Esse espaço é onde exponho meus devaneios mundanos...Enquanto ser existente, sou pretensiosamente reflexivo.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Um pouco de silêncio.
Quero me guardar um pouco sobre meu silêncio, para não pensar em tudo que sempre penso.
Ciclicamente, pensamentos vêm e vão; os temas sempre são parecidos, assim como os dias de sempre.
Quero guardar um pouco de mim nesse silêncio mudo, bem mudo, mas que tenta ensandecidamente falar. Falar pelos cotovelos; falar mais que a boca. Falar por meio de sinais ensurdecedores.
Quero um pouco de mim, sem pensar e falar... Sem os olhos curiosos e das perguntas inquietas. Sem as reflexões intimistas de sempre.
Só um pouquinho de silêncio, até de mim mesmo. Um pouco afastado do mundo barulhento, que diz tanto sem saber do que precisa falar.
Diz tanto, sem querer dizer nada que preste; O som do mundo vem de bocas cheias de razão e certas de si e do mundo.
Eu não quero ouvir, eu só quero dormir. Só um pouco de silêncio; silêncio que percorre cego no meio da multidão e não me encontra.
Quero só um pouco mais de paz e que venha junto com o silêncio para mim e de mim. Um pedaço de mim que repercute dentro do que sou e do que não me tornei.
Que o silêncio represente a ausência; que represente a eterna ânsia pelo vazio; que seja parte de todos os objetivos inócuos, mas sumariamente importantes para todo mundo.
Grande silêncio, que não diga para que exista; não seja meu modelo; Apenas fique por alguns instantes. Eu só quero me esquentar nessa coberta, esperar o frio passar e escutar alguns ruídos harmônicos.
Quero me guardar um pouco de mim e me reservar de toda a loucura externa em razão da interna. Quero um pouco de mim, guardado e arquivado. Um pouco só, porque muito enjoá.
Quero querer sem querer querendo.... Na filosofia chaviana da simplicidade humana. Sem querer pedir demais, quero tudo que posso; mas para esse momento só quero eu. Longe das contusões e confusões.
Descanso a cabeça no meio das incertezas futuras, presentes e passadas mais-que-perfeitas. Em alguns sonhos a realidade se desmancha em momentos certos e desejados, quase certos, quase...
Um pouco de mim e um pouco do silêncio, no final, seria uma combinação linda... Mesmo que durasse poucos instantes (ainda sim, fossem parte de um bom momento). Quero me guardar um pouco sobre meu silêncio, só um pouco, antes que alguém me ligue (cobrança!), ou que estourem meu tímpanos com sub-cultura televisiva.
Sem ser repetitivo, mas já sendo, mas com intuito de fechar o meu pensamento: Quero me guardar um pouco sobre meu silêncio, para não pensar em tudo que geralmente sempre penso.
sábado, 5 de junho de 2010
A mesma caixa invisível!
A mesma coisa, a mesma cama,
Mesma rotina, mesmo ônibus,
Mesmas ações, mesmas vozes e pensamentos.
As ações que se encontram na rotina,
As idéias que se encontram na mesma rota.
O mundo que anda no mesmo ritmo.
A mesma igreja, o mesmo mito, a mesma coisa de sempre.
A ousadia morreu algum tempo atrás,
As formas diferentes de pensar não se pronunciam mais.
A mesma rotina: acordar, se apressar para não perder o ônibus, a mesma rota de sub-existência de antes, que fora passado de pai para filho.
O mundo muda a passos curtos, a tolerância com o próximo se torna algo raro.
E tudo continua na mesma maneira.
Estamos trancados nessa caixa, de paredes invisíveis.
Cada qual possui uma caixa, sua caixa individual.
Cada qual com seu mundo, que de tão diferente se torna igual ao da maioria.
Essa caixa invisível, limitadora, que impõe o que ser e ter.
E aparentemente, o mais importante do que ser é ter.
A mesmas coisas, mesmos atos e ações.
A história muda de personagem, mas o enredo muda pouco.
O final sempre é parecido, a rota para o desfecho raramente muda.
E essa caixa, causa claustrofobia em alguns. (mesmo sendo invisível)
Essa caixa que cerca e que nos mostra até onde podemos ir.
Não existe padrão de fuga, não demonstram razão para querer sair.
Mas o mundo não parece coeso. A realidade não parece certa.
Apesar de todas as nossas imperfeições,
Mostramos-nos contentes em estarmos dentro da caixa, mesmo sem saber.
Somos limitados até o último homem, pela existência vazia que tentamos preencher com qualquer coisa que pareça fazer sentido, mesmo não sendo lógico ou vagamente real.
Somos algo que pensamos, idealizamos e que nos foi passado para ser.
Um modelo, um molde e uma cria.
O futuro parece cíclico, apesar de todas as evoluções.
E a caixa, maldita caixa invisível, parece ser inquebrável.
E sempre a mesma rotina, a mesma coisa, as mesmas igrejas e os mesmos mitos.
Limita-nos e pondo-nos em realidades convenientes, caixa maldita, quem te desenhou?
E o maior obstáculo para sair dela, somos nós mesmos.
Ah, saudade...
Ah, saudade, maldita saudade...
Às vezes acho que é só uma desculpa para ficar triste.
Saudade das conversas, olhares, a voz e a companhia.
Mas talvez seja só uma desculpa para ver o dia nublado.
Saudade que não sai do peito, e tenta parar o coração;
Parece até de propósito, ter um propósito de se entristecer.
Mas a saudade parece se contorcer, se mostra e desgosta.
A lembrança é o que dói mais, o mundo parece um pouco sem sal.
O sabor de tudo que é bom perde-se em um apetite estranho.
E tudo que se visita na mente, lugares e pessoas, vive para sempre.
Lembrança imortal e revisitada de todas as formas.
E nela se encontra a saudade, esse sentimento estranho e agonizante.
Não perdoa nem por um minuto, não dá descanso a essa pessoa cansada.
Saudade que bate no peito; bate forte; bate até quase derrubar.
Mas é só uma desculpa para ficar triste.
E o mundo continua girando, os sorrisos continuam refletindo os raios de sol
A saudade está lá, tentando ser esquecida, tentando ser morta pela vida nova.
Mas a lembrança, grande amiga da saudade, parece se fortalecer em momentos inoportunos.
E a saudade, sempre volta para reivindicar seu trono.
É a saudade que deixa mais vagaroso e divagando.
Deixa mais “Down”.... Mas talvez ela seja só uma desculpa para te deixar triste.
O sol continua batendo na janela, as crianças continuam brincando.
E a tristeza que se origina da lembrança rebate na saudade.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O meu maior medo é me reconhecer em você
Vejo-me nesses olhos, nessa insegurança.
A incerteza da certeza, passos incautos no meio a essa escuridão.
Eu vejo esse medo e essas imperfeições como se fossem minhas.
Espelho agonizante, e essa força mais estranha que o normal.
O meu maior medo é me reconhecer em você.
Os seus erros parecem os meus, os seus pesadelos são compartilhados comigo, mesmo sem querer.
A viagem é estranha e sem direção, e passa por diversos rumos durante o caminho.
Todas as suas dificuldades e anseios se mostrando a olhos nus.
É estranho lamentar por você, é tão difícil lhe estender a mão.
Apesar de todas as impossibilidades e deficiências, ainda vejo nos seus olhos.
Um pouco de mim, coisas que não quero enxergar.
Ainda vejo nos seus olhos, um pouco de mim.
Que tento negar e enganar, um pouco que deveria ser ultrapassado.
Seria bom esquecer o que me é lembrado toda vez que olho para você.
O meu maior medo é me reconhecer em você.
És mais um esconderijo dos erros, um lacaio da comodidade.
Não quero ser assim, mas vejo a sua imagem como parte do meu reflexo.
Talvez eu pudesse ser como você, talvez eu pudesse deixar de lado toda essa inquietação.
Mas não consigo de ver o mundo diferente, não consigo deixar de me ver nos seus olhos e me incomodar.
Não consigo ser tão passível a ação do tempo, não consigo estar à mercê de algo incompreensível a razão.E sinto medo de me ver em você.
Medo maior que da morte e das incertezas do futuro.
Queria fugir dessas visões; fugir de sua imagem e de minhas impressões.
Quero aceitar sua opinião como minha e ver suas visões como certa.
Não gosto de sentir medo por você, não gosto da insegurança que tens.
E de todas as palavras que me diz, acredito apenas em parte.
Sua máscara me incomoda, e tenho medo do que possa te acontecer,
Nesse espelho de empatia, teu reflexo me assombra.
O meu maior medo é me reconhecer em você.
Medo maior que da morte e das incertezas do futuro.
O meu maior medo é me reconhecer em você.
Vejo-me nesses olhos, nessa insegurança.
Vejo-me nesse reflexo e nessa falsa máscara que te prende.
Vejo meu medo de ser você e sinto medo por você também.
Esse medo hediondo; medo maior que da morte .
sábado, 22 de maio de 2010
Você escutou, mas não sentiu...
Você escutou, mas não sentiu...
A canção do seu poeta predileto.
Entendeu todas as palavras, se emocionou ao cantar junto,
Mas não sentiu o que ele sentiu...
Será que sabes como ele foi triste?
Tamanha emoção, que descrito em pedaço de papel,
Versado e ritmado, para fazer sentir e cantar.
Imagina como foi a dor dele?
Poucos entendem os passos que ele deu,
Poucos tem a sensibilidade de entender as palavras que ele canta,
E a dor, é transferida como se fosse uma transfusão sanguínea.
E ela migra para você, passa pelo seu coração e muda sua pulsação.
Você sentiu quando ele chorou?
Essa música linda e seu ritmo, que parecem camuflar aquilo que foi vivido.
Mas quando é que realmente enxergam a alma desse artista?
Quando é que realmente alguém viu por trás daquela máscara regada a alcóol e euforia?
O seu artista sofreu como se fosse sem razão.
O seu poeta rimou a tristeza de forma impossível.
Seu cantor, abriu sua alma para quem pudesse ver, e quiça abraçá-lo como ele realmente é.
Mas cantamos suas músicas, apreciamos suas letras e reverenciamos os espetáculo...
Como se tudo fosse normal para ele.
No final, o espetáculo para ele acabou.
O palco é escuro e sem platéia, e o silêncio o consome por dentro.
E no ato final, a tristeza o fez perder....perder para si mesmo, de forma literal e sumária.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Um óculos para uma vista cansada.
Tenho as vistas cansadas. Uso óculos para corrigir minha visão.
Eu enxergo tudo embaçado, até com essa lupa no rosto.
Eu vejo o mundo sem nitidez, todo mundo parece um pouco borrado.
Escondem um pouco da sinceridade em sorrisos.
Eu vejo um mundo cheio de desigualdades, mendigos perambulam como fantasmas.
Crianças choram quase invisíveis... Acho que é por causa da fome.
Mas não enxergo muito bem, pode ser até algum tipo de distúrbio psicossomático que me faz ver isso.
Ninguém se importa muito, então deve ser fruto da minha cabeça.
Meu cérebro e minha visão, montando uma peça para cima de mim.
O importante é que todo mundo está enxergando o mundo...
Queria enxergar esse mundo que todo mundo vê!
Parece ser mais limpo, mais justo e mais bonito.
As pequenas coisas são apenas detalhes na paisagem.
As diferenças são apenas erros geográficos, há muito para se ver nesse horizonte.
Mas, meus olhos estão cansados, nem sei o que vejo e no que devo acreditar estar vendo.
Toda essa indiferença que vejo e toda essa maldade passiva em não se fazer nada...
É fruto de uma interpretação errada do meu cérebro, e uma visão viciada.
Só pode... Ninguém tá vendo esses borrões na frente. Ninguém tá vendo essas fotos tristes.
Tudo é mais legal e interessante, e todas essas dificuldades enfrentadas são pequenas gotículas na visão. Basta uma piscadela para as dificuldades sumirem.
Mas para mim, é ruim... O pior é que a lente arranha e fica pior a visão!
Queria ter olhos saudáveis como a maioria tem.
Ver um mundo melhor em tamanha destruição continuada.
Parece que o abismo se aproxima da beirada aos poucos, quase imperceptível.
Mas tá tudo bem, não gosto de lentes de contato... Quero só um óculos novo, e que não deixe minha vista tão sensível.Uma lente escura ajudaria.
Não quero mais ver esses borrões, andando em minha volta.
Esse mundo desolado e frio... Parece ser tudo fruto de uma ilusão de ótica.
A armação tá quase derretendo, e a tinta já se desprendeu toda.
A lente tá arranhada e perdendo o foco de outrora.
Mas o que me preocupa é o que vejo, é muito triste essa visão...
Mundo estranho: queria ter olhos sãos, ou bons óculos para enxergar além de toda essa tristeza.
Olhos sãos, para não ver tanta loucura.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Asas Quebradas

O que é pior?Nunca ter tocado as nuvens, ou alcançar os céus e cair vertiginosamente?
Encostar o rosto mais próximo ao sol, e ter suas asas quebradas.
A queda parece eterna, e ainda sim o impacto não mata, apenas impossibilita de andar.
Sem asas para alçar vôos e com as pernas quebradas para caminhar.
Pior seria alcançar o vôo, com asas de Ícaro,
Só para vê-las serem derretidas pelo sol.
Cair vertiginosa, como uma pedra.
Sem fé de conseguir alcançar o céu novamente.
Seria triste, ver o mundo de cima, para em seguida, perder essa visão .
Ter um pouco da incrível liberdade dos pássaros, e ainda sim, não saber desse valor.
Voar com o prazer que não pudera imaginar, ser um pouco do ar, sendo parte dessa brisa.
Para logo em seguida, ter o chão como algoz.A queda como testemunha.
Pior seria ter o prazer iniguálavel que se torna mundano com o tempo.
Ter o céu como morada, ter asas infáliveis.
Como se caminhasse sobre nuvens, parece tudo tão perfeito!
Como se trajasse asas de anjos, como se fosse feito para voar.
Mas suas asas se quebram.
Sua queda é vertiginosa,
O impacto é traumatizante.
Suas feridas são incuráveis, o aleijo de asas e pernas, te assombram.
As caminhadas não te pertecem mais, e o céu mora em sua lembrança.
Daí então, as lembranças e os bons momentos se tornam carrascos.
Sua vivência de tempos livres, se tornam sua tristeza.
Sua asas não cicatrizam, suas pernas não caminham mais.
Perde em poucos momentos, o que teria em dois mundos.
Seria pior nunca ter alçado vôo ou perder suas asas depois de ver de perto a beleza do infinito no véu negro do céu?
Seria pior nunca ter vivido ou viver e perder em seguida?
domingo, 9 de maio de 2010
Raízes
Veja essas árvores centenárias, pomposas e fortes.
São parte dessa natureza, demonstram um vigor natural.
Dão seus frutos e sustentam uma cadeia trófica, além de amenizar o ambiente e o ar que se sustenta.
Fortes, orgulhosas...e cheias de vida.
Mas quando eram pequenas, crescendo entre outras árvores enormes, poderiam ter ficado sem a luz do sol.
Poderiam ter sido esmagadas ou dilaceradas por animais descuidados.
Mas ela teve raízes que a alimentaram, que ligou à terra, lhe provendo tudo o que faltava.
Essas raízes, que ainda hoje sustentam seu corpo forte.
Essas raízes que lhe dão a energia que precisa, cuidam de sua base.
Sem elas, seria um corpo exuberante em decadência, em pouco tempo ficaria oco e sem seiva.
Seria presa fácil para parasitas que se alimentariam do seu cerne e da sua casca.
Do topo de seu ego, não enxerga mais o que te fez ser o que é hoje.
Da sua linda copa e de sua folhas esverdejantes, não imagina como ainda é difícil as raízes te manter o que se tornou.
São as raízes que sustentam e que te sustentaram por todos esses anos.
São elas, invisíveis em sua superfície que lhe dão o sustento e fazem ser o que é hoje.
Sem elas, apenas seria apenas um tronco morto, prester a cair inócuo em seu interior
No que tange ao seu âmago, são as raízes que te moldam.
Por mais alto que você esteja, por mais forte que seu seja seu tronco, minha cara árvore...nunca esqueça das suas raízes!
Queria dizer chega...
Queria dizer chega para toda essa merda,
Esse sorriso amarelo que esconde a dor de dente e a enxaqueca.
Essa hipocrisia de que tudo está bem apesar de dar tudo errado.
Queria dar um basta nessa escuridão que predomina, em toda essa desesperança disfarçada.
Apenas por alguns momentos, um momento de paz real e alegria.
Um pedaço de churrasco sem sal para acalmar as "solitárias" na barriga.
Um gole de coca-cola quente e sem gás, para se saborear junto com a sede.
Passar um pouco de "pretinho" na roda careca e cansada do carro.
Apenas por 4 minutos e 18 segundos....mas poderia ser por mais tempo.
Um descanso real de toda a maré de azar, que se tornou maremoto.
Essa pororoca que vem com garrafas Pets, e lixo tóxico batendo na canela...
Pra isso precisaria de um barco anti-séptico....um bom remédio para descansar de tudo.
Queria ver um pouco de luz, nem que seja esse sorriso amarelo cheio de cáries no escuro do salão.
Um punhado de flores para amortecer a queda do abismo, além de dar um "refresh" no ar.
Uma pausa silenciosa nessa multidão atribulada.
Um suspiro de ar puro vindo da bombinha de asma.
Por apenas alguns minutos, uma pausa real .
Um verdadeiro descanso de toda a sujeira que sai debaixo do tapete.
Todas as tramóias e conflitos internos que culminam em dar um golpe de estado em sua pessoa.
Ter apenas mais um sonho bom, e uma realidade não tão ruim.
Um breve descanso, real felicidade, sem talvez e arrempedimentos.
Uma gozada sem arrependimento e sem medo da camisinha furar.
Seria maravilhoso acreditar apesar de todas as crenças e descrenças, em 5 minutos de silêncio absoluto.
Apenas ter a satisfação de querer um "Basta!", e ser atendido por conveniência do destino....ou apenas não. Mas um "não" bem positivo!
domingo, 2 de maio de 2010
Mestre Sosifu
Temos momentos errados, coisas estranhas que acontecem.
Quando você tenta pegar um onibus em um dia de chuva e ele te banha com a água da fossa.
Da mesma forma, que você depende da sorte para chegar a tempo no banco....mas nunca chega.
Momentos estranhos que te fazem perder a hora, perder o bilhete de transporte, chegar atrasado com o sapato furado na água, e levar bronca por não ter feito algo que esqueceu no dia anterior.
Para isso existe a teoria quântica das Leis de Murphy...que tenta ponderar sobre o inexplicável.
Para isso existe a filosofia do Mestre Sosifu...Destemido em busca da verdade oculta dos acontecimentos estranhos.
Não há porque espernear, nem tem porque chorar..acontece, as piores coisas simplesmente acontecem.
Mesmo que você tente contabilizar todos os seus gastos em uma planilha do Excel, sempre terá algo exorbitante que destruirá seu orçamento.Não há controle total, só controle de danos.
Não espere que a casa pegue fogo, mas sempre tenha um extintor na cozinha.
Sempre espere o pior, pois se não acontecer, você já acaba no lucro.
Contrarie o horóscopo, pois a mentira que eles contam é só para te despreparar para aquele tombo na calçada.
Espere perder o ônibus, assim você chega mais cedo.
Espere não ter dinheiro, assim você cria uma poupança secreta que nem mesmo vai lembrar a senha.
Espere sempre chover, não importa se está 40º graus a sombra nesse verão.E sempre leve um casaco.
O Mestre Sosifu, foi o precursor de todas as previsões erradas.
Ele sabia que iria errar, então evitava acertar.
Sempre se perdia, sempre errava.
Mas não se preocupe, o mais importante é saber que é tudo passageiro...parece interminável, mas é passageiro.
você realmente existe?
Você está vivo, mas será que existe?
Está aqui perto de nós, mas não parece existir.
Você pensa que sabe, você acha que entende...mas quais são as preocupações?
Eu vivo, mas será que existo?
A forma como tudo acontece, a forma como tudo acontece.
Não tem como se entender todos os motivos, falta razão.
Raciocinar sobre o porque está vivo, talvez isso seja existir.
Quando se tem a perceção de existência, o que mais assusta:
Saber que existe um motivo para viver ou não ter noção nenhuma disso?
Se descobrissemos o motivo de existir, teríamos mais um fárduo, uma razão...um propósito claro.
Se não soubermos, continuaremos vivendo e comprindo o nosso papel, mesmo sem saber.
Se soubesses para que existe, utilizaria esse conhecimento para mudar a situação atual dos que não sabem?
Ou se viraria para si mesmo, sabendo que não valeria a pena ter-se o trabalho?
São tantas dúvidas, Ser e estar...
Estar e ser....estar onde e ser quem?O que é preciso, além de existir?
Muitas perguntas, retóricas e retrospectos sem respostas ou inconclusivos.
Agora basta viver, sem ter a perspectiva da visão ampla que tem a vida, sua e dos outros.
Basta viver, sem saber se é por acaso ou por algum motivo pequeno, como um detalhe essencial.
Mas o mais importante é saber, você realmente existe?
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