguir a realidade do sonho.
O que é real, e o que faz parte do pesadelo que não tem fim?

Pior que qualquer filme de terror. Não se segue roteiro, e o herói não vence no final.
Pior que qualquer estória de terror, não se sabe o fim da trama e não se espera absolvição.
Não existe enredo, você não se lembra mais do começo, e espera que o fim chegue logo.

Não adianta beliscar a sua pele, a dor maior é emocional e não te excluirá desse terror.
Nesse pesadelo sem fim, é difícil aguentar toda essa eterna noite de sono.
Nesse pesadelo que te faz gritar sem ter voz.
Nesse pesadelo que faria Freddy Krueger se urinar de medo.

Parece não ter saída desse sono pesado e medonho.
Tua realidade se transforma nesse sonho horrível.
Não existe a quem pedir abrigo, não existe ajuda, não existe fim do sonho triste.
Não sabe mais qual o sentido de tanto desespero, não entende esse horror infindável...

Não se vê propósito para tantos sustos, tantos traumas.
Onde está Morpheus quando se precisa dele?
Onde está a luz que nunca se apagaria?

Os seus gritos não são ouvidos. O mundo está surdo.
Suas mazelas não são enxergadas. O mundo está cego.
Estenda a mão para ninguém e ouça os cochichos daqueles que não te querem bem.
Não consegue se lembrar de bons momentos, o que sobra é só o agora e a sua tristeza.

Esse sonho estranho, não sabe como começou, e nem como sair dele.
Em que momento se caiu nesse sonho e foi tragado para o terror?
Quem sabe se um dia acordar, saía desse pesadelo horrendo, e se encontre viva nessa realidade...
Quem sabe um dia acordar, seja um alívio ou o despertar para outro pesadelo.



Livro Mágico



Esse livro mágico, que fica na sua cabeceira, tem muito contos bonitos.
Este livro é um best-seller....mas é difícil acreditar nesse escritor.
É um lindo conto de fadas, mas é um mundo absurdo para se esconder.

Pobre dessa alma que se esconde em qualquer tipo de ficção.
Pobre dessa alma que se acorrenta a qualquer verdade vendida.
Quando Shakespeare escreveu: “ Ser ou não ser, eis a questão”, ele se esquivou em não ler seu livro.
Perdeu tempo em pensar. Perdeu tempo em raciocinar. Perdeu tempo, um pedaço dessa eternidade...

Esse livro mágico me encanta. Assusta muitas crianças, e nem mesmo os irmãos Grimm poderiam escrever séries de contos tão fantásticos. O mundo se faz e desfaz com simples palavras.
A verdade é dita em porções cavalares. Os versos são repetidos de forma quase divina.
Pobre da alma daqueles que duvidam; um mundo negro se apossa de suas vontades.
Pobre daquele que não se encanta, acaba se tornando um pária nessa terra de cegos.

Queria ter sua obsessão na ignorância do ser. Queria me interessar mais em seus contos de fadas.
Esse livro ainda faz mágica. Lindo livro de poesia . Gostaria de acreditar nessas palavras de conforto, gostaria ainda mais de ignorar todos os pensamentos racionais. Esse mundo invisível e cheio de regras. Esse mundo perfeito cheio de absurdos paradoxais.

Leitura difícil, facilmente capciosa. Leitura amarga. Fechar os olhos e enxergar o mundo a sua maneira. Tapar os ouvidos e ouvir apenas o que quiser ouvir. Calar a boca, e falar apenas o que está escrito. Mundo limitado, forma limitada, dimensão estranha. Assim tudo parece mais fácil, assim tudo tem razão, e porque não teria?! Um bom livro tem começo, meio e fim!

Deve ser estranho se esconder atrás de suas explicações. Deve ser difícil viver se limitando tanto... mas se não interessa saber muito, porque se importar, então?! Esse é o livro certo, quase mágico.
Um ótimo livro para seguir e planejar suas condutas. E o tempo nunca mais poderá ter algo melhor que suas palavras.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Custo da vida.


Você nasceu...beba dessa água, coma desses frutos, opa, espera aí...acabaram-se os frutos.
Ok, respire desse ar....você já está na vantagem de respirar e beber água (se achar algum rio que não desboque em um esgoto), talvez consiga até achar algum fruto.


Será bom voltar aos tempos dos ameríndios, e ignorar a toda a evolução tecnológica para sobreviver, porque tudo tem seu gasto, não?!
Por alguma razão estranha sua mãe te pôs no mundo.


Antes que possa responder (caso queira), o porque da sua existência, não se esqueça de ter dinheiro, pois para viver é preciso comer...e não existem muitas árvores por ai te dando seus frutos para saciar sua fome.


Para viver, precisará de um teto, pois não espere ficar embaixo das chuvas, do inverno e das altas temperaturas. Não viverá muito tempo assim (se esse, for seu desejo).

Tenha dinheiro, pois o mesmo é tão importante quanto o ar que respirará, a água que beberá, e com ele talvez, até consiga algum alimento.
Com alguma sorte, um pedaço de terreno para construir um teto para tentar isolar de todas as intempéries da natureza.


Você está vivo, fabuloso! Agora arrume um trabalho! Seja mais um elo nessa corrente, tenha seu dinheiro , para poder continuar vivendo.

Qual é seu custo? Quanta vale sua vida? E toda a sua “grana” serve para que quando estiver morto?

A vida vale muito. Vale tanto que estão cotando na bolsa. 

Em alguns momentos, a queda nas cotações e as especulações destrói o valor ordinário dessa vida...até que valha menos que uma moeda de cruzeiros novos.

Quando a vida não valer mais nada, sairá da bolsa de valores e será comercializada na vielas de bairros projetados por acidente, como já vem acontecendo em alguns momentos da história.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Era Glacial.




É sempre inverno, não importa a estação do ano.
O cobertor já não aquece mais como deveria.
Faz sempre frio, não importa se usas roupas ou um traje mundano.
O calor não chega da forma que deveria.

Sempre chove, com raros momentos de sol.
Sempre faz frio desse lado do hemisfério.
Ás vezes até cai granizo e nos fere sem igual.
Nesses momentos, não é bom pensar nesse frio .

Faz um frio terrível todo dia do ano.
Há geadas, seguidas de temperaturas glaciais.
Há um movimento de massas de ar, que mudam nosso ânimo.
Não há muita esperança na volta do verão e o calor só se for dos maternais.

Não tem como fugir do frio...ele é tão raro e imprevisível.
Não existe fogo que espante esse pesadelo gelado.
Vive eternamente no seu momento mais difícil.
Tudo dentro de ti, reflete nesse sentimento congelado.

O sorriso do seu rosto está quase triste.
É o tempo necessário de fingir alegria.
O frio é eterno, muda tudo que houve de belo, nada persiste .
É o tempo necessário para aquecer um coração.
Mas o frio é implacável e reconhece a ironia.
Arranca de um pobre coração o valor do brasão.


Esse frio me assusta, num sei até quando ele perdura.
Sentimento que congela até a alma, não sei se há calor.
Essa era glacial que transforma nossa mais tenra vontade pura.
A esperança é que o coração esquente o corpo, a esperança é um pouco de amor.

sábado, 3 de julho de 2010

Um sábado qualquer...



Nada para se fazer, a não ser pensar em mim.
Nenhum jogo na TV, nenhuma conversa interessante, nenhuma terra para se descobrir.
Nada muito para se fazer, a não ser preencher o tempo com letras no papel e pensamentos supérfluos.

Esse é mais um sábado qualquer, buscando matar o tempo, dar risada e ser um pouco do rascunho do projeto de vida que havia feito outrora. Dia de pensar, o último dia da criação. Dia para pensar, o que vem do além, para nossas vidas.

Um dia qualquer, tedioso como ele só. Para quem gosta de badalação, a aventura é não ficar parado...é tentar mexer o corpo para não se encontrar parado pensando. É triste se encontrar parado e pensante. O Tédio não ajuda. O mundo parece mais desinteressante. A vida parece estar sem sal.

E a existência? Ela esbarra em um sábado, esbarra nos pensamentos introspectivos, esbarra em tudo que não pensamos em movimento constante. Talvez seja melhor assim. Enganar a própria sorte, enganar a própria sensação de que se tem de que está tudo bem... está tudo ok, não é?!

As sensações não se enganam, a verdade só se esconde. Mas está tudo bem, né! O importante é não olhar para o lado, não sentir nada além dos seus próprios pensamentos. O importante é não olhar para dentro, não sentir muitos sentimentos, pois pode lhe dar dúvidas do que faz e o que se tornou.

É só outro sábado, outrora sagrado, mas hoje é só mais um dia. Para alguns é descanso. Para outros é apenas uma pausa indefinida, pois domingo é a pronuncia de uma odiosa Segunda-feira.
É dia de sair e se divertir...talvez. É dia de orar...talvez. O mais importante é não pensar muito. Evitar o reflexo, evitar a reflexão.

É só outro sábado. Um tédio só. Um mundo de oportunidades perdidas. Um mundo de opções esgotadas. O mais importante é estourar o champagne e comemorar com sorriso no rosto todas as coisas boas da noite que virá. O mais importante é curtir esse sábado, como todos os outros durante todos os anos possíveis. O mais importante é não ficar parado refletindo sobre si.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mais dias, menos dias.


Mais dias, grandes dias....e cada dia que se passa é mais difícil. Cada obstáculo que se passa se sucede de um pior. Para cada etapa, a etapa seguinte parece ser pior. Para cada degrau, o restante parece ser rumo ao infinito.
Não sei se é preciso muita coragem ou ignorância para continuar. Queria mil vezes mais ignorância em algumas concepções.

Para cada suspiro, existe uma força que pede para continuar. Para cada lembrança, um momento que inspira um passo à frente, mas nem todos os momentos são assim.
Ainda existe a esperança, tênue esperança, de se continuar. Suspiros jogados ao nada, força gasta em nada. Sem motivos para persistir ou desistir.

Momentos tristes de choro e de raiva, momentos incrédulos da vida. Basta imaginar além de todas as possibilidades para vislumbrar os erros. Basta querer tecer a memórias com todos os erros. Já não se importa mais com os detalhes, e todas as opções são apenas uma. Tudo desaba sobre você, o sistema desanda, a multidão se cala. Todos os momentos são só esse. E o terror é imaginar o segundo seguinte. Todos os segundos seguintes.

É preciso ter coragem para ser, é preciso ser ignorante para ser. É preciso ter coragem para prosseguir, é preciso ser menos loucos para continuar....nessas horas a ignorância faz falta.
A imagem se torna fosca, do que já não era belo, se contorna em forma obscura. O mundo se contorna em suas sensações e percepções: “Será o mundo realmente da forma que vejo?”

Não existem respostas, pois as perguntas não têm direção. Quem ousaria dizer que sim ou não? Quem seria o onisciente a ter razão? Não existe desespero nos olhos de quem não querem enxergar, tampouco surpresa na concepção conservadora que vive. É tudo assim, dessa forma que é.

 É tudo assim dessa forma que tem que ser. O suspiro de agonia é abafado, para não incomodar. Porque se importar? Porque querer saber? È tudo tão vivo na memória, cada suspiro te faz pensar, cada pensamento te questiona a continuar...e essas escadas! Quantos degraus mais devemos subir? Quantas perguntas mais ignoramos com nossa prepotência de não sabermos nada?


Mais dias, menos dias...tudo se segue intermitente. Todos os passos, várias vidas. Não se sabe a definição que procura, a palavra mágica que substituirá o “Abracadabra”. A definição espera nossa ignorância. As perguntas não mais esperam ser respondidas.
Cada dia é mais difícil que o anterior, cada combate é perdido com menos luta. O relógio já está contando. Cada segundo que não quer passar, cada segundo eterno. Só falta passar todo o tempo do mundo em sua vida, e tudo continuar na mesma. E continuar subindo esses degraus...


terça-feira, 29 de junho de 2010

Erros passados.



Quanto tempo demora a apagar os pecados? Quantos filhos teus nascerão sem essas máculas? É preciso perdoar os pecadores, mas nunca esquecer os pecados?
Até quando os erros devem ser lembrados, até quando devemos chorar os fortes golpes nas costas? Nossos pais não sentem mais as dores, nossas costas parecem ser mais fortes.

Quanto tempo persiste o erro? Ele que persiste e vive em nossa história. O erro macula nossa vida passada. Esses erros difíceis de esquecer. Esses erros que devem ser esquecidos.
Como esqueceremos os seus pecados e nos juntaremos em sinal de honra?
Sua bota ainda tem um pouco de sangue, sua mão ainda é sentida em nossa garganta...quanto tempo para sumir as marcas? Quanto tempo será necessário para poder esquecer e ultrapassar os erros?

O mundo mudou desde os últimos erros. Talvez tenha sido para melhor, talvez não tenha mudado tanto assim. A nossa amizade cresce a cada dia, mas ainda choro pelos golpes nas costas, que transcendem nosso sangue. O velho golpe que transcende todo esses pensamentos. E cá aqui estou, lembrando de todos os maus momentos, para ter uma resposta para ti....Quanto tempo depois, nós devemos esquecer os velhos erros?

Essa força que tiveras, dominou toda a concepção de mundo. Mudou a forma e a razão. Transformou tudo da forma que era antes...mas e agora, nossa imaginação é livre, nossa vida é nossa, e sua força ainda se sente através do tempo. Admirável até nos dias obscuros. Estranho ter tamanho apego após tanto mal que causaste. Nos pegamos pensando: “Quanto tempo após os erros, devemos esquecer?”

Todas essas lembranças, parecem até mágoa. Você na forma do seu filho, não deveria ver tanta mágoa. Essas cicatrizes, são a lembrança viva na pele. Um pouco de você, um pouco ser seu filho. Um pouco das suas idéias, um pouco do filho deles. Faz tempo que passaste por aqui. Faz tempo que não causaste mal...mas até quando vamos lembrar, para esquecer logo em seguida? 


Seria melhor não chorar por essas mágoas, seria melhor não ter sentido tanta dor. Seria...talvez. Para cada passo que nós temos, nos tornamos diferentes que fomos no começo. E a cada dia, esperamos esquecer todos esses erros, lembrando-nos de que não devem ser repetidos. E suas desculpas não se têm muito efeito. Que venha sua absolvição!

It´s Just a Ride.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ser completo



Quando você sente que não precisa mais procurar alguém, é porque você não só achou,  como se completou. Essa é uma necessidade quase intrínseca de união entre duas pessoas.
O mundo pode separar, a vida pode se modificar...mas as lembranças te fazem lembrar de quem você não poderia nunca esquecer. 


Não há mais sentido correr ao vento sem um propósito. Não tem como se esquivar de sua metade chata. Aquela pessoa chatinha e irritante, que sempre te dá motivos para tomar um bom suco de maracujá e alcançar o nirvana...sem essa pessoa, suas irritações não teriam sentido e suas preocupações seriam um tédio. 


É bom lembrar que pode amar, e ainda sim, é melhor ainda lembrar que foi amado.
Quando se vê o rosto da pessoa que te proporciona tamanha leveza, há satisfação e a certeza de saber que não precisa mais procurar. Não importa o que dizem, não importa o que aconteça, o mundo já está feito para acontecer das formas mais insanas e insólitas possíveis.

Suas ações sempre vão fluir em único rio. As vontades se tornaram únicas e as pretensões serão parecidas.Quando você sente que não precisa mais procurar alguém, é porque você não só achou,  como se completou.

Quando....o “quando” se torna à expectativa, a espera é extenuante, a demora para se reencontrarem é uma tortura. Quando essa pessoa faz parte do cotidiano; um cotidiano tão necessário como respirar e dormir:
Um sorriso rejuvenesce até os bons tempos uterinos, onde mamãe te alimentava pelo cordão umbilical. A voz te faz sentir bem, como poucas vezes sentirá antes.

É bom lembrar que pode amar, e ainda sim, é melhor ainda lembrar que foi amado.
É bom saber que existe alguém que é parte de você em algum lugar além de dentro de você . É bom saber o que é realmente bom. Poucos momentos, raros momentos, momentos únicos!
Momentos que se tornam eternos na memória fotográfica, elegantemente quase amnésica. 

Memórias que vivem para te fazer chorar, te fazer sorrir , te fazer feliz e triste, em uma combinação estranha que só a pessoa que te completa pode lhe conceder.
Quando você sente que não precisa mais procurar alguém, é porque você não só achou,  como se completou.

Nesses turbilhões de emoções, o que prevalece é a paz. Essa paz conflitante e inquieta. Uma paz parcialmente calma, e não raramente indecisa...Mas é essa paz que te faz lembrar dos sorrisos, das conversas, do cheiro!

Ah, o cheiro! Inconfundível e viciante, mais forte que as papoulas da Índia, mais suave que o vento no litoral. 
O sentimento que se passa na cabeça é algo semelhante com a felicidade, mas a falta de costume com essa maté, deixam dúvidas.

Quando você sente que não precisa mais procurar alguém, é porque você não só achou como se completou. É bom lembrar que pode amar, e ainda sim, é melhor ainda lembrar que foi amado.
Melhor viver e conviver com os eternos momentos do que nunca ter imaginado o poder que um sorriso faz, um sorriso que faz parte de você. Um riso irônico eternizado em pequenas pecuinhas e discussões que terminam com: “eu te amo!”

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A onda que banha seu futuro!



Passos no escuro, indefinidos pelas incertezas que imergem dia após dia. Tudo muda em uma velocidade vertiginosa. O cotidiano se modifica irremediavelmente.
Os planos são quase exatos, as idéias são pertinentes...não é nenhum segredo, é algo tanto  quanto óbvios e necessários.

Mas ainda sim, revoltante, vem à maré e muda tudo...destrói os planos e muda as metas. A corrente é forte e as mudanças são necessárias. Só é poupado um pouco de sua vontade, relutante contra si mesma. Só um pouco dessa vontade estranha, que tenta arrumar toda a bagunça gerada pela onda.

E o Futuro? Pergunta-se incessantemente, e intimamente sem resposta aparente. Indagando-se sobre as possibilidades e caminhos a percorrer. Preocupado com uma nova onda que venha a destruir seus sonhos litorâneos. E o futuro, maleável e paradoxalmente irredutível em suas ações. Os desejos são perdidos entre as angústias, e vem sempre a memória daquela onda encobrindo o futuro.

Mais forte que qualquer maremoto ou pororoca jamais vista. Essa maré é terrível ! Atravessa a barreira psíquica e temporal. Abala suas crenças e sua vontade. É uma força irresistível. Uma forma incógnita, silenciosa e fatal...e o futuro descansa sempre a sua mercê, inocentemente, bobeando sobre sua calma aparência, brincando em suas ondas; sem saber que o pior pode acontecer sem aviso!

O pior de imaginar o futuro é o tiro no escuro, e a pergunta: “O que ou quem acertei?”. O pior para se imaginar o futuro são as incertezas. Ou talvez a falta de imaginar um futuro para si seja o mais terrível futuro.Os passos em falso para o rumo indeciso. Um monte de dias sem saber o que fazer, e as indecisões atormentam esperando uma resposta decisiva.
Pense, pense, pense...antes que a onda volte e dê um caldo no futuro de novo!