sábado, 19 de maio de 2012

Nulificação do ser.



A nulificação do ser vem em coletivo. Massificação de informação e comodismo, são as palavras em voga. “Zona de conforto”, nunca foi tão confortável como é hoje, e nunca foi tão zona!
A sapiência é doutrinada, e por fim limitada. O livre pensar é taxado e os erros humanos são catalogados e generalizados. Duplipensar se tornou uma forma de violência com o que existe preestabelecido, desse ser paradoxal.

A inteligencia talvez tenha valido algo, algum dia, mas hoje vive refém do mundano cotidiano.
Torna-se necessário anestesia cerebral, ou um antidoto intelectual para todas as barbáries que se encontra. Uma lobotomia talvez, uma pequena incisão no córtex para liberar essa celeuma.

Acaba sendo um velho bandido, com todos os antagonistas a solta para enfrentá-lo, afundando-o sobre suas próprias limitações e redundâncias. Um inimigo público declarado pelo que pensa e age. Uma forma de vida alienígena perante a todos. Aliena-se por fora do padrão estereotipado em consonância com o que se mostra no popularesco, e sofre por isso. 

A nulificação do ser se forma como opção, a não existência fora do padrão. A transgressão do mundo não pode ser feita sem sequelas. O mundo comum rói seus sentimentos e pensamentos. Como é difícil encontrar vozes que clamem pelo mesmo tom. Basta ser nulo em perspectivas para viver nesse mundo caótico que jura ser correto.

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